Volto para casa depois de um dia bom, um dia de riso constante. O ar está fresco, o nariz está frio, mas não demasiado, tal como eu gosto. Estou com uma boa companhia, recentemente descoberta, e o riso continua.
No céu negro consigo ver a perfeição da lua, o seu ténue sorriso, por entre os prédios e as gruas. Passeio-me pelo jardim, só me apetece ficar aqui para sempre. A minha companhia vai-se embora, mas eu fico bem comigo mesma. Sinto um conforto imenso.
Deito-me na relva húmida, com a cabeça na minha mala do tamanho do mundo. Começo a ficar molhada, mas não me importo, nada me importa, porque os arrepios sucessivos fazem-me sentir viva. Hoje não tenho lágrimas, só sorrisos. Ouço música, canto baixinho para mim, abstraio-me das pessoas que continuam a passar apressadas.
Não penso, o segredo é não pensar, vivo a paisagem e a música, sou feliz.
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