sexta-feira, julho 22, 2005

Hipoteticamente

Apetece-me fugir. Fugir para poder sair um pouco de casa e estar apenas com uma pessoa especial.
Poder estar o tempo todo com ela, divertir-me e ser muito feliz! Andar por aí a olhar para dentro dos carros e a dizer adeus a perfeitos desconhecidos. Apreciar o que há de bom na natureza e aproveitar muito.
Poder ficar o dia inteiro na praia, debaixo de um sol abrazador, ou passear pelas ruas e descobrir ruelas perigosas.
Fugir de tudo e todos e conhecer tudo e todos.
Perseguir e ser perseguida.
Saltar, cantar, ouvir, dizer, molhar, chorar, rir, gritar...
Hipoteticamente isso pode acontecer, hipoteticamente...

quarta-feira, julho 20, 2005

Estupidamente feliz

Hoje sinto-me estupidamente feliz.
Não percebo bem porquê, porque não aconteceu nada de novo. Sabes aqueles dias em que acordas bem disposta e te sentes feliz? Pois bem, eu acordei como sempre, cheia de sono e fui ver a minha série matinal. Acho que só me começei a sentir assim depois do almoço.
Sinto-me mal e estúpida por estar assim. O que me rodeia não me dá motivos para estar assim. Não que a minha vida esteja uma miséria, mas se eu tivesse em conta tudo o que me rodeia, o meu estado de espírito seria o normal: irritadiça e sorrindo de vez em quando. Mas não estou assim!
Já disse que me sinto estúpida? Pois, não é bem estúpida, mas sim patética. Mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir feliz. E parece que o que me dizem e fazem me deixa ainda mais feliz. Estive a tarde toda com um sorriso estampado na cara. Aquele sorrisinho que irrita todos os que olham para nós, por ser sempre igual e sem uma causa aparente.
Enfim, às vezes sabe bem passar assim um dia.
Hoje sinto-me pateticamente feliz.

segunda-feira, julho 18, 2005

Ventos

Nada quero que tu me digas. Apenas quero ouvir a tua voz, saber como ela é e poder enamorar-me dela.
Quero-te poder ver todos os dias. Poder contemplar-te com os meus olhos e não com a minha imaginação.
Quero ver, mais uma vez, a tua pele queimada, e os teus braços cruzados sobre um peito perfeito. Quero ver-te a andar sobre a areia quente e a fugir da água gelada.
Quero olhar-te olhos nos olhos, como só uma vez aconteceu, e descobrir toda a tua beleza através deles.
Quero ver-te lá em cima, imponente. Quero observar-te de longe, naturalmente, como se de nada se tratasse.
Quero, mais uma vez, que me toques com o teu sopro e me trespasses com o teu olhar.
Quero fazer tudo para chamar a tua atenção. Quero que me ignores. Quero que venhas ter comigo. Quero ser insignificante. Quero tocar-te com a minha pele molhada. Quero fingir que não senti nada.
Quero que esperes até eu te reencontrar.
Quero continuar a ser uma qualquer que só te quer admirar.
Quero voltar e fazer tudo outra vez...

A fuga

Estávamos sentados num banco de jardim. Era verde, e nunca o poderia deixar de ser. Estávamos lado-a-lado, a olhar em frente. Raramente olhava para ti, talvez por vergonha, mas quando olhava reparava em cada promenor do teu rosto. Fascinavas-me, e cada vez mais sentia que o meu coração te pertencia. Se cada vez que olhava para ti, só via metade do teu rosto e mesmo assim já me perdida dentro de ti, nem queria imaginar como seria se visse a outra metade.
Nunca nos olhámos nos olhos. Nunca, até que, passados vários dias, eu consegui sentar-me de lado e virar-me totalmente para ti. Toquei-te no braço e tentei virar-te para mim. Tu resististe, mas sabias que mais cedo ou mais tarde me terias de olhar nos olhos. Quando esse dia chegou, apanhaste-me de surpresa. Não estava preparada para aquilo que encontrei. Os teus olhos assustaram-me. Eram negros, sombrios. Todo o teu rosto se havia modificado. O que antes era belo, tornou-se terrível.
Assustei-me e fugi. Corri com todas as forças que tinha. Sempre que olhava para trás tu estavas lá, a perseguir-me. Estava cansada, mas não parei. O medo atormentava-me.
Não conseguia mais. Há muito que corria e tu não me deixavas. Parei. Esperei que me apanhasses. Fechei os olhos. Senti uma brisa gelada trespassar-me o corpo e a alma. Abri os olhos e nada vi.
Tu não eras nada mais do que um fantasma.

quinta-feira, julho 14, 2005

Estados

Acho que acabei de perder a oportunidade da minha vida! Se calhar estou a exagerar (estou de certeza), mas era a oportunidade que eu tinha de ficar mais perto de realizar o meu sonho. Eu sei que foi um sinal...só pode!
Não sei o que sinto. É confuso. Parece que tudo vai continuar um sonho. Mas estou feliz, excitada e um pouquinho desiludida comigo mesma.


É inacreditável como uma pessoa pode mudar de estado de espírito de um momento para o outro, pelo menos eu falo por mim. Não que me tenha acontecido alguma coisa, mas aconteceu a alguém que significa muito para mim. Dizem que nós sentimos o que os nossos amigos sentem. Eu já sabia que era verdade, mas não sabia que podia afectar assim tanto...enfim. Esperemos que corra tudo pelo melhor. Só temos de ter forças para lutar.

terça-feira, julho 12, 2005

Nada mais posso dizer!

Eu gostava de escrever algo que me espelhasse a alma e tudo o que eu sinto neste momento. Em tempos conseguia fazê-lo, mas agora é mais difícil. A minha inspiração navegou até outros portos, e sem ela os meus textos parecem não fazer sentido.
Eu queria escrever palavras bonitas, que te enaltecessem. Queria dizer o quão especial és para mim. O quão importante é ter uma pessoa como tu a meu lado. Um anjinho que me guarda a alma e que aparece quando eu mais preciso. Fazes-me sentir tão pequenina, e ao mesmo tempo enorme.
Sinto que não necessito de palavras bonitas para descrever tudo aquilo que és e já fizeste por mim. Mais uma vez obrigada.

Este post é para uma pessoa muito especial, que me tem protegido e ajudado. É uma autêntica anjinha, aquela rapariga alta, de cabelos castanhos. A sua beleza é inconfundível, e aquelas sardas ainda a tornam mais especial. Ela sabe o que eu sinto. Ela sabe do que eu preciso. Foi ao seu lado que eu descobri uma boa parte de mim, naquelas férias que passámos quase sempre juntas. Ela é demasiado especial para mim. Se calhar eu não a mereço, mas vou fazer TUDO para a merecer, pois ela é demasiado importante para eu a perder. É ela que me torna especial. Obrigada.

segunda-feira, julho 11, 2005

O meu Mundo Fantasia

Cada vez vivo mais num mundo de fantasia. Ainda não perdi a noção da realidade, e até acho que estou longe disso, mas aquele mundo que me faz sorrir mais vezes é o que não existe!
Não que eu tenha uma vida triste, mas eu acordo todos os dias a pensar que pode ser nesse dia que eu vou poder viver o meu sonho. São os meus sonhos que me fazem sorrir. Ou então é uma simples fotografia. Ou então uma frase que me faz pensar que estou mais perto!
É no meu mundo de fantasia que eu sou feliz. É para esse mundo que eu sorrio todos os dias. É esse mundo que me dá o que eu tenho de bom. O meu mundo normal é o que me traz o mal. Nem tudo o que recebo dele é mau, mas a maioria é má.
Eu não quero viver no meu mundo fantasia. Eu não quero viver no meu mundo normal. Eu só quero viver.

O mundo côr-de-rosa não existe rapariga. A tua vida não é um sonho! Vive no real e sonha apenas de vez em quando. Não te deixes absorver. Sê forte. Tens de lutar!

quinta-feira, julho 07, 2005

Ninguém tem o direito de tirar vidas. Absolutamente ninguém!
Estou cansada. Cansada de mim, só isso. As alegrias são cada vez menos, e os problemas vão aumentando. E quando parece que tudo se está a compôr, basta uma simples coisinha que volta tudo a cair! A verdade é que não estou deprimida, mas há certas coisas que me metem nojo. Como é que existem pessoas que, ao quererem defender uma causa que consideram nobre, são capazes de matar pessoas?! É inacreditável. E também é por isto que a minha felicidade nunca pode ser total! Mas a vida é assim...nem sempre é justa, mas é sempre para ser vivida!

quarta-feira, julho 06, 2005

Creoula

Foi há um ano! Por esta hora devia eu estar no convés a olhar para aquele céu lindo! A viagem no princípio foi má! Mas com o passar do tempo fui aprendendo a gostar daquilo! A verdade é que no final da viagem, quando as saudades apertaram, olhei para trás e vi que aprendi com aquilo...sinto que me fez crescer de alguma maneira! Penso que nas férias do Verão do ano passado cresci mais do que esperava! Foi naquele navio que eu vivi coisas muito boas, mas não as melhores, acho eu! Enfim, só sei que nunca vou esquecer aquela viagem, onde eu vi coisas maravilhosas e experimentei sensações fabulosas! Ainda bem que consegui agarrar aquela oportunidade que me passou à frente...ainda bem que não a desperdicei. Obrigada!

domingo, julho 03, 2005

Live8


O live8 foi uma iniciativa espectacular. Quem dera que acontecesse mais vezes. Foi mesmo incrível.
Acho que todos podíamos ajudar com um bocadinho, porque as coisas mais insignificantes para nós, podem ser enormes para aqueles que nada têm.

Como sabem, eu não sou de artes, nem nada que se pareça, mas apeteceu-me desenhar enquanto esperava no meio do hospital para a consulta acabar. O desenho, como se pode ver, não ficou uma maravilha, mas enfim... Apeteceu-me regressar aos tempos de infância, em que tudo era simples e em que os nossos desenhos eram um motivo de emoção para nós e para os pais. Aqueles desenhos que nós fazíamos para oferecer ou simplesmente para nos distrairmos, que para os pais eram lindos e para os irmãos mais velhos eram horríveis! Desenhos que não eram desenhos, riscos que não eram riscos... Ai, bons velhos tempos!


Descobri que o meu sonho impossível se tornou ainda mais impossível! Agora o sonho mudou um bocadinho de cara (isto não quer dizer que mudou de personagem!), mas não vou desistir dele. Vou "continuar" a lutar, e até pode ser que me dêem uma ajudinha, nunca se sabe!
O sonho continua...

Madrugada de 30.06.2005

2h

Eu já acreditei que toda a nossa vida estava destinada, que antes mesmo de nos ser dada, já alguém sabia tudo sobre ela.
Neste preciso momento, em que escrevo neste bloco que traduz uma oportunidade falhada, acredito que somos nós que fazemos a nossa vida e que a determinamos, à medida que vamos crescendo, que nos vamos descobrindo e que no vamos construindo. Contudo, acredito também que existem momentos certos para acontecerem as coisas. As coisas importantes têm a sua razão de ser no momento em que acontecem, por isso não as podemos deixar passar sem tirarmos delas o de mais valioso que elas nos têm para dar.
E também acredito que tem de se arriscar mais e de se abrir mais o nosso coração para entrarem coisas boas. Mas ao mesmo tempo que essas entram, outras menos boas também podem entrar. Porque não arriscar? Mais vale ter forças e conseguir lutar do que simplesmente experimentar sempre a mesma sensação todos os dias!
Eu acredito que vale a pena lutarmos e vivermos por uma vida que nos foi dada para ser vivida e aproveitada.

vamos ver no que acredito amanhã...

sábado, junho 25, 2005

Eu não queria ser cansativa, nem nada do género, mas como não tenho mais ninguém com quem me preocupar. E ainda por cima ele faz-me sentir coisas óptimas no meu coração.



Enfim...ele é lindo! Nada me vai convencer do contrário.

quarta-feira, junho 22, 2005

Sinto-me um pouquinho perdida. De que vale agir e ouvir que nos prestam atenção, se depois não dizem nada sobre mim nem dão a sua opinião do momento? Visto que só eu vou saber, não vejo qual é a dificuldade. Custa-me ver que os outros têm essa atenção e eu não tenho... E eu sinto-me uma criançinha que vê os outros com um chupa-chupa e que também quer e que lhe basta um simples alguém dar-lhe esse chupa-chupa que ela tanto deseja. Eu não quero ser assim, no entanto não consigo controlar essa criança que está dentro de mim!

terça-feira, junho 21, 2005

Pais

eu tenho muita sorte, pois tenho uns pais maravilhosos. não tenho nada de especial a queixar-me sobre eles.
ontem senti-me mal em relação a eles. acho que me estava a culpar demais, por uma coisa que eu simplesmente não sei porque aconteceu. é tipo aquela coisa das donas de casa desesperadas: uns não sentem remorsos pelos seus pequedos, outros sentem demais, outros, às vezes, têm uns ataques de consciência e sentem-se arrependidos e outros ainda sentem que os seus pecados tiveram uma justificação lógica! eu acho que já senti todos.
tive a pensar e descobri que eu dou aos meus pais tudo o que eles me dão. de formas diferentes, mas nenhum sai beneficiado. eles amam-me, eu amo-os. eles gritam comigo, eu grito com eles. eles zangam-se comigo, eu zango-me com eles. eles ensinam-me, eu deixo-me ensinar e também lhes ensino alguma coisa. eles pagam-me o colégio, eu estudo para ter boas notas e passar. estamos quites.
há pais que tratam os filhos e demonstram o seu carinho por eles de melhor ou pior forma, isso é verdade. eu já cheguei a achar que odiava o meu pai. ele contrariava-me e não me dava liberdade, e eu não gostava disso! nessa altura eu estava a passar uma fase totalmente ficcional na minha vida. eu desde sempre que veja muita televisão, e isso foi um erro dos meus pais, pois nunca saía muito de casa e nunca fazia nada de especial. então eu adorava imitar as cenas românticas das novelas e filmes e fechava-me no meu quarto. ou seja, convivia pouco com a família. e gostava de fazer birras, devia só para chamar a atenção. depois dessa fase, achei que os meus pais gostavam mais dos meus irmãos do que de mim (típico!). agora, a minha mãe está-me sempre a chatear e é sempre toda melosa para mim só por ser a mais nova. isso irrita. acho que a partir de uma certa idade, os pais começam a apoiar-se mais nos filhos mais novos para esquecerem que os mais velhos já cresceram! sei lá...
a minha mãe é a que transmite piores exemplos cá em casa, disso tenho a certeza. e apesar do meu pai dizer que só dá bons exemplos, ele também dá alguns maus, mas poucos!
enfim, a minha visão em relação à minha família mudou muito nos últimos tempos, para melhor, talvez.

sexta-feira, junho 17, 2005

rrrr

estou cansada. estoirada, mesmo. farta de tudo. e triste também. obviamente preciso de férias, mas umas férias do mundo. poder esquecer o mundo e sair dele por uns dias. claro que o choque quando voltasse iria ser inevitável, mas viver fora de toda esta injustiça ia ser maravilhoso. um dia de paz, sem ver os outros sofrerem. sem me sentir inútil ao olhar para aqueles que precisam de mim e sem ver que tudo o que dou não é suficiente... já só peço um dia. estou a ser egoísta, não tou? deve ser porque sou humana. um dia. só um dia. até pode ser sózinha. rodeada pela beleza da natureza. sem me lembrar que existe um mundo. sem me lembrar que sou má. sem me lembrar que no mundo real existem pessoas que têm bem menos do que eu e que mesmo assim conseguem ser mais felizes do que eu. e poder lembrar-me de que o mais importantes não são as coisas materiais, mas sim os sentimentos...o Amor, a Amizade, o Desejo, Tudo. felizmente eu ainda não perdi a capacidade de sonhar... e talvez seja esse o meu erro, pois nos meus sonhos acontece tudo como eu quero e no final tudo é lindo, e a vida real é bastante mais cruel.

terça-feira, junho 14, 2005

Tudo ou "Nada"

"Tudo" é o que queremos
Nada pensamos ter
Mas o "Nada" que temos
É Tudo o que não podemos ver...

Amor & Amizade
Coragem & Dignidade

Este "Nada" preenche mais que "Tudo"
Beija a alma, abraça o mundo,
Abre o teu coração e toca lá no fundo...

Porque ninguém larga tudo e agarra nada?
Simplesmente por não saberem que o "Nada" é Tudo
E o "Tudo" é nada de nada...

quinta-feira, junho 09, 2005

Que bom

Sabe tão bem
Sonhar, amar,
Gritar e chorar,
Abraçar, beijar,
Recear e arriscar,
Falar, chatear,
Dar e procurar,
Tocar, criar,
Errar e perdoar.
Espirrar, dançar,
Desejar e recordar.
Saber saber,
Ler e escrever,
Ver,
Comer e beber,
Receber,
Querer e renascer,
Crescer,
Conviver e viver,
Esconder,
Fazer e escolher.
E ainda
Ouvir, sentir,
Descobrir,
Partir, construir,
Repetir,
Divertir, usufruir,
Descontrair,
Sorrir, progredir,
Impedir,
Sugerir, transmitir,
Conseguir.
E aquele
Odor,
Valor e esplendor,
Calor,
Sabor e terror.
Obrigada por podermos
Escrever e publicar,
Cair e continuar,
Desejar e conseguir,
Descrobrir e revelar,
Sofrer e chorar,
Lutar e vencer,
Beber e curtir
Sair e dançar,
Sentir e confiar,
Conviver e sorrir,
Viver e amar.

quarta-feira, junho 08, 2005

Saudade

"Da amizade,
Do amor,
é a presença do ausente,
é dor gostosa, dor alegre,
que vai direitinho ao coração.
Sentir saudade
é querer bem perto
O bem-querer.
É pensar em ir, querer voltar.
É buscar ver o que não alcança a vista.
Sentir saudade é mergulhar no infinito
e penetrar na solidão,
buscando a companhia,
imaginando sorrisos,
colorindo sonhos.
Saudade é transfusão de sentimentos,
convite de reconforto,
carinho infinito, infinita ternura.
Saudade é alegria que fere,
tristeza que alivia."