quarta-feira, outubro 26, 2005

Força!

Como é que a vida de uma pessoa pode mudar totalmente de um momento para o outro? Faz-me confusão ver como uma pessoa que tem uma vida segura pode cair num buraco por um deslize ou simplesmente por força do destino.
Foi assim como se de repende que esta realidade conhecida, mas longínqua, me envolveu. Não se passou comigo, mas com pessoas conhecidas.
Uma doença, um acidente de trabalho e tantas outras coisas transforma uma pessoa. Lembro-me daquele sorriso... O sorriso de dentro reflectido no de fora. Agora o sorriso pode lá estar, mas mais machucado, diferente, talvez até mais maduro.
Eu nem consigo imaginar a força que é preciso para superar algo assim, é algo brutal. E uma situação assim traz muitas responsabilidades, o que implica ainda mais força para conseguir tomar as decisões necessárias.
As pessoas que passam por isto merecem, sem dúvida, o meu espeito, pela força e coragem que demonstram para continuar. Força!

segunda-feira, outubro 24, 2005

Aprendi a gostar e a conhecer.

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.

São coisas no alto que são

Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

Fernando Pessoa, 17-6-1932

quinta-feira, outubro 20, 2005

Não vale a pena dizer "Adoro-te" se isso não for demonstrado...

terça-feira, outubro 18, 2005

Pedacinhos do que sinto, sem me querer alongar.

Nestas últimas horas que restam para acabar um ciclo que se repete todos os anos, digo que a minha esperança é infinita, que muitas vezes sou imprevisível e que a maneira como ele me olhou ontem de manhã, logo depois de eu ter despertado e aberto os olhos, me deixou ainda mais apaixonada.

(Quando eu falo do "ele", falo de um urso ao qual me gosto de agarrar, por ele ser tão quentinho, e que me faz lembrar a todos os momentos aquele amor tão estúpido, impossível, irreal e que só existe nos sonhos que eu sinto por alguém que não conheço. Eu sei que isto não é amor (era impossível ser), pois ele não me põe as pernas a tremer nem eu dava tudo para o ter, mas sei que é algo forte, que me faz feliz e me anima e no qual eu procuro algum suporto quando preciso, do qual eu me vou rir daqui a alguns anos!)

quinta-feira, outubro 13, 2005

Típico Sábado de Inverno

É bom acordar com o som da chuva ou de um trovão, enroscar-me ainda mais nos cobertores e em mim própria, para manter o frio afastado e ficar acordada na cama durante um longo tempo. Depois, levantar-me e comer as torradas bem quentinhas e beber o leite fervido, e esperar, deitada no sofá e coberta por um cobertor, pela chegada do almoço. Após uma quente refeição, deitar-me na cama e ler aquele livro no qual já não toco há dois meses e adormecer passado um pouco. Já desperta, tomar um longo banho com a água a ferver, e quando esta toca na minha pela, ela arrepia-se e fica vermelha. Ao final da tarde, sentar-me no sofá, com as confortáveis calças de fato-de-treino e a camisola larga vestidas, com o xaile sobre os ombros e meias de lã nos pés, e ver o último filme da tarde enquanto bebo um quente e delicioso chá. Durante o serão, estender-me sobre as almofadas, em frente da lareira, e deixar-me lá ficar até adormecer. Mais tarde ser acordada e ser levada para a minha gélida cama.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Onde estás???

Aquela rapariga divertida, sorridente, bem-disposta, presente, cheia de energia, que conseguia passar os dias com um sorriso estúpido na cara, que se sentia quase sempre feliz e participativa parece que desapareceu. Ou pelo escondeu-se muito bem, porque eu tento procurá-la e não a encontro.
Os sonhos, o optimismo e a esperança persistem, mas nem eles me dão forças e me incentivam a continuar.
Sinto-me perdida no meio disto tudo. Parece que tudo me irrita e me passa ao lado. Sinto-me revoltada (dizem que isso agora está na moda!), triste e desmotivada. Tudo aquilo que eu um dia disse que não estava correcto se está passar comigo. E logo nesta altura...

Onde é que eu estou?

terça-feira, outubro 04, 2005

Aquilo que me faz sorrir

Adoro os fins-de-semana em família, em que a diversão é garantida, o convívio do melhor e onde não há preocupações!
Adoro o sorriso de uma criança, os seus mimos, a sua inocência, as suas brincadeiras.
Adoro ficar a olhar para as pessoas enquanto elas dormem, porque estão tranquilas, longe de qualquer complicação.
Adoro o mar, só por ser mar. Ficar horas à frente dele, contemplando-o e sentindo a sua humidade vir-nos contra a cara.
Adoro a noite, a lua e as estrelas. Observar o céu e todas as noites descobrir coisas novas.
Adoro olhar para dentro dos carros, quer esteja na rua ou dentro de um deles, e descobrir dentro deles pessoas conhecidas ou simplesmente inventá-las.
Adoro dizer adeus a pessoas que não conheço. Gosto quando me sorriem na rua.
Adoro passar o fim-de-semana em casa, sem fazer nada, a ler um livro ou a ver televisão, e de comer bolo de chocolate ao lanche.
Adoro uma boa música, que nos transmite alguma coisa e que nos emociona. Gosto de ouvir a mesma música vezes sem fim.
Adoro o pôr-do-sol e o nascer da lua.
Adoro uma boa companhia e uma boa conversa.
Adoro um chocolate quente quando os dias são frios, e um gelado quando o calor é insuportável.
Adoro aquela sensação de liberdade, de passear sem rumo ou de repetir o mesmo caminho todos os dias só para ver uma pessoa.
Adoro todos aqueles a que chamo de "meus amores" e de sentir o que eles me fazem sentir.
Adoro surpresas, surpresas boas.
Adoro sonhar, de inventar, de pôr a minha criatividade a funcionar...
Adoro sorrir!

terça-feira, setembro 27, 2005

Cansada...

Estou cansada, tão cansada... não é o corpo que me pesa, mas sim a mente, de tão dorida que está. E o corpo recente-se disso. As forças faltam-me, logo agora que basta um pequeno empurrão. Está tudo mal e eu já não consigo controlar o que quer que seja. O sono vem quando não pode e quando deve vir não se mostra. As lágrimas ameaçam cair nos momentos mais inconvenientes e é preciso muita força para as reter, força essa que já quase não possuo. O tempo passa cada ver mais depressa, tão depressa... demasiado depressa! Já são poucas as coisa que me fazem feliz, e os sorrisos parecem sair forçados e os que são genuínos não são reconhecidos. A cabeça dói muito e em todos os momentos, não há descanço, as pancadas batem cada vez com mais força, aumentando o seu ritmo. Todos os meus pensamentos me prejudicam, me magoam, e o que antes de me fazia sorrir, agora faz-me chorar. Todos os meus sentimentos estão à flor da pele e a irritação é cada vez maior! O meu desejo, o único que é possível de se concretizar, parece querer fugir de mim, e isso está-me a destruir cá dentro!
Só me apetece ficar parada, totalmente quieta, com os olhos fixos num ponto que se esvaia, com o meu espírito a voar para longe e sentir o mundo a avançar e a passar-me ao lado. Só me apetece descansar. Só me apetece perder este comboio.

No entanto, com a cabeça ainda a doer e uma sombra de um sorriso nos lábios, a esperança não morreu, o que me faz continuar e crer que esta dor vai passar...
"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."

Charlie Chaplin

terça-feira, setembro 20, 2005

17-09-2005

Uma manhã muito atribulada,
um almoço complicado
e lágrimas derramadas na pior altura.
Um sol calorento,
um vento desagradável
e uma praia quase deserta.
Uma companhia muda,
algum embaraço
e o primeiro conforto do dia.
Um pôr-do-sol lindo,
laranja e rosa
e uma mínima névoa sobre o horizonte.
Uma, duas fotos,
um banho quentinho
e uma voz a chamar.
Uma lua cheia perfeita,
a aparecer por trás do parque de campismo,
enorme e amarela.
Um jantar saudável,
um passeio na vila,
o ar frio e húmido.
Um carioca e um gelado,
uma careta
e um céu pouco estrelado.
Uma concentração imensa,
uma distração
e uma boa noite de sono.
Uma esperança,
morta e ressuscitada,
uma esperança infinita!

sexta-feira, setembro 16, 2005

Troca de mails

No outro dia decidi começar a escrever mails a contar novidades ou simplesmente a falar de alguma coisa e enviei-os a alguns amigos meus. Confesso que horas após o ter mandado me senti um pouco insegura sobre o que tinha feito, mas não podia voltar atrás. Gostei da reacção deles, dos que me falaram sobre isso, e isso inspirou-me e motivou-me para lhes enviar mais mails, e foi o que fiz. Hoje, alguns disseram-me que devia continuar.
Acho que é bom eu fazer isto. É uma forma de partilhar momentos e parte de mim com eles, o que se calhar não tenho oportunidade de fazer quando estamos juntos ou porque não calha, ou porque é demasiada "confusão".
É uma experiência que vou repetir mais regularmente.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Recordações


Porque há momentos que são necessários recordar, para nos rimos ou para chorarmos, ou simplesmente para recordarmos. Nunca é demais recordar, o que não podemos é viver das recordações, pois, por mais doces que sejam, são passado. Só nos resta continuar e acreditar que um dia acontecerão mais momentos especiais, mas não os mesmos, pois esses são únicos.

Enquanto tentas seguir em frente, podes recordar esses momentos sempre que te apetecer, ouvir uma música calma, chorar e fingir que está tudo bem!

quinta-feira, setembro 08, 2005

Noite mágica



Era mais uma noite normal, como tantas outras. Desci ao quintal e, tal como sempre, mirei o céu, à procura daquela que adoptei como sendo a mnh constelação. Surpreendi-me, então, ao ver o céu todo estrelado. Encontrei todas as constelações que conhecia bem, e as outras inventei-as.

Foi então que ouvi alguém dizer que junto ao mar o céu deveria estar ainda mais maravilhoso. Eu fui até lá, o mais rápido que pude, para comprovar o que haviam dito. Escolhi a praia mais sossegada e escura e assim que olhei para o céu, sorri-lhe e enamorei-me. Estava perfeito, como só ele pode ser: despido, mostrava as estrelas, todas elas, até à mais pequenina e infinita de todas; e a lua só agora nascia. Pairava sobre o mar, grande e laranja, com uma beleza sem igual.

Estendi-me sobre o areal e permaneci em silêncio a admirar as estrelas. Não era a primeira noite que via o céu tão estrelado, mas aquela noite estava a ser mágica. As infinitas luzinhas dançavam sobre mim, cintilando mais do que eu achava possível.

A noite foi passando e eu fui esvaziando a minha mente. Agora a lua reinava lá no alto, pálida. Sentia-me totalmente absorvida por toda aquela beleza e imaginei-me a caminhar sobre o Caminho de Santiago e a utilizar a cauda da Ursa Maior como escorrega. Regressei a mim e reparei e reparei que todas as estrelas haviam rodado em volta daquela que é sua mãe e nossa guia.

Ao longo da noite, vi uma, duas, várias pingas douradas e enchi-me de desejos. Nessa noite o céu estava generoso para comigo!

O luar apagou muitas estrelas, e só as mais brilhantes permaneceram visíveis. Observei todo aquele império sobre mim e adormeci mirando a minha constelação. Devo ter dormido de olhos abertos, pois toda aquela fantasia continuava gravada na minha mente.

Fui acordada por pequenos chuviscos e encontrei-me no meio de um intenso nevoeiro. O sonho de uma noite perfeita, que previa um dia de sol esplêndido, tinha acabado. Regressei a casa para mais um dia normal, como tantos outros.

Estou confusa.
Sinto que as férias me ajudaram de alguma maneira a resolver alguns problemas, mas parece que voltou tudo ao mesmo, agora que voltei!
Aquela sensação de liberdade desapareceu e a monotonia voltou.
As saudades começam a apertar.
É estranho, muito estranho. Sinto que ainda não estou preparada para recomeçar.
Estou um bocadinho mais perdida... a minha mão parece estar escondida por detrás deste nevoeiro!

segunda-feira, setembro 05, 2005

De volta

Voltei de férias!!!

Tenho a dizer que as férias foram bem aproveitadas e que me diverti bastante. Andei por aqui e por ali, mas não conheci muitos, ou quase nenhuns, lugares novos.
Gostei principalmente da liberdade que me deram e não gostei de certas estupidezes que aconteceram no final, mas que são para esquecer.
Adorei a companhia e de conhecer melhor algumas pessoas.

Agora só me tenho de habituar à ideia de que vou voltar à rotina para a semana. E nos dias que me restam, vou aproveitar para pôr tudo em ordem, para reencontrar o pessoal e para me divertir!

Bem-vindos de volta!

sexta-feira, julho 29, 2005

Férias!





Vou de férias. O blog vai ficar parado durantes uns tempos mas, quando voltar, volta tudo ao normal.
Obrigada por vizitarem o meu blog e por comentarem. Obrigada por tudo.
Boas férias para todos!

quinta-feira, julho 28, 2005

Cérebro

Gostava de poder entrar dentro da cabeça de alguém. Não para saber o que pensa, o que até seria bom, mas para ver como tudo se arruma lá dentro.
Gostava de entrar dentro do meu próprio cérebro, para descobrir como as informações, sentimentos e sensações se encaixam. Poder saber porque é que, de vez em quando, nos lembramos de situações do passado sem qualquer importância e porque é que temos tanta coisa cá dentro que desconhecemos. Queria saber como tudo funciona. Queria poder apagar várias nuvens que param sobre mim. Queria saber como funciona o nosso cérebro e como se organiza tudo dentro dele.
Mas penso que isso vai continuar a ser um mistério para mim.

segunda-feira, julho 25, 2005

Guia

Passei muito tempo a olhar para esta mão. Até demasiado, talvez. Mas a verdade é que eu sentia que ela tinha algum significado, contudo não conseguia perceber qual. Uma noite, enquanto rebolava na cama sem conseguir adormecer, vi a mão e o seu significado. O significado que ela tem para mim...


A partir do nosso primeiro contacto com a atmosfera terrestre é-nos dada uma mão. Mão essa que é perfeita e que temos de seguir para que a nossa vida faça sentido. Ela acompanha-nos sempre durante a nossa "difícil caminhada", mas nunca a conseguimos ver.
Ela está sempre à nossa frente, a guiar-nos, e mesmo que nós a rejeitemos e não sigamos o caminho que ela nos indica, ela nunca nos abandona. Muitas vezes somos nós que a atropelamos, tem outras vezes que são outros que o fazem, mas ela continua lá, sempre.
No final, podemos não ter chegado ao destino pretendido e o caminho que fizemos pode não ter sido o desejado, porém, na meta, nós vemos uma mão, magoada, que se estende perante nós, e só a nós nos cabe decidir se lhe damos a nossa mão e nos deixamos levar por ela até àquilo a que chamam paraíso, ou se simplesmente a rejeitamos, como o fizemos durante a nossa vida.

sábado, julho 23, 2005

Carta

Querida Admiradora,
Respondo-te à carta que me enviaste, agradecendo e também eu te felicitando. Obrigado pela lembrança.
Bem, a tua curiosidade só vai ser satisfeita quando um dia me fizeres essa pergunta pessoalmente. Concerteza não te reconhecerei, não terei como, mas irei lembrar-me de ti.
Agora que estou de mudança, quero que saibas que adorei saber um pouco de ti através daquela carta. Gostei de saber que alguém me admira de forma tão grandiosa, e isso, de algum maneira, fez-me crescer. Emocionei-me quando me falaste do teu "problema", mas quanto a ele nada posso fazer, como tu já estavas à espera. Porém, quero que saibas que te admiro, pela tua coragem, dedicação e força.
Não cortes as asas à tua imaginação. É ela que faz de ti a pessoa que és, e mesmo que, por vezes, o que desejas te pareça impossível, nunca desistas e vai até ao fim, onde irás saber realmente se poderás concretizar o teu sonho ou não. Vai em frente e continua a sonhar. É certo que vais cair muitas vezes, como já me aconteceu, mas tu tens a força suficiente dentro de ti para te levantares as vezes que quiseres e para continuares a lutar com um sorriso na cara. Mas muitas vezes uma só vez basta, para veres aquilo que realmente importa.
Sê tu própria e não tenhas medo de sonhar, pois um dia terás tudo o que realmente desejas.

Um beijo grande desta pessoa que conhece um pouco de ti e que te deseja tudo do melhor,

The little and the best
(como tu me chamaste)

sexta-feira, julho 22, 2005

Hipoteticamente

Apetece-me fugir. Fugir para poder sair um pouco de casa e estar apenas com uma pessoa especial.
Poder estar o tempo todo com ela, divertir-me e ser muito feliz! Andar por aí a olhar para dentro dos carros e a dizer adeus a perfeitos desconhecidos. Apreciar o que há de bom na natureza e aproveitar muito.
Poder ficar o dia inteiro na praia, debaixo de um sol abrazador, ou passear pelas ruas e descobrir ruelas perigosas.
Fugir de tudo e todos e conhecer tudo e todos.
Perseguir e ser perseguida.
Saltar, cantar, ouvir, dizer, molhar, chorar, rir, gritar...
Hipoteticamente isso pode acontecer, hipoteticamente...