quarta-feira, junho 28, 2006

Medo

Esta é a história de uma pequena menina. Durante a sua curta vida, especialmente nos últimos tempos, ela dedicara-se a construir casas para as suas bonecas.
Um dia disseram-lhe que ela teria de construir uma casa mais importante do que todas as que já tinha construído. O seu entusiasmo foi enorme, porque chegara a altura de ela mostrar que ela realmente boa naquilo que fazia.
Mas passado um tempo a pensar sobre o assunto na sua pequena cabecinha, começou a assustar-se. Até então ela só tinha construído casas para bonecas com metade do tamanho do seu dedo mais pequeno, e agora teria de construir uma casa para bonecas com a altura da sua cabeça. E o nome que davam àquilo que ela ia fazer também a deixava de pé atrás: "projecto". Era demasiado "grande" para ela, como a própria estava sempre a dizer.
Começou a ter medo e passou alguns dias a imaginar a sua nova casa, em vez de brincar com as suas bonecas.
O dia chegou e ela achou-se mais descontraída do que devia. Construíu a sua casa e esta ficou bem grande. Quando a acabou, achou que a casa estava bem bonita, apesar de achar que lhe faltava alguns pormenores. Ficou a admirar o seu trabalho e foi ficando desiludida à medida que os seus amigos detectavam muitas falhas suas. Teve uma vontade enorme de chorar!
Durante os dias em que esteve a imaginar o seu "projecto" pensou que não devia deixar que o medo a afectasse, porque isso podia complicar a sua tarefa. No final percebeu que se tinha deixado intimidar pela suposta grandeza e pelo nome do "projecto". O medo prejudicou-a. Não era tão difícil como parecia...

sexta-feira, junho 09, 2006

Há dias e dias

Há dias em que se está mais vulnerável a tudo o que se passa à tua volta. Dias em que uma conversa ou um momento ou uma simples palavra fazem toda a diferença. Para melhor ou para pior.
Hoje foi um desses dias. Desde o início que eu sentia que não ia correr bem, mas só tive essa confirmação antes do almoço.
(A música que estou a ouvir vinda da sala está a apertar-me o coração! Mas porquê?!)
Como é que um momento me pode ter arruinado por completo o dia? Para outras pessoas aquele momento passou despercebido, porque é que não podia ter sido assim comigo?
Porque é que agora tenho que andar nesta angústia constante, a tentar decifrar tudo o que acontece, para tentar perceber o que se passa, à espera de um sinal?
Será o mundo assim tão complicado ou nós é que o complicamos?
Esta semana correu tão bem, porque é que tinha de acabar assim? Porque é que isto me está a acontecer logo agora? Porque é que eu tenho toda a gente a ajudar-me e mesmo assim me sinto totalmente sozinha?
Porque é que aquela coisa me afecta tanto? Porque é que eu estou a chorar??




Tantas perguntas, nenhuma resposta...!

quinta-feira, maio 25, 2006

Rafael

É tão bom, de vez em quando, voltar ao quintal da nossa antiga casa e desenterrar o baú de lembranças que lá foi esquecido. Ontem à noite "rebusquei" o Rafael!
Rafael... Rafael... nome de anjo, o meu anjo da guarda. Não me lembro de como o conheci, deve ter sido como conheci os outros. A primeira coisa de que me lembro é de o ver na sala de costura lá de casa a falar com a minha prima. Pelo que eu consegui perceber na altura, a conversa não foi pacífica, porque acho que eles andavam e as coisas não acabaram muito bem por culpa dela. A partir daí a relação entre eles não ficou a melhor.
Depois, há um grande espaço branco na minha memória... Nós só nos viamos de vez em quando, porque só estavamos juntos em Vouzela e ele costumava passar lá por casa com os amigos e a minha avó adoráva-o.
Aquilo de que me recordo são de pequenos momentos que me marcaram. Ele ajudou-me a dizer "não" àquele rapaz que só me chateava; jogámos ping-pong a pares e ele era o meu companheiro... esse jogo foi de chorar a rir e no fim acho que perdemos; e o que eu agora mais gosto é o momento em que ele me pegou ao colo, como os noivos pegam nas noivas na noite de núpcias, no meio da rua principal de Vouzela, e eu na altura detestei. Mas o que fazia dele uma pessoa ainda mais especial é que eu estava super à-vontade com ele e não tinha que me preocupar com nada. Ao contrário do que acontecia com as outras pessoas de Vouzela, em que, quando estávamos juntos, a conversa não existia e o silêncio era o que imperar, com o Rafael era diferente, havia sempre mais alguma coisa para dizer! Lembro-me de quando no encontrámos junto ao comboio, no dia em que a Joana e a Sara começaram a fazer palhaçadas, em que a surpresa foi imensa e a conversa fluiu naturalmente e não houve tempo suficiente para dizer tudo o que desejávamos.
Lembro-me também daquele dia em que ele lá foi a casa visitar-nos e depois fomos dar uma volta, para tentarmos encontrar a minha irmã. Aquele passeio foi perfeito...
A última vez em que estivemos juntos tempo suficiente foi há algum tempo, em casa de um amigo. Ele já tinha bebido de mais e ficou um bocadinho descontrolado, mas no fundo nada passou da amizade.
Eu fui apaixonada por ele! Não no sentido literal da palavra, mas eu tinha realmente um grande carinho por ele. E foi esse carinho que me fez acabar com uma noite que se adivinhava quase perfeita. Foi esse carinho que ontem à noite me fez levantar da cama, mesmo tendo visto as minhas enormes olheiras momentos antes, para que ele perdure e não seja apenas mais uma lembrança dentro do baú das lembranças do passado. O meu querido Rafael...

sexta-feira, maio 12, 2006

Parabéns

O meu refúgio fez há 30 dias um ano de existência. Este é o meu centésimo texto aqui exposto. É umano de uma vida; são cem textos numa história. Se juntarem cada segundo destes últimos 395 dias e cada palavra destas 100 publicações, eu vou ficar nua, desprotegida, totalmente exposta, porque aí está tudo o que eu sou, todas as formas que eu posso tomar, "cause this words are my diary".
Neste meu refúgio encontram-se contradições, falhanços, fúria , trsiteza, desorientação, preocupação... Mas há também convicções, alegrias, amor, inspiração, gratidão. Aqui está presente um turbilhão de emoções. Emoções de um ano, emoções de todos os dias.
Durante este ano descobri muito de mim e dei-me a conhecer. Surpreendi-me a mim própria, acreditei. Mudei. Sinto-me mais madura e ao mesmo tempo mais criança, porque já não me importa fingir uma coisa que não sou, porque me aceito melhor.
Aprendi que não se deve ter vergonha de chorar e que até o devemos fazer mais vezes. Devemos rir o mais possível.
Aprendi que partilhar o que sou pode ser muito mais maravilhoso do que alguma vez imaginei.
Aprendi a ser eu própria.

quinta-feira, abril 06, 2006

Reviravolta

No outro dia estive a ver vários textos antigos do meu blog. Não há dúvida de que eu, nestes últimos tempos, tenho vindo a perder a inspiração. Mas gostei de textos que escrevi que se calhar na altura não tinha gostado tanto.

Li os textos da altura difícil que eu passei. Começou depois das férias do Verão, foi o que eu consegui perceber. Só não percebo porque aconteceu... Talvez por ter chegado à conclusão, depois de umas férias magníficas, que não queria crescer mais, que gosto de estar assim, a complicar aquilo que é simples, a poder cometer erros sem que eles tenham consequências demasiado negativas. Então foi como se desistisse.
Os dias passavam devagar e enfadonhos, a diversão começou a desaparecer aos poucos, a irritação apareceu na máxima força. A verdade é que eu estava mal e sentia que estava totalmente sozinha. Aquilo que me fazia sorrir eram coisas que a maioria considera insignificantes, algumas até irreais. As conversas eram poucas, o convívios lá ia acontecendo. Estar no meio do meu grupo de amigos era como não estar, porque não sentia qualquer apoio, porque mantinha a minha cabeça bem longe dali.
Parece que às vezes, quando uma pessoa está mal, por mais ajuda que lhe ofereçam, ela prefere sempre continuar a afundar-se, porque parece mais fácil. Porque começamos a afastar-nos dos outros e talvez do mundo e depois quando nos ajudam é algo estranho que vem de fora, por isso é mais fácil recusar.
Eu consegui sair do meu poço que se fazia adivinhar bem fundo e sombrio. Sinto também que o fiz muito sozinha, com a minha força de vontade e esperança, apesar da ajuda que talvez me ofereceram. Mas houve pessoas que nunca deixaram de estar comigo e disso eu tenho a certeza.
Eu consegui. E os outros que não conseguem? Eu sei que é difícil dar a volta por cima, e eu ainda via a luz do sol, mas e os outros que estão muito mais para baixo, escondidos naquele escuro sinistro?

domingo, abril 02, 2006

Lua

Ontem um sorriso pintou o céu.

Naquele céu preto, em parte coberto por nuvens talvez cinzentas escuras, uma linha curva iluminada dava outra beleza à noite.
A lua estava tal como eu a adoro: uma simples e fina linha mas mesmo assim grande e laranja. E como estada disposta em forma de U e não de C ou D como é usual, parecia um maravilhoso sorriso que tornava ainda mais perfeita aquela noite.

Não há dúvida que um simples pormenor consegue mudar o meu estado de espírito.
Ontem um sorriso pintou o céu!

quarta-feira, março 29, 2006

Realmente, o meu feitio é horrível. É impressionante como as pessoas me irritam facilmente.

Mas o que mais me irrita é que elas têm prazer nisso.

Sinceramente, dá-me mais prazer fazer uma coisa que acho difícil de conseguir. Mas há pessoas demasiado "lerdas" para isso.


Outra coisa, que venho a suportar cada vez menos, são as pessoas cínicas. Mas não as simplesmente cínicas, as super-hiper-cínicas! Não irrita? Detesto...



Tenho tido pouco tempo para escrever aqui, com muita pena. Chega a uma altura em que o tempo é pouco e que o tempo que resta só apetece ser passado no sofá.

sexta-feira, março 17, 2006

Bem, esta semana houve de tudo. Um dia em que o meu espírio estava no seu auge, outros em que esteve num nível mediano e hoje estive melancólica e deprimida. Dias de sol, dias de calor, dias de frio e dias de chuva. Um céu azul celeste, um céu cinzento, à noite iluminado pela grande e cheia lua ou fechado por nuvens.
Pode-se dizer que foi uma semana preenchida.

Já tinha saudades do calor do sol a queimar-me a pele. Terça-feira foi um dia maravilhoso. Estava cheia de energia, bem-disposta, estive a apanhar sol durante uma hora e ri, sorri e ri.
Realmente, não há nada melhor do que um dia de sol, a fazer prever uma excelente Primavera, para animar uma pessoa.

Na quarta-feira a história foi diferente. Tive que levar casaco, porque tinha arrefecido e isso notou-se de manhã, quando saí do carro. Assim que saí e expirei pela primeira vez, vi aquele "fuminho" branco sair-me da boca. Sempre que isto me acontece, não consigo evitar pensar, isto desde o Natal, nos jogadores de futebol, só porque vi um jogador de quem gosto a fazer isso num jogo, e eu, ao mesmo tempo, em casa tentei fazer o mesmo! RIDÍCULO!!!!

Hoje... bem, a história foi bem diferente. Depois do habitual esforço físico, perdi toda a energia. Eu gosto de chuva, mas sem dúvida que ela afecta negativamente o meu dia.
Ultimamente tenho tido o desejo de jogar futebol à chuva. "Parece mais real", é a minha desculpa. Mas a verdade é que quando chove às sextas tenho sempre este mesmo desejo.
Outro desejo, que já vem de há mais tempo, é ficar deitada na relva a sentir a chuva bater-me na cara e ficar encharcada.
Às vezes gostava de ser artista. Poder ficar no quarto, sentada em cima da secretária, com um caderno de desenhos sobre as perna cruzadas e deixar deslizar o carvão sobre o papel ao ritmo da minha imaginação. Poder desenhar o mundo que eu tenho à minha volta e orgulhar-me do meu trabalho...


Agora estou melhor. Talvez o meu Angel me tenha ajudado, talvez...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Nascera uma menina. Uma linda menina, desde sempre sorridente. Ela era pequena, loira e esbelta. A sua vida sempre foi de beleza, porque ela acreditava que tudo era belo. A tristeza nunca se apoderava dela, passava apenas por ela como uma brisa.
Com ela nascera uma irmã. Incrivelmente, uns rebeldes caracóis negros cobriam-lhe os olhos tingidos de um azul tenebroso. A vida dela era totalmente contrária à da irmã. Vivia sempre carrancuda, triste e melancólica. Nunca tinha sido de outra maneira.
Apesar de tão diferentes, as irmãs eram as melhores amigas e totais confidentes.
Um triste dia, já as meninas tinham idade para andarem sozinhas, perderam o pai, num drástico acidente de trabalho. Ficaram orfãs, visto que tinham perdido a mãe no dia em que o primeiro ar lhes encheu os pulmões.
A irmã que andava sempre bem-disposta entrou numa enorme depressão e a sua beleza foi-se desvanecendo dentro daqueles olhos profundos, ora totalmente secos, ora sempre a transbordar, e daquelas longas e carregadas olheiras. A irmã e amiga deu tudo de si para a resgatar dentro daquele enorme poço sem fim. Chorava a sua tristeza dentro de si, sozinha. Aquela que raramente sorria estava sempre a disposta a fazê-lo para a irmã, muito sinceramente.
A tia, com quem elas tinham ido viver, nada podia fazer por elas, porque elas afastavam-se dos outros. Todos diziam que a pequena não iria conseguir ultrapassar todo aquele sofrimento e que a irmã iria atrás dela. Só a tia mantinha a fé nas suas "pequenas".
Juntas conseguiram pôr tudo para trás das costas. As cicatrizes? Essas permaneceram, mas foram disfarçadas ou embelezadas por elas.
A pequena, sempre loira, recuperou toda a sua beleza e simplicidade, e retomou o seu espírito alegre, aberto e aventureiro.
Os olhos azuis da sua irmã tornaram-se mais doces e suaves, os caracóis foram postos para trás e isso permitiu descobrir toda a sua beleza selvagem, antigamente escondida. Ela adoptou um pouco o espírito da irmã e o optimismo e a esperança reinaram em si.
Desde esse tempo que as irmãs ficaram ainda mais inseparáveis.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Fim-de-semana dos Coutinhos

Sábado foi um dia bastante preenchido.
A mamã fez anos, então decidi levantar-me mais cedo para lhe ir comprar flores.
Depois da agitação da manhã, partimos todos para Évora, rumo a mais um fim-de-semana em família.
A viagem foi tranquila. Fomos pela ponte Vasco da Gama! Eu adoro aquela ponte, baixa, junto ao rio, agradável. Já no Alentejo, os campo verdes deliciavam-me a vista. Aquelas colinas redondinhas e pequenas, com pequenos amontoados de flores brancas a fazerem-se contrastar naquele imenso verde, eram de uma beleza imensa, que se tornava ainda maior com aquele esplêndido sol que brilhava no céu todo azul.
Durante o almoço, houve uma grande surpresa. A organizadora realizou uma fantástica apresentação com os melhores momentos daqueles fins-de-semana e conseguiu surpreender as 47 pessoas que ali estavam.
Para a tarde seguiu-se o habitual passeio pelas redondesas, para se conhecer um pouco mais a zona.
Depois de grande emoção durante a noite, a cama esperava por mim. O pequeno quarto estava totalmente ocupado por quatro camas e a noite foi bem animada.
Já no domingo, o tempo não estava bom. Chovia quando acordámos. O pequeno almoço, como todos os anos, foi magnífico. Mas o mais lindo foi quando vimos a chuva ficar cada vez mais lenta e grossa e começou a nevar. Não podia ter havido surpresa maior.
As fotografias foram uma atrás das outras, as brincadeiras foram as mais diversas, a diversão foi total.
Estava na hora de regressar, pois os carros já estava todos branquinho, assim como as árvores. A estrada estava a começar a ficar perigosa.
No nosso regresso, as colinas que antes eram verdes com pequenas florzinhas brancas, estavam agora brancas com pequenos círculos verdes, devido à protecção dos sobreiros.
O almoço já foi cá em Lisboa, mas permanecemos quase todos juntos. O que tornou tudo aquilo ainda mais perfeito foi a neve que começou a cair.
O fim-de-semana não podia ter sido melhor.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Hoje senti-me realmente bem! O que posso considerar esquisito, dadas as circuntâncias.
Acordei farta de tudo. Ter de acordar cedo e de começar a rotina era tudo o que não me estava a apetecer, e ponderei a hipótese de ficar em casa.
Não fiquei e ainda bem. Sem fazer nada de especial, começei a sentir-me bem melhor. Bem-disposta, optimista, esperançosa, contente e sei lá mais o quê.
O dia correu na perfeição. A assimilar coisas, a pôr conversas em dia, a aprender coisas novas, a fazer algo que num dia normal nunca faria.
Não deixei de ser eu, isso não, mas o meu eu estava diferente, mais alto.
De roupa toda nova-calças, camisola, botas e até cuecas- e as costas menos sobrecarregadas, a única coisa que me incomodou foram as borbulhas na cara. Ultimamente, têm aparecido aos milhares! O dermatologista diz que esta repentina aparição pode ser a consequência de um stress, grande, de à dois ou três meses. E para mim faz todo o sentido. Por isso, aconselho vivamente a não terem stress despropositados e insignificantes, que, tal como uma bola de neve, vão crescendo até tomarem dimensões enormes, se não as borbulhas atacam-vos!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Previsões para 2006

Sem tempo para actualizar mais regularmente o meu blog, deixo-vos a previsão do meu signo para 2006 e a promessa de que brevemente vos faço uma vizita.


Os nativos de Balança são influenciados pela Carta nº 8 do Tarot, A Justiça, que significa Justiça.

Previsão geral para 2006
Excelente ano para alcançar os objectivos que pretende concretizar. Esta é uma fase em que as oportunidades virão ao seu encontro e o seu espírito encontra-se preparado para elas, pois a sua vitalidade e optimismo perante a vida serão uma constante e permitir-lhe-ão abraçar o sucesso.
Verá agora a recompensa do esforço despendido no desenvolvimento da sua carreira profissional. Alcançará o êxito e o sucesso manter-se-á, pois de tudo fará para garantir a sua felicidade e bem-estar a este nível.
A nível emocional encontra-se muito mais amadurecido e estável e preocupar-se-á em manter a alegria e a criatividade presentes na sua vida. Terá necessidade de emoção na sua vida. Este desejo pode ser traduzido num risco, e também num grande desafio que lhe permitirá alcançar um maior conforto e harmonia.
A nível de saúde, são de assinalar alguns cuidados especiais, nomeadamente no que respeita à alimentação. A prática de exercício físico deverá ser algo a considerar. Uma cirurgia pode ser necessária; isto pode assinalar um período de tempo no qual irá aperfeiçoar alguns dos cuidados de saúde e objectivos de vida que não concretizou antes.
Os relacionamentos estão favorecidos. Pode ser uma altura benéfica para efectuar alterações de modo a que o relacionamento que vive seja mais de acordo com a sua identidade

Traços Gerais:
Os nativos de Balança são pessoas muito afáveis e espalham charme por onde passam. Apreciam tudo o que é bonito e dão grande importância ao vestuário. O gosto por peças de arte constitui um dos seus maiores interesses.
São mediadores e defendem até às últimas consequências aquilo em que acreditam, no entanto são muito justos e leais, não se deixando enganar por falsas aparências. Reconhecem quando não têm razão e como são extremamente equilibrados estão sempre rodeados de bons amigos.
A nível sentimental são capazes de se valer de todo o poder de sedução que têm e o romantismo encontra-se sempre presente. Como são muito inteligentes e observadores, nada lhes passa ao lado, nem mesmo os mais pequenos detalhes.
Outra característica, de que se orgulham, prende-se com o facto de serem muito responsáveis no que fazem e quando cometem erros, sabem perfeitamente onde erraram e prontamente tentam corrigir a falha cometida.
A nível familiar, prezam muito a paz, a união e a harmonia entre todos os familiares.

Mulher: A mulher de Balança é muito meiga, carinhosa e sensível. Trata todos os que a rodeiam com muita gentileza, e gosta que a tratem da mesma maneira. O homem que deseje conquistar uma mulher de Balança, deverá ser afectuoso e carinhoso e terá que a tratar como se fosse uma rainha.
Vaidosa e não resiste à oferta de uma jóia ou um de perfume de boa marca.

Planeta Regente do Signo:
Vénus - Representa a atracção, o amor, a paixão e a beleza. Desenvolve sentimentos profundos e ajuda a ultrapassar problemas amorosos.
Aqueles que nascem sob a sua influência apreciam a arte e a beleza, são carinhosos e apaixonados.

Elemento do Signo
Ar - Representa a rapidez, a inteligência e o talento. Este elemento relaciona-se com tudo o que diz respeito à racionalidade e à inteligência. Os nativos dos signos que pertencem ao elemento Ar (Gémeos, Balança e Aquário) são inteligentes, curiosos e adaptam-se com muita facilidade a novas situações.
Detestam a monotonia, são impulsivos e idealistas.
Estes nativos sentem uma atracção especial por nativos do elemento fogo, porque enquanto os primeiros idealizam os planos e projectos, os segundos têm a energia suficiente para os pôr em prática.

(Devo dizer que, por mais estranho que possa parecer, acertaram em muitas das coisas que aqui estão escritas.)

domingo, janeiro 08, 2006

Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?

Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.

As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.

Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.

Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?

Fernando Pessoa

quarta-feira, janeiro 04, 2006

2006

Ai, tenho tanta coisa dentro de mim, tanta coisa para escrever, mas não me sai nada. Pareço um vulcão cheio de lava lá dentro, mas que não entra em erupção. É frustrante.

Bem, só vos desejo um excelente 2006 e espero que consigam aproveitar ao máximo estes 361 dias que ainda faltam.
E que 2006 seja mais pacífico do que os outros anos, que Portugal melhore a sua economia e a sua política, e já agora a educação, que bem precisa. Espero que as férias durem muito tempo. E que saibamos todos aproveitar aquilo que temos e que consigamos esquecer aquela que dizem ser a palavra mais conhecida dos portugueses, a saudade.
Quanto a mim, espero conseguir voltar um bocadinho mais ao mundo da realidade, sorrir mais, chorar menos, ter menos desilusões, ligar menos a parvoíces, viver muitas emoções, realizar os meus sonhos, admirar ainda mais a natureza... Resumindo, viver ao máximo.

Desejo o melhor para todos vocês, porque de certeza que merecem.

sábado, dezembro 24, 2005

No outro dia encontrei um diário meu, de há muito tempo, enquanto arrumava o quarto. São estas as coisas boas de se arrumar o quarto!
Foi giro ler o diário. É esquisita a maneira como eu pensava naquela altura. Eu li muitas das coisas e achei-me totalmente parva. Suponho que naquela altura era normal pensar assim.
Por acaso gostava de encontrar os meus outros dois ou três diários, para reviver os velhos tempos.

Deixo um beijinho de bom Natal para todos e, como não devo cá voltar antes, boa entrada no ano 2006*

terça-feira, dezembro 20, 2005

Porque eu não sinto que é Natal...

Este ano estou a leste de tudo isto. Não fossem os enfeites, as prendas e os vendedores de rua, estaria como sempre.
Onde está aquele espírito, aquela união que se devia sentir? Não é pelas prendas. Claro que gosto das prendas, não posso mentir. Mas o que eu gosto mais é da união familiar, o carinho, da (suposta) pureza da época!
Ainda tenho muitas prendas para comprar. Não me lembro de um Natal sem prendas! Talvez porque isso nunca tenha existido desde o dia do meu nascimento até agora. É estranho. Supostamente o Natal não são prendas. No entanto, é isso por isso que as crianças esperam o ano inteiro. Queria poder recuar o tempo alguns anos, muitos, para experimentar um Natal feito apenas de espírito.
Talvez daqui a um dia ou dois esteja mais entranhada nisto. Só me resta esperar que o espírito cresca!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Just a dream

Prendeste-me com o teu sorriso e enterneceste-me com o teu olhar. Mais tarde, o teu jeito discreto reforçou a ideia de que teria de continuar a contemplar-te.
Não foi uma, nem duas, mas foi definitiva, a terceira vez que te vi e isso bastou para me arrebateres a teus pés e fazeres de mim escrava tua.
De muitas cores já te pintei, todas cheias de vida, mas a imagem mais bonita foi a que conjugou em ti as cores do arco-íris, em que tu eras o amarelo do meu sol, o laranja da minha folha, o azul do meu mar, o anil da minha saia, o verde do meu espírito, o violeta do meu amor-perfeito e o vermelho do meu coração.
Fui-te reconhecendo bem no fundo de mim, nos confins do meu espírito, no esquecimento da minha alma.
Sonhei-te como jamais e imaginei-te como um príncipe, ou talvez como um feitiçeiro. Não, como um anjo, com forte asa, elevado espírito e enorme perfeição.
Mil presentes tenho para te dar, cada um assinado com mais amor do que o outro.
A minha imaginação percorre mundos sem fim e em todos eles te encontro. Já nem sei qual a história mais bela que inventei para nós, de tantas que já foram, todas elas bem felizes.
Um dia o véu que nos separa desaparecerá e diante de mim encontrarei o sonho perfeito.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Um ano

Oh, como as coisas podem mudar num ano.
Lembro-me de andar deprimida no início ano passado, por achar que as coisas iriam mudar radicalmente. No princípio deste ano também esteve em mim a depressão, mas desta vez mais forte e por motivos bem mais convincentes e desconhecidos.
A diferença que eu noto mais, e que hoje me fez sentir incrivelmente bem, é que estamos mais unidos. As pessoas com quem eu convivo no dia-a-dia já se vão conhecendo e falando e convivendo, o que antes nunca tinha acontecido.
Isto deixa-nos tão confortáveis e tão mais confiantes, que até começamos a gostar da nossa real situação e a descobrir coisas boas nela.
Uma conversa, uma partilha, uma frase, um sorriso, uma brincadeira, uma confidência, um elogio, um desenho. Um tempo, tempo de mudança.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Hoje, por volta das 9h

Acordei mais cedo do que é normal. Vi-me ao espelho e o meu rosto estava branco, branco como eu nunca o tinha visto. As rosáceas nas maçãs do rosto que me caracterizam não estavam lá. Não havia vestígios de cor no meu reflexo, apenas dois pequenos pontos vermelhos se distinguiam numa das faces.
Tomei um banho quente, que na altura me ajudou a acordar.
Começou a rotina.

Agora o meu rosto ferve. As minhas mãos estão quentes e, apesar de não sentir os pés, o resto do corpo está quente. O casaco foi despido e ficou para trás.
Estou junto à janela que está aberta, mas o meu corpo não arrefece.
Os olhos tendem, consecutivamente, a fechar.
Lá fora, a luz solar ilumina o nosso dia e o céu está, mais uma vez, limpo. Os estores estão fechados para o sol não nos bater nos olhos e nem nos distrair.
Lembro-me dos dias de Verão. Hoje parecem mais próximos, porque parece que os dias passados em casa, com os pés e as mãos estendidos na direcção do fogo, já passaram. Se não fosse a falta do aroma das flores, sentia-me num dia de começo de Primavera. Até se ouve o canto dos pássaros.
Daqui a 2 horas e 35 minutos acaba tudo. A minha cabeça vai poder descansar, mas o meu corpo não pode seguir o mesmo caminho.
Espero no princípio do fim-de-semana poder sentir-me entre os anjos.

domingo, dezembro 11, 2005

O ar estava ameno, no entanto o vento frio causava uma situação de desconforto.
O céu estava todo azul e só a enorme lua se intrometia na sua homogeneidade. A luz do sol reflectida na superfície do sujo rio feria os olhos.
O rio tinha um cheiro desagradável. A maré estava a descer. A corrente do rio estava fortíssima.
Inúmeros barcos por ali passavam. Desde um enorme cargueiro, a alguns barquinhos com as velas subidas. Cheguei a ver um minúsculo barco a tentar subir o rio, contra a maré, sem qualquer sucesso.
As gaivotas sobrevoavam-nos. Algumas pousavam no rio e deixavam-se levar pela maré.
O barulho dos carros a passarem na ponte cortava a paz daquele momento.
As pessoas que por ali andavam traziam vivacidade à paisagem, tornavam-na mais agradável. No caminho para o carro, vi um rapaz e uma rapariga num banco, sentados, a apanharem sol e a observarem o rio. Desejei trocar de lugar com eles e estar acompanhada pelo meu anjo, ou até mesmo estar ali sozinha.
Foi mais uma tarde passada em família.