domingo, dezembro 11, 2005

O ar estava ameno, no entanto o vento frio causava uma situação de desconforto.
O céu estava todo azul e só a enorme lua se intrometia na sua homogeneidade. A luz do sol reflectida na superfície do sujo rio feria os olhos.
O rio tinha um cheiro desagradável. A maré estava a descer. A corrente do rio estava fortíssima.
Inúmeros barcos por ali passavam. Desde um enorme cargueiro, a alguns barquinhos com as velas subidas. Cheguei a ver um minúsculo barco a tentar subir o rio, contra a maré, sem qualquer sucesso.
As gaivotas sobrevoavam-nos. Algumas pousavam no rio e deixavam-se levar pela maré.
O barulho dos carros a passarem na ponte cortava a paz daquele momento.
As pessoas que por ali andavam traziam vivacidade à paisagem, tornavam-na mais agradável. No caminho para o carro, vi um rapaz e uma rapariga num banco, sentados, a apanharem sol e a observarem o rio. Desejei trocar de lugar com eles e estar acompanhada pelo meu anjo, ou até mesmo estar ali sozinha.
Foi mais uma tarde passada em família.

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