domingo, abril 17, 2005

um dia

decidi passar um dia na praia, numa praia totalmente deserta!
fui para lá cedo, de madrugada, pois queria aproveitar cada minuto da minha liberdade.
sentei-me sobre aqueles infinitos e minúsculos grãos de areia, à espera do primeiro raio de sol do dia! o sol revelou-se, mais extovetido do que nunca! não receou ser visto, não receou não ser o melhor, naquele momento, ele só queria nascer como ele próprio! eu invejei-o por isso!
estendi-me, então, completamente, sobre a areia! mirei o céu e vi que ele se dividia. numa metade, mais clara, reinava o sol, e a outra metade pertencia à lua! fiquei assim, deitada, a olhar para as alturas e a ver, pouco a pouco, as nuvens encobrirem o sol! o céu tornou-se cinzento, esquisito e até assustador! levantou-se vento, a areia levantou-se com ele e juntos geraram pequenos remoínhos! o mar agitava-se, e, irado, atirava para fora aquelas enormes ondas que se haviam destacado! ali imperava a natureza...deu-se uma reunião, que foi encerrada com uma canção: a queda de mil e uma gotas, à qual nós chamamos chuva! aquelas gotas têm um sonho, que não sei qual é...mas sei que é esse sonho que as faz correr tão depressa, que aos nossos olhos parecem riscos que pintam o céu! senti o seu cheiro, e elas foram-me cobrindo a cara e misturando-se com as minhas lágrimas...senti um arrepio gelado, e, então, percebi que me estavam a limpar a alma!
após este ritual, o sol rasgou o manto que o cobria e permareceu lá no alto, imponente!
levantei-me. os meus pés percorreram aquela fina, branca e macia areia até encontrarem a água! permaneci quieta, com o mar a ir e a vir e a molhar-me as canelas! os meus pés foram-se enterrando aos poucos, e quando dei por mim, já a areia me cobria os joelhos! lutei para sair dali, e, segundos mais tarde, já eu estava de novo sentada sobre a areia!
lembrei-me que não tinha comido nada, porém não tinha fome, pois toda aquela beleza me alimentava!
o sol foi-se baixando. deixou-se intimidar e adormeceu muito tímido, numa linha do horizonte lavada e desimpedida, atrás de um mar que havia recuperado toda a sua calma! foi escurecendo lentamente. aos poucos, pequenas lâmpadas invadiram o olimpo, tendo como imperatriz a lua, que nos sorri sempre que olhamos para ela e que descobre todos os nossos segredos por tão fundo mergulhar em nós! deitei-me. mirei o firmamento. pedi inúmeros desejos, só um se realizou: a paz reinou em mim! deixei-me ficar ali estendida, a admirar aquela beleza infinita e eterna! olhei para tudo, e tudo olhou para mim!

2 comentários:

Anónimo disse...

bem... n posso comentar muito mais do que isto... bonito texto ^^ da de k pensar... tens a certeza k tas na area certa ?? :P :) continua axim

Anónimo disse...

Pois... eu também não sei o que comentar... a não ser também "ah e tal bonito texto".
Acho que há textos tão... qualquer coisa (lol) que nos deizam sem palavras.
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