Do terraço, onde o ar fresco de início de noite me arrefecia a pele dos braços e dos pés, via somente uma imensidão de casas e árvores, todas parecendo mais baixas do que eu. Mas a minha visão permitia-me apenas fixar o que estava directamente à minha frente: duas árvores do meu quintal; mais para a direita, no jardim das vizinhas, um pequeno chorão; ao longe duas palmeiras, uma mais alta do que a outra e no centro a torre da igreja da pequena vila. Por trás aparecia a lua, grande e amarela, disposta em D, como um enorme sorriso, por vezes escondida por pequenas nuvens pretas.
Eu queria que a minha máquina captasse a perfeição daquela imagem. Sim, perfeição, porque parecia um lindo quadro, famoso ou não. Mas há imagens que só se podem registar na memória, com a esperança de que para o ano continue perfeito.
(e foi com esta imagem, debaixo daquele céu tão espantosamente estrelado, que eu tentei afastar a solidão que se apoderava de mim há uma hora atrás. Penso que só a aumentei!)
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Resposta: se tu estiveres mal, eu estarei mal, sem duvida, mas posso tentar melhorar o "estado de espirito" se me permitires e quiseres, serei eu mágico, até gostava, mas não sou...
beijinhos
Enviar um comentário