Fecho os olhos e o mundo escuro começa a rodar. Roda tanto... Como se estivesse tonta depois de rodar sobre mim vezes sem conta, de braços abertos e olhos fechados.
A cabeça doi como tudo, dia após dia, sem dar qualquer descanço.
As tonturas são mais que muitas. Estou sentada, de repente a cabeça começa a dirigir-se perigosamente depressa em direcção ao chão. Fica tudo escuro! Não, afinal ainda estou sentada na cadeira, mas deito-me em cima da secretária para prevenir.
Durante o dia parece que corre tudo como de costume, apesar de sentir a todos os momentos as emoções à flor-da-pele. Chego a casa e o tempo acaba para tudo. Aquele tempo que eu tinha em ambundância só para mim acabou.
E esta nostalgia que frequentemente se faz sentir não melhora nada.
Paro um bocadinho. Recebo uma massagem na cabeça, tão bom... Fecho os olhos, o corpo está mole. O tempo, agora, parece infinito. Ouço cantar uma música de embalar da minha infância. Começo a ver tudo nublado devido à parede de água que se forma nos meus olhos, que ameaça desmoronar-se mas isso eu consigo evitar. Nem tempo tenho para chorar. Fecho mais uma vez os olhos para tentar fazer durar aquele momento para sempre, porque eu sei que quando os voltar a abrir já tudo voltou ao normal.
Custa-me continuar, mas vontade e esperança não me faltam. Se ao menos a cabeça parasse de rodar...
(Escrevi este texto ontem à noite. Hoje o dia correu bem melhor e já vejo com lucidez o que está à minha frente. Parece que estão a sorrir para mim e que a mão me afaga o cabelo.)
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3 comentários:
O texto está lindamente escrito.
(Ainda bem que já estás bem.)
veijilos.
Love you
É bom saber que vais melhorando, embora devagar, dia após dia.
Ganhar moral é importante.
Bjo
Saudades - ades - ades.
Louca? Sempre!
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