Após um dia passado com o roupão vestido e embrulhada num cobertor, passei por uma janela, ao final da tarde, e vi uma luz dourada inundar o quarto. Tirei o roupão, abria a janela e deixei que o vento frio me tocasse a pele.
Olhei para o céu, todo ele azul e laranja junto ao horizonte. Descobri uma pequena linha branca que pintava o céu: a lua. Vi inúmeros pássaros a voarem sobre a paisagem, a dar-lhe vida; um avião e uma luzinha laranja a piscar bem longe.
O sol estava cada vem mais pequeno, a esconder-se atrás da cidade.
Imaginei que os prédios, as construções e a destruícão que via à minha frente eram a mais bela das paisagens. Então fechei os olhos e respirei fundo, e senti que aquele ar poluído que me entrava nos pulmões e me dava vida era o mais puro de todos.
O sol desapareceu, mas continuava a dar cor ao infinito céu e tranformava, aos poucos, o laranja do horizonte não num rosa e mais tarde em púrpura, mas num tom estranho, entre o laranja e o castanho.
Não havia o mínimo vestígio de nuvens, o que fazia adivinhar uma noite perfeita, com todas as constelações expostas, mas talvez não à vista dos meus olhos.
O ar estava cada vez mais frio. Só me restava fechar a janela e voltar, não sem antes ver um casal de gaivotas voar na minha direcção, um avião a desenhar no céu uma linha rosa com o seu jacto, ver uma estrela a tentar encher o enorme pano azul e mais uma vez observar a grandiosa lua.
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3 comentários:
As luzes e a poluição da cidade apagam milhares de estrelas do céu :( Detesto isso. Mas a Lua, essa nunca hão de apagar!
olaaaaaaaa
sao estas pikenas coisas q faxem diferenças....
bjinho gande
Saudaditas
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