No outro dia encontrei um diário meu, de há muito tempo, enquanto arrumava o quarto. São estas as coisas boas de se arrumar o quarto!
Foi giro ler o diário. É esquisita a maneira como eu pensava naquela altura. Eu li muitas das coisas e achei-me totalmente parva. Suponho que naquela altura era normal pensar assim.
Por acaso gostava de encontrar os meus outros dois ou três diários, para reviver os velhos tempos.
Deixo um beijinho de bom Natal para todos e, como não devo cá voltar antes, boa entrada no ano 2006*
sábado, dezembro 24, 2005
terça-feira, dezembro 20, 2005
Porque eu não sinto que é Natal...
Este ano estou a leste de tudo isto. Não fossem os enfeites, as prendas e os vendedores de rua, estaria como sempre.
Onde está aquele espírito, aquela união que se devia sentir? Não é pelas prendas. Claro que gosto das prendas, não posso mentir. Mas o que eu gosto mais é da união familiar, o carinho, da (suposta) pureza da época!
Ainda tenho muitas prendas para comprar. Não me lembro de um Natal sem prendas! Talvez porque isso nunca tenha existido desde o dia do meu nascimento até agora. É estranho. Supostamente o Natal não são prendas. No entanto, é isso por isso que as crianças esperam o ano inteiro. Queria poder recuar o tempo alguns anos, muitos, para experimentar um Natal feito apenas de espírito.
Talvez daqui a um dia ou dois esteja mais entranhada nisto. Só me resta esperar que o espírito cresca!
Onde está aquele espírito, aquela união que se devia sentir? Não é pelas prendas. Claro que gosto das prendas, não posso mentir. Mas o que eu gosto mais é da união familiar, o carinho, da (suposta) pureza da época!
Ainda tenho muitas prendas para comprar. Não me lembro de um Natal sem prendas! Talvez porque isso nunca tenha existido desde o dia do meu nascimento até agora. É estranho. Supostamente o Natal não são prendas. No entanto, é isso por isso que as crianças esperam o ano inteiro. Queria poder recuar o tempo alguns anos, muitos, para experimentar um Natal feito apenas de espírito.
Talvez daqui a um dia ou dois esteja mais entranhada nisto. Só me resta esperar que o espírito cresca!
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Just a dream
Prendeste-me com o teu sorriso e enterneceste-me com o teu olhar. Mais tarde, o teu jeito discreto reforçou a ideia de que teria de continuar a contemplar-te.
Não foi uma, nem duas, mas foi definitiva, a terceira vez que te vi e isso bastou para me arrebateres a teus pés e fazeres de mim escrava tua.
De muitas cores já te pintei, todas cheias de vida, mas a imagem mais bonita foi a que conjugou em ti as cores do arco-íris, em que tu eras o amarelo do meu sol, o laranja da minha folha, o azul do meu mar, o anil da minha saia, o verde do meu espírito, o violeta do meu amor-perfeito e o vermelho do meu coração.
Fui-te reconhecendo bem no fundo de mim, nos confins do meu espírito, no esquecimento da minha alma.
Sonhei-te como jamais e imaginei-te como um príncipe, ou talvez como um feitiçeiro. Não, como um anjo, com forte asa, elevado espírito e enorme perfeição.
Mil presentes tenho para te dar, cada um assinado com mais amor do que o outro.
A minha imaginação percorre mundos sem fim e em todos eles te encontro. Já nem sei qual a história mais bela que inventei para nós, de tantas que já foram, todas elas bem felizes.
Um dia o véu que nos separa desaparecerá e diante de mim encontrarei o sonho perfeito.
Não foi uma, nem duas, mas foi definitiva, a terceira vez que te vi e isso bastou para me arrebateres a teus pés e fazeres de mim escrava tua.
De muitas cores já te pintei, todas cheias de vida, mas a imagem mais bonita foi a que conjugou em ti as cores do arco-íris, em que tu eras o amarelo do meu sol, o laranja da minha folha, o azul do meu mar, o anil da minha saia, o verde do meu espírito, o violeta do meu amor-perfeito e o vermelho do meu coração.
Fui-te reconhecendo bem no fundo de mim, nos confins do meu espírito, no esquecimento da minha alma.
Sonhei-te como jamais e imaginei-te como um príncipe, ou talvez como um feitiçeiro. Não, como um anjo, com forte asa, elevado espírito e enorme perfeição.
Mil presentes tenho para te dar, cada um assinado com mais amor do que o outro.
A minha imaginação percorre mundos sem fim e em todos eles te encontro. Já nem sei qual a história mais bela que inventei para nós, de tantas que já foram, todas elas bem felizes.
Um dia o véu que nos separa desaparecerá e diante de mim encontrarei o sonho perfeito.
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Um ano
Oh, como as coisas podem mudar num ano.
Lembro-me de andar deprimida no início ano passado, por achar que as coisas iriam mudar radicalmente. No princípio deste ano também esteve em mim a depressão, mas desta vez mais forte e por motivos bem mais convincentes e desconhecidos.
A diferença que eu noto mais, e que hoje me fez sentir incrivelmente bem, é que estamos mais unidos. As pessoas com quem eu convivo no dia-a-dia já se vão conhecendo e falando e convivendo, o que antes nunca tinha acontecido.
Isto deixa-nos tão confortáveis e tão mais confiantes, que até começamos a gostar da nossa real situação e a descobrir coisas boas nela.
Uma conversa, uma partilha, uma frase, um sorriso, uma brincadeira, uma confidência, um elogio, um desenho. Um tempo, tempo de mudança.
Lembro-me de andar deprimida no início ano passado, por achar que as coisas iriam mudar radicalmente. No princípio deste ano também esteve em mim a depressão, mas desta vez mais forte e por motivos bem mais convincentes e desconhecidos.
A diferença que eu noto mais, e que hoje me fez sentir incrivelmente bem, é que estamos mais unidos. As pessoas com quem eu convivo no dia-a-dia já se vão conhecendo e falando e convivendo, o que antes nunca tinha acontecido.
Isto deixa-nos tão confortáveis e tão mais confiantes, que até começamos a gostar da nossa real situação e a descobrir coisas boas nela.
Uma conversa, uma partilha, uma frase, um sorriso, uma brincadeira, uma confidência, um elogio, um desenho. Um tempo, tempo de mudança.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Hoje, por volta das 9h
Acordei mais cedo do que é normal. Vi-me ao espelho e o meu rosto estava branco, branco como eu nunca o tinha visto. As rosáceas nas maçãs do rosto que me caracterizam não estavam lá. Não havia vestígios de cor no meu reflexo, apenas dois pequenos pontos vermelhos se distinguiam numa das faces.
Tomei um banho quente, que na altura me ajudou a acordar.
Começou a rotina.
Agora o meu rosto ferve. As minhas mãos estão quentes e, apesar de não sentir os pés, o resto do corpo está quente. O casaco foi despido e ficou para trás.
Estou junto à janela que está aberta, mas o meu corpo não arrefece.
Os olhos tendem, consecutivamente, a fechar.
Lá fora, a luz solar ilumina o nosso dia e o céu está, mais uma vez, limpo. Os estores estão fechados para o sol não nos bater nos olhos e nem nos distrair.
Lembro-me dos dias de Verão. Hoje parecem mais próximos, porque parece que os dias passados em casa, com os pés e as mãos estendidos na direcção do fogo, já passaram. Se não fosse a falta do aroma das flores, sentia-me num dia de começo de Primavera. Até se ouve o canto dos pássaros.
Daqui a 2 horas e 35 minutos acaba tudo. A minha cabeça vai poder descansar, mas o meu corpo não pode seguir o mesmo caminho.
Espero no princípio do fim-de-semana poder sentir-me entre os anjos.
Tomei um banho quente, que na altura me ajudou a acordar.
Começou a rotina.
Agora o meu rosto ferve. As minhas mãos estão quentes e, apesar de não sentir os pés, o resto do corpo está quente. O casaco foi despido e ficou para trás.
Estou junto à janela que está aberta, mas o meu corpo não arrefece.
Os olhos tendem, consecutivamente, a fechar.
Lá fora, a luz solar ilumina o nosso dia e o céu está, mais uma vez, limpo. Os estores estão fechados para o sol não nos bater nos olhos e nem nos distrair.
Lembro-me dos dias de Verão. Hoje parecem mais próximos, porque parece que os dias passados em casa, com os pés e as mãos estendidos na direcção do fogo, já passaram. Se não fosse a falta do aroma das flores, sentia-me num dia de começo de Primavera. Até se ouve o canto dos pássaros.
Daqui a 2 horas e 35 minutos acaba tudo. A minha cabeça vai poder descansar, mas o meu corpo não pode seguir o mesmo caminho.
Espero no princípio do fim-de-semana poder sentir-me entre os anjos.
domingo, dezembro 11, 2005
O ar estava ameno, no entanto o vento frio causava uma situação de desconforto.
O céu estava todo azul e só a enorme lua se intrometia na sua homogeneidade. A luz do sol reflectida na superfície do sujo rio feria os olhos.
O rio tinha um cheiro desagradável. A maré estava a descer. A corrente do rio estava fortíssima.
Inúmeros barcos por ali passavam. Desde um enorme cargueiro, a alguns barquinhos com as velas subidas. Cheguei a ver um minúsculo barco a tentar subir o rio, contra a maré, sem qualquer sucesso.
As gaivotas sobrevoavam-nos. Algumas pousavam no rio e deixavam-se levar pela maré.
O barulho dos carros a passarem na ponte cortava a paz daquele momento.
As pessoas que por ali andavam traziam vivacidade à paisagem, tornavam-na mais agradável. No caminho para o carro, vi um rapaz e uma rapariga num banco, sentados, a apanharem sol e a observarem o rio. Desejei trocar de lugar com eles e estar acompanhada pelo meu anjo, ou até mesmo estar ali sozinha.
Foi mais uma tarde passada em família.
O céu estava todo azul e só a enorme lua se intrometia na sua homogeneidade. A luz do sol reflectida na superfície do sujo rio feria os olhos.
O rio tinha um cheiro desagradável. A maré estava a descer. A corrente do rio estava fortíssima.
Inúmeros barcos por ali passavam. Desde um enorme cargueiro, a alguns barquinhos com as velas subidas. Cheguei a ver um minúsculo barco a tentar subir o rio, contra a maré, sem qualquer sucesso.
As gaivotas sobrevoavam-nos. Algumas pousavam no rio e deixavam-se levar pela maré.
O barulho dos carros a passarem na ponte cortava a paz daquele momento.
As pessoas que por ali andavam traziam vivacidade à paisagem, tornavam-na mais agradável. No caminho para o carro, vi um rapaz e uma rapariga num banco, sentados, a apanharem sol e a observarem o rio. Desejei trocar de lugar com eles e estar acompanhada pelo meu anjo, ou até mesmo estar ali sozinha.
Foi mais uma tarde passada em família.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Precipitação
Penso que todos nós já fizemos uma avaliação precipitada sobre alguém. Talvez seja uma característica do ser humano. Ou talvez exista alguém que nunca o fez.
Muitas vezes a primeira impressão sobre alguém é a que marca e a que permanece. Essa opinião pode mudar, dependendo da disposição da pessoa que fez a avaliação.
Já me aconteceu várias vezes cometer este erro. Talvez devido à minha impaciência para certas coisas. Mas a verdade é que a maior parte das vezes recebo boas surpresas.
Lembro-me que numas férias de Verão, durante um campo de férias, fizemos uma actividade que consistia em ir, um por um e em silêncio, a uma bacia cheia com água, olhar para ela, ver o nosso reflexo e pensar sobre as pessoas que tinhamos julgado precipitadamente naquele campo.
A verdade é que todos os dias eu devia fazer aquele exercício. Talvez ajudasse.
Muitas vezes a primeira impressão sobre alguém é a que marca e a que permanece. Essa opinião pode mudar, dependendo da disposição da pessoa que fez a avaliação.
Já me aconteceu várias vezes cometer este erro. Talvez devido à minha impaciência para certas coisas. Mas a verdade é que a maior parte das vezes recebo boas surpresas.
Lembro-me que numas férias de Verão, durante um campo de férias, fizemos uma actividade que consistia em ir, um por um e em silêncio, a uma bacia cheia com água, olhar para ela, ver o nosso reflexo e pensar sobre as pessoas que tinhamos julgado precipitadamente naquele campo.
A verdade é que todos os dias eu devia fazer aquele exercício. Talvez ajudasse.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Fantasia
Era uma vez um rapaz e uma rapariga. Ele era famoso mundialmente. Ela era uma adolescente como tantas outras.
Quis o destino que se conhecessem e que mais tarde partilhassem um amor.
Passou-se um ano desde a primeira vez que os seus lábios se tocaram. Um ano. E é passado um ano que eles passam o seu primeiro fim-de-semana oficial juntos. Foram para um hotel de classe em Londres. Eles, todos os colegas dele e as respectivas acompanhantes.
Ela estava radiante, o medo que antes sentira, e que voltaria a sentir mais tarde, desaparecera com a presença dele a seu lado. Depois de se instalarem, decidiram todos ir conhecer a cidade e tentar divertir-se ao máximo.
Mais tarde, poucas horas antes do jantar de cerimónia, ela desapareceu, mas ele não se preocupou pois sabia onde ela estava. Ele tomou um longo e quente banho para relaxar e vestiu o seu escuro e elegante fato. Pouco depois ela apareceu, deslumbrante. Ele ficou sem palavras e ela nunca se tinha sentido tão bela. Tiraram fotografias na suite e cada gesto de ternura que trocavam refletia o amor que sentiam. Foi o amigo que gravou aquele momento. O melhor amigo dele e dela, o amigo das brincadeiras, das confissões, dos sorrisos, das lágrimas, das felicidades, das angústias. O amigo.
Chegou a hora e eles foram para a cerimónia e ela cobriu as suas costas com uma maravilhosa encharpe.
Conseguiram ambos escapar às habituais fotografias da entrada dos convidados. O coração dela batia a toda a velocidade, mas o toque da mão dele na sua acalmou-a e fê-la sentir-se protegida. Durante o jantar ela conheceu alguns dos seus ídolos sem conseguir esconder a sua excitação. Ela tentava manter-se discreta, apesar do seu longo vestido sem costas, da arte com que estava penteada e da magia das cores e das formas com que o seu rosto estava pintado. Ele não conseguia tirar os olhos dela e não era o único.
Horas mais tarde voltaram ao hotel, cansados, doridos e com sono. Ela tirou as sandálias de salto que combinavam com o seu vestido e que tornavam os seu pés perfeitos, e foi-se preparar para dormir. Ele convidou os amigos para irem à sua suite comemorarem o prémio que tinham ganho.
Ela já dormia e sonhava e sorria. Acordou de repente, como que se com um pressentimento. Ele não estava deitado a seu lado. Foi até à porta do quarto e sentou-se junto a ela, no chão, encostando os joelhos ao peito e envolvendo-os com os seus braços. Ele continuava acordado, agora apenas acompanhado pelo amigo. Ela ficou a ouvir. "Nunca o fizemos. Claro que já pensei nisso e já lho disse, mas ela é muito controladora. Esta tarde, depois de ter tomado banho, ela passou por mim apenas de toalha e veio-me dar um beijo, que acabou por se transformar em vários. O ambiente começou a envolver-nos mas ela resistiu e foi-se vestir, e eu também fui obrigado a controlar-me." Nunca ele se podia ter declarado de forma tão sincera a ela. "O desejo que eu sinto, e que aumenta cada vez que olho para ela, está sempre presente. Mas todas as noites que dormimos juntos eu não preciso de estar dentro dela para respirar o calor do seu corpo e sentir a fusão dos nossos corpos num só." Ela voltou para a cama e nessa noite ela dormiu como um anjo.
Amanheceu e ela acordou enquanto a luz de manhã inundava o quarto. Ele ali estava, a observá-la e isso deixou-a segura. Ela estava preparada. Chegou-se a ele, abraçou-o e beijou-o. O ambiente aqueceu, as carícia começaram e pela primeira vez ele não precisaria de parar. Pouco depois os dois corpos nus já estavam um sobre o outro, a respirar o calor um do outro, a amar-se. Na cabeça dela tudo era uma maravilhosa dança de mil e uma cores que a fazia feliz, e as imagens foram mudando. Ele saiu de dentro dela mas os seus corpos permaneceram colados, quentes. Naquele momento sim, ela nunca se tinha sentido tão bela. Foi então que ambos ouviram pela primeira vez a voz um do outro desde a noite anterior, dizendo um simples e sentido "Amo-te".
Desde esse momento que se tornaram inseparáveis. O amor cresceu. A paixão entre eles ardia aos olhos de todos. O romance continuou.
Quis o destino que, mais tarde, muito mais tarde, seguissem caminhos diferentes, mas sem nunca perderem a amizade e a cumplicidade que os caracterizava.
E viveram felizes para sempre, separados, mas para sempre unidos.
Quis o destino que se conhecessem e que mais tarde partilhassem um amor.
Passou-se um ano desde a primeira vez que os seus lábios se tocaram. Um ano. E é passado um ano que eles passam o seu primeiro fim-de-semana oficial juntos. Foram para um hotel de classe em Londres. Eles, todos os colegas dele e as respectivas acompanhantes.
Ela estava radiante, o medo que antes sentira, e que voltaria a sentir mais tarde, desaparecera com a presença dele a seu lado. Depois de se instalarem, decidiram todos ir conhecer a cidade e tentar divertir-se ao máximo.
Mais tarde, poucas horas antes do jantar de cerimónia, ela desapareceu, mas ele não se preocupou pois sabia onde ela estava. Ele tomou um longo e quente banho para relaxar e vestiu o seu escuro e elegante fato. Pouco depois ela apareceu, deslumbrante. Ele ficou sem palavras e ela nunca se tinha sentido tão bela. Tiraram fotografias na suite e cada gesto de ternura que trocavam refletia o amor que sentiam. Foi o amigo que gravou aquele momento. O melhor amigo dele e dela, o amigo das brincadeiras, das confissões, dos sorrisos, das lágrimas, das felicidades, das angústias. O amigo.
Chegou a hora e eles foram para a cerimónia e ela cobriu as suas costas com uma maravilhosa encharpe.
Conseguiram ambos escapar às habituais fotografias da entrada dos convidados. O coração dela batia a toda a velocidade, mas o toque da mão dele na sua acalmou-a e fê-la sentir-se protegida. Durante o jantar ela conheceu alguns dos seus ídolos sem conseguir esconder a sua excitação. Ela tentava manter-se discreta, apesar do seu longo vestido sem costas, da arte com que estava penteada e da magia das cores e das formas com que o seu rosto estava pintado. Ele não conseguia tirar os olhos dela e não era o único.
Horas mais tarde voltaram ao hotel, cansados, doridos e com sono. Ela tirou as sandálias de salto que combinavam com o seu vestido e que tornavam os seu pés perfeitos, e foi-se preparar para dormir. Ele convidou os amigos para irem à sua suite comemorarem o prémio que tinham ganho.
Ela já dormia e sonhava e sorria. Acordou de repente, como que se com um pressentimento. Ele não estava deitado a seu lado. Foi até à porta do quarto e sentou-se junto a ela, no chão, encostando os joelhos ao peito e envolvendo-os com os seus braços. Ele continuava acordado, agora apenas acompanhado pelo amigo. Ela ficou a ouvir. "Nunca o fizemos. Claro que já pensei nisso e já lho disse, mas ela é muito controladora. Esta tarde, depois de ter tomado banho, ela passou por mim apenas de toalha e veio-me dar um beijo, que acabou por se transformar em vários. O ambiente começou a envolver-nos mas ela resistiu e foi-se vestir, e eu também fui obrigado a controlar-me." Nunca ele se podia ter declarado de forma tão sincera a ela. "O desejo que eu sinto, e que aumenta cada vez que olho para ela, está sempre presente. Mas todas as noites que dormimos juntos eu não preciso de estar dentro dela para respirar o calor do seu corpo e sentir a fusão dos nossos corpos num só." Ela voltou para a cama e nessa noite ela dormiu como um anjo.
Amanheceu e ela acordou enquanto a luz de manhã inundava o quarto. Ele ali estava, a observá-la e isso deixou-a segura. Ela estava preparada. Chegou-se a ele, abraçou-o e beijou-o. O ambiente aqueceu, as carícia começaram e pela primeira vez ele não precisaria de parar. Pouco depois os dois corpos nus já estavam um sobre o outro, a respirar o calor um do outro, a amar-se. Na cabeça dela tudo era uma maravilhosa dança de mil e uma cores que a fazia feliz, e as imagens foram mudando. Ele saiu de dentro dela mas os seus corpos permaneceram colados, quentes. Naquele momento sim, ela nunca se tinha sentido tão bela. Foi então que ambos ouviram pela primeira vez a voz um do outro desde a noite anterior, dizendo um simples e sentido "Amo-te".
Desde esse momento que se tornaram inseparáveis. O amor cresceu. A paixão entre eles ardia aos olhos de todos. O romance continuou.
Quis o destino que, mais tarde, muito mais tarde, seguissem caminhos diferentes, mas sem nunca perderem a amizade e a cumplicidade que os caracterizava.
E viveram felizes para sempre, separados, mas para sempre unidos.
terça-feira, novembro 29, 2005
A minha sorte
Há realmente alguém que me está a sorrir desde quarta-feira, sorriso esse que eu tanto senti no domingo. Quarta-feira porque as dores de cabeça me deixaram e as tonturas se desvanceram, e porque foi nesse dia que a minha sorte começou. Aquilo que eu ganhei deixou-me radiante, mas não durou o dia todo, pois, se bem me lembro, quando me deitei estava bastante desanimada.
Foi tudo correndo como habitualmente, até domingo. Domingo a minha sorte aumentou e durante quatro horas eu consegui retribuir àquele sorriso com uma enorme alegria e emoção sinceras. Penso que não me sentia assim feliz há algum tempo e soube tão bem...
Ontem de manhã, quando tudo já tinha voltado ao normal, fiz a minha viagem matinal em silêncio. Não fosse a presença do meu pai e a falta do meu urso e estaria dividida entre a tristeza e um bem-estar infinito.
Pela primeira vez gostei daquela música que ouvi. O sono imperava em mim. O nariz e as mãos estavam geladas. Mas isso deixava-me confortável, deixava-me bem comigo mesma. O que me fazia sorrir era a lembrança da noite anterior. Mas não passava disso, de uma lembrança, e estava triste por ter acabado e por estar triste por isso. Estava triste por não ter conseguido fazer a felicidade permanecer.
Passei o dia com saudades de não sei bem o quê. Apenas sei que precisava de mimos, mimos esses que não tinha, porque os mimos de que eu precisava não eram mimos de pais ou amigas, mas mimos de alguém que não mos pode dar. Ou seja, sentia falta de uma coisa que nunca tive.
Desejei todo o dia estar em casa para me poder agarrar ao meu urso, talvez por pensar que era os mimos dele de que eu precisava. Mas talvez não fosse a falta de mimos que me mantinha encurralada, porque a minha carência continuou.
E o perfume de homem que eu pus de manhã não ajudou em nada, pois o seu aroma fazia-me lembrar, não de alguém específico mas, de alguma coisa que eu nunca tive.
Foi tudo correndo como habitualmente, até domingo. Domingo a minha sorte aumentou e durante quatro horas eu consegui retribuir àquele sorriso com uma enorme alegria e emoção sinceras. Penso que não me sentia assim feliz há algum tempo e soube tão bem...
Ontem de manhã, quando tudo já tinha voltado ao normal, fiz a minha viagem matinal em silêncio. Não fosse a presença do meu pai e a falta do meu urso e estaria dividida entre a tristeza e um bem-estar infinito.
Pela primeira vez gostei daquela música que ouvi. O sono imperava em mim. O nariz e as mãos estavam geladas. Mas isso deixava-me confortável, deixava-me bem comigo mesma. O que me fazia sorrir era a lembrança da noite anterior. Mas não passava disso, de uma lembrança, e estava triste por ter acabado e por estar triste por isso. Estava triste por não ter conseguido fazer a felicidade permanecer.
Passei o dia com saudades de não sei bem o quê. Apenas sei que precisava de mimos, mimos esses que não tinha, porque os mimos de que eu precisava não eram mimos de pais ou amigas, mas mimos de alguém que não mos pode dar. Ou seja, sentia falta de uma coisa que nunca tive.
Desejei todo o dia estar em casa para me poder agarrar ao meu urso, talvez por pensar que era os mimos dele de que eu precisava. Mas talvez não fosse a falta de mimos que me mantinha encurralada, porque a minha carência continuou.
E o perfume de homem que eu pus de manhã não ajudou em nada, pois o seu aroma fazia-me lembrar, não de alguém específico mas, de alguma coisa que eu nunca tive.
quinta-feira, novembro 24, 2005
Os últimos três dias
Fecho os olhos e o mundo escuro começa a rodar. Roda tanto... Como se estivesse tonta depois de rodar sobre mim vezes sem conta, de braços abertos e olhos fechados.
A cabeça doi como tudo, dia após dia, sem dar qualquer descanço.
As tonturas são mais que muitas. Estou sentada, de repente a cabeça começa a dirigir-se perigosamente depressa em direcção ao chão. Fica tudo escuro! Não, afinal ainda estou sentada na cadeira, mas deito-me em cima da secretária para prevenir.
Durante o dia parece que corre tudo como de costume, apesar de sentir a todos os momentos as emoções à flor-da-pele. Chego a casa e o tempo acaba para tudo. Aquele tempo que eu tinha em ambundância só para mim acabou.
E esta nostalgia que frequentemente se faz sentir não melhora nada.
Paro um bocadinho. Recebo uma massagem na cabeça, tão bom... Fecho os olhos, o corpo está mole. O tempo, agora, parece infinito. Ouço cantar uma música de embalar da minha infância. Começo a ver tudo nublado devido à parede de água que se forma nos meus olhos, que ameaça desmoronar-se mas isso eu consigo evitar. Nem tempo tenho para chorar. Fecho mais uma vez os olhos para tentar fazer durar aquele momento para sempre, porque eu sei que quando os voltar a abrir já tudo voltou ao normal.
Custa-me continuar, mas vontade e esperança não me faltam. Se ao menos a cabeça parasse de rodar...
(Escrevi este texto ontem à noite. Hoje o dia correu bem melhor e já vejo com lucidez o que está à minha frente. Parece que estão a sorrir para mim e que a mão me afaga o cabelo.)
A cabeça doi como tudo, dia após dia, sem dar qualquer descanço.
As tonturas são mais que muitas. Estou sentada, de repente a cabeça começa a dirigir-se perigosamente depressa em direcção ao chão. Fica tudo escuro! Não, afinal ainda estou sentada na cadeira, mas deito-me em cima da secretária para prevenir.
Durante o dia parece que corre tudo como de costume, apesar de sentir a todos os momentos as emoções à flor-da-pele. Chego a casa e o tempo acaba para tudo. Aquele tempo que eu tinha em ambundância só para mim acabou.
E esta nostalgia que frequentemente se faz sentir não melhora nada.
Paro um bocadinho. Recebo uma massagem na cabeça, tão bom... Fecho os olhos, o corpo está mole. O tempo, agora, parece infinito. Ouço cantar uma música de embalar da minha infância. Começo a ver tudo nublado devido à parede de água que se forma nos meus olhos, que ameaça desmoronar-se mas isso eu consigo evitar. Nem tempo tenho para chorar. Fecho mais uma vez os olhos para tentar fazer durar aquele momento para sempre, porque eu sei que quando os voltar a abrir já tudo voltou ao normal.
Custa-me continuar, mas vontade e esperança não me faltam. Se ao menos a cabeça parasse de rodar...
(Escrevi este texto ontem à noite. Hoje o dia correu bem melhor e já vejo com lucidez o que está à minha frente. Parece que estão a sorrir para mim e que a mão me afaga o cabelo.)
sexta-feira, novembro 18, 2005
Peço imensa desculpa por ter andado desaparecida, mas não tenho tido tempo de vir ao computador. As coisas cá por casa andam a mil à hora.
E é também por isso que não vos tenho vizitado. Mas prometo que quando isto por aqui estiver mais calmo vos vizito a todos.
Se há uma coisa que aprendi com esta confusão toda é que, quando tudo voltar ao normal, nunca mais vou dizer que não tenho tempo.
E é também por isso que não vos tenho vizitado. Mas prometo que quando isto por aqui estiver mais calmo vos vizito a todos.
Se há uma coisa que aprendi com esta confusão toda é que, quando tudo voltar ao normal, nunca mais vou dizer que não tenho tempo.
domingo, novembro 06, 2005
Pequenas maravilhas
Após um dia passado com o roupão vestido e embrulhada num cobertor, passei por uma janela, ao final da tarde, e vi uma luz dourada inundar o quarto. Tirei o roupão, abria a janela e deixei que o vento frio me tocasse a pele.
Olhei para o céu, todo ele azul e laranja junto ao horizonte. Descobri uma pequena linha branca que pintava o céu: a lua. Vi inúmeros pássaros a voarem sobre a paisagem, a dar-lhe vida; um avião e uma luzinha laranja a piscar bem longe.
O sol estava cada vem mais pequeno, a esconder-se atrás da cidade.
Imaginei que os prédios, as construções e a destruícão que via à minha frente eram a mais bela das paisagens. Então fechei os olhos e respirei fundo, e senti que aquele ar poluído que me entrava nos pulmões e me dava vida era o mais puro de todos.
O sol desapareceu, mas continuava a dar cor ao infinito céu e tranformava, aos poucos, o laranja do horizonte não num rosa e mais tarde em púrpura, mas num tom estranho, entre o laranja e o castanho.
Não havia o mínimo vestígio de nuvens, o que fazia adivinhar uma noite perfeita, com todas as constelações expostas, mas talvez não à vista dos meus olhos.
O ar estava cada vez mais frio. Só me restava fechar a janela e voltar, não sem antes ver um casal de gaivotas voar na minha direcção, um avião a desenhar no céu uma linha rosa com o seu jacto, ver uma estrela a tentar encher o enorme pano azul e mais uma vez observar a grandiosa lua.
Olhei para o céu, todo ele azul e laranja junto ao horizonte. Descobri uma pequena linha branca que pintava o céu: a lua. Vi inúmeros pássaros a voarem sobre a paisagem, a dar-lhe vida; um avião e uma luzinha laranja a piscar bem longe.
O sol estava cada vem mais pequeno, a esconder-se atrás da cidade.
Imaginei que os prédios, as construções e a destruícão que via à minha frente eram a mais bela das paisagens. Então fechei os olhos e respirei fundo, e senti que aquele ar poluído que me entrava nos pulmões e me dava vida era o mais puro de todos.
O sol desapareceu, mas continuava a dar cor ao infinito céu e tranformava, aos poucos, o laranja do horizonte não num rosa e mais tarde em púrpura, mas num tom estranho, entre o laranja e o castanho.
Não havia o mínimo vestígio de nuvens, o que fazia adivinhar uma noite perfeita, com todas as constelações expostas, mas talvez não à vista dos meus olhos.
O ar estava cada vez mais frio. Só me restava fechar a janela e voltar, não sem antes ver um casal de gaivotas voar na minha direcção, um avião a desenhar no céu uma linha rosa com o seu jacto, ver uma estrela a tentar encher o enorme pano azul e mais uma vez observar a grandiosa lua.
quinta-feira, novembro 03, 2005
Conhecimento de mim mesmo
quarta-feira, outubro 26, 2005
Força!
Como é que a vida de uma pessoa pode mudar totalmente de um momento para o outro? Faz-me confusão ver como uma pessoa que tem uma vida segura pode cair num buraco por um deslize ou simplesmente por força do destino.
Foi assim como se de repende que esta realidade conhecida, mas longínqua, me envolveu. Não se passou comigo, mas com pessoas conhecidas.
Uma doença, um acidente de trabalho e tantas outras coisas transforma uma pessoa. Lembro-me daquele sorriso... O sorriso de dentro reflectido no de fora. Agora o sorriso pode lá estar, mas mais machucado, diferente, talvez até mais maduro.
Eu nem consigo imaginar a força que é preciso para superar algo assim, é algo brutal. E uma situação assim traz muitas responsabilidades, o que implica ainda mais força para conseguir tomar as decisões necessárias.
As pessoas que passam por isto merecem, sem dúvida, o meu espeito, pela força e coragem que demonstram para continuar. Força!
Foi assim como se de repende que esta realidade conhecida, mas longínqua, me envolveu. Não se passou comigo, mas com pessoas conhecidas.
Uma doença, um acidente de trabalho e tantas outras coisas transforma uma pessoa. Lembro-me daquele sorriso... O sorriso de dentro reflectido no de fora. Agora o sorriso pode lá estar, mas mais machucado, diferente, talvez até mais maduro.
Eu nem consigo imaginar a força que é preciso para superar algo assim, é algo brutal. E uma situação assim traz muitas responsabilidades, o que implica ainda mais força para conseguir tomar as decisões necessárias.
As pessoas que passam por isto merecem, sem dúvida, o meu espeito, pela força e coragem que demonstram para continuar. Força!
segunda-feira, outubro 24, 2005
Aprendi a gostar e a conhecer.
Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?
Fernando Pessoa, 17-6-1932
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?
Fernando Pessoa, 17-6-1932
quinta-feira, outubro 20, 2005
terça-feira, outubro 18, 2005
Pedacinhos do que sinto, sem me querer alongar.
Nestas últimas horas que restam para acabar um ciclo que se repete todos os anos, digo que a minha esperança é infinita, que muitas vezes sou imprevisível e que a maneira como ele me olhou ontem de manhã, logo depois de eu ter despertado e aberto os olhos, me deixou ainda mais apaixonada.
(Quando eu falo do "ele", falo de um urso ao qual me gosto de agarrar, por ele ser tão quentinho, e que me faz lembrar a todos os momentos aquele amor tão estúpido, impossível, irreal e que só existe nos sonhos que eu sinto por alguém que não conheço. Eu sei que isto não é amor (era impossível ser), pois ele não me põe as pernas a tremer nem eu dava tudo para o ter, mas sei que é algo forte, que me faz feliz e me anima e no qual eu procuro algum suporto quando preciso, do qual eu me vou rir daqui a alguns anos!)
(Quando eu falo do "ele", falo de um urso ao qual me gosto de agarrar, por ele ser tão quentinho, e que me faz lembrar a todos os momentos aquele amor tão estúpido, impossível, irreal e que só existe nos sonhos que eu sinto por alguém que não conheço. Eu sei que isto não é amor (era impossível ser), pois ele não me põe as pernas a tremer nem eu dava tudo para o ter, mas sei que é algo forte, que me faz feliz e me anima e no qual eu procuro algum suporto quando preciso, do qual eu me vou rir daqui a alguns anos!)
quinta-feira, outubro 13, 2005
Típico Sábado de Inverno
É bom acordar com o som da chuva ou de um trovão, enroscar-me ainda mais nos cobertores e em mim própria, para manter o frio afastado e ficar acordada na cama durante um longo tempo. Depois, levantar-me e comer as torradas bem quentinhas e beber o leite fervido, e esperar, deitada no sofá e coberta por um cobertor, pela chegada do almoço. Após uma quente refeição, deitar-me na cama e ler aquele livro no qual já não toco há dois meses e adormecer passado um pouco. Já desperta, tomar um longo banho com a água a ferver, e quando esta toca na minha pela, ela arrepia-se e fica vermelha. Ao final da tarde, sentar-me no sofá, com as confortáveis calças de fato-de-treino e a camisola larga vestidas, com o xaile sobre os ombros e meias de lã nos pés, e ver o último filme da tarde enquanto bebo um quente e delicioso chá. Durante o serão, estender-me sobre as almofadas, em frente da lareira, e deixar-me lá ficar até adormecer. Mais tarde ser acordada e ser levada para a minha gélida cama.
sexta-feira, outubro 07, 2005
Onde estás???
Aquela rapariga divertida, sorridente, bem-disposta, presente, cheia de energia, que conseguia passar os dias com um sorriso estúpido na cara, que se sentia quase sempre feliz e participativa parece que desapareceu. Ou pelo escondeu-se muito bem, porque eu tento procurá-la e não a encontro.
Os sonhos, o optimismo e a esperança persistem, mas nem eles me dão forças e me incentivam a continuar.
Sinto-me perdida no meio disto tudo. Parece que tudo me irrita e me passa ao lado. Sinto-me revoltada (dizem que isso agora está na moda!), triste e desmotivada. Tudo aquilo que eu um dia disse que não estava correcto se está passar comigo. E logo nesta altura...
Onde é que eu estou?
Os sonhos, o optimismo e a esperança persistem, mas nem eles me dão forças e me incentivam a continuar.
Sinto-me perdida no meio disto tudo. Parece que tudo me irrita e me passa ao lado. Sinto-me revoltada (dizem que isso agora está na moda!), triste e desmotivada. Tudo aquilo que eu um dia disse que não estava correcto se está passar comigo. E logo nesta altura...
Onde é que eu estou?
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