sempre que eu agarro num lápis e numa folha para escrever, tenho de ter inspiração! um texto, seja de que tipo for, só é belo se tiver sido escrito com inspiração! o texto só adquire algum sentimento se estiver presente no momento da escrita a inspiração. pode vir em forma de musa (ou "muso") ou de qualquer outra coisa, um acontecimento, talvez, mas quando ela existe, o lápis não para, a mão dói e uma folha é obrigada a transformar-se em mil. ela passa-nos sempre pela frente, a todos nós, mas só alguns a sabem aproveitar, e há quem faça melhores trabalhos com ela do que outros.
não há nada melhor que deixar fluir os nossos sentimentos e transmiti-los para um papel, um simples papel, que não rejeita as nossas palavras, as nossas opiniões, os nossos sentimentos! nesses momentos, o papel torna-se no nosso melhor amigo, e não há forma de esconder seja o que for dele. não há melhor forma de conhecer uma pessoa senão pela conversa, pelo convívio e pela sua escrita. uma pessoa é capaz de se revelar apenas através da escrita, e é essa que nos revela quem essa pessoa é, e quais as suas ideias, e os seus sentimentos.
não se pode deixar a inspiração fugir...não lhe podemos ficar indiferentes. tal como a santidade, ela é oferecida-nos todos os dias, e um dia temos que a agarrar e fazer dela os nossos sentimentos. no fundo, a inspiração é a alma de qualquer texto...e o que é que seria de nós sem alma?
(para este texto, inspirei-me no filme "Shakespeare in Love")
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
O pior é quando se é aluno de Letras, a inspiração está constantemente a faltar e nem a certeza de saber escrever português correcto temos. Isso sim, é fodido!
*
Enviar um comentário