Sabes aquelas alturas em que te apetece estar bem longe, mesmo que tudo esteja bem? Eu estou assim.
O meu corpo está a ceder, já não aguenta toda esta agitação, o stress. Já mal sinto as pernas, os ombros não se endireitam, o pescoço dói. Estou cansada.
Acho que vou chorar. Sinto os meus olhos rasos de água, uma lágrima a querer percorrer-me o rosto. Há quanto tempo isso não acontece?
Sinto saudades das coisas simples... Quando é que eu começei a ficar tão complicada? Tenho saudades de ser o "caracol". Tenho tanto em cima mas parece que a "casa" se foi...
Apetece-me fechar os olhos e só acordar quando o meu corpo estiver recuperado. Quero adormecer e depois abrir os olhos e ver tudo claro.
quinta-feira, maio 17, 2007
sábado, maio 05, 2007
Uma noite qualquer...
Os braços à minha volta faziam-me sentir segura. O calor do corpo contra o meu aquecia-me naquela fria noite de Primavera. A mão a desviar-me o cabelo fez-me sentir confortável, ainda mais do que o meu vestido me fazia sentir.
Tentámos prolongar aquele abraço ao máximo. A confusão da noite nas docas passou-nos despercebida, as pessoas passavam por nós, havia um constante barulho de fundo, mas nada nos perturbava. Todos os que passavam pareciam estrangeiros; todos eram estrangeiros, porque nenhum pertencia ao nosso mundo, ao mundo que era só nosso.
Hmm, que cheiro bom. Que paz... Que perfume será este? Quero um igual para mim, quero-o poder ter todos os dias!
Fechei os olhos. Só mais um pouco, por favor. Deixei de ver o lindo quadro da ponte e do Crito Rei iluminados e a lua a iluminar-nos. Deixei de ver fosse o que fosse, deixei de pensar. Começei a sentir tudo, de todas as maneiras, porque sabia que aquele momento ia acabar brevemente. Os corações acelerados, a pele quente e macia... Sentíamos que pertencíamos ali. Um último suspiro...
Separámo-nos e olhámo-nos mutuamente. Sorrimos, não era necessário utilizar as palavras, e depois seguimos o nosso caminho.
Tentámos prolongar aquele abraço ao máximo. A confusão da noite nas docas passou-nos despercebida, as pessoas passavam por nós, havia um constante barulho de fundo, mas nada nos perturbava. Todos os que passavam pareciam estrangeiros; todos eram estrangeiros, porque nenhum pertencia ao nosso mundo, ao mundo que era só nosso.
Hmm, que cheiro bom. Que paz... Que perfume será este? Quero um igual para mim, quero-o poder ter todos os dias!
Fechei os olhos. Só mais um pouco, por favor. Deixei de ver o lindo quadro da ponte e do Crito Rei iluminados e a lua a iluminar-nos. Deixei de ver fosse o que fosse, deixei de pensar. Começei a sentir tudo, de todas as maneiras, porque sabia que aquele momento ia acabar brevemente. Os corações acelerados, a pele quente e macia... Sentíamos que pertencíamos ali. Um último suspiro...
Separámo-nos e olhámo-nos mutuamente. Sorrimos, não era necessário utilizar as palavras, e depois seguimos o nosso caminho.
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