segunda-feira, fevereiro 05, 2007

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

As recordações são algo que temos ou que perdemos?

terça-feira, janeiro 30, 2007

Eu sou aquilo que não fui ontem e uma sombra do que vou ser amanhã.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Fim-de-semana de Turma

Há alturas na nossa vida em que mudamos. Mudamos porque é necessário, porque assim o decidimos ou simplesmente porque mudamos.
Eu estou numa fase em que estou diferente, a precisar de emoções novas, pessoas novas, sítios novos. Parece que tento não profundar certas coisas demasiado com as pessoas mais próximas (ou até nem próximas). Porquê? Talvez por precisar de ver o mundo que me rodeia de fora, de outra perspectiva.
Penso que foi isso que me levou a gostar tanto deste fim-de-semana. Terá sido por isso? Sei que gostei, que deu para me conhecer melhor, ir a um lugar diferente com várias pessoas diferentes.
Um dia temos que repetir...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Olho com atenção...

É então que eu me apercebo, no meio do meu estagnado mundo, que o problema sou eu. A minha atroz vontade de fugir daqui, de tudo o que me rodeia no meu dia-a-dia, deve-se à minha actual maneira de ver as coisas e de as interpretar. São os meus incessantes pensamentos, a minha constante vontade de querer voltar atrás, de querer voltar a pôr tudo como era antes, é o meu presente estado que me faz querer desaparecer. Não foi o mundo que mudou à minha volta, fui eu que mudei. Eu era feliz na minha ignorância, por que é que tiveram que ma roubar?

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Esta noite é noite de lua cheia. Há magia espalhada por toda a parte.
A lua deve ter lançado um qualquer feitiço sobre mim, que eu não consigo parar de olhar para ela. Isso já uma situação comum, mas hoje a lua está especialmente bonita! Ou serei eu que estou diferente? É a primeira vez que eu vejo a lua com um plano escuro por trás este ano.
Está linda. As pequenas e finas nuvens, quase inexistentes, são como uma névoa a passarem à frente da lua, mas sem nunca a esconderem. A lua hoje está grandiosa, com um magnífico luar.

Hoje recomeçou tudo de novo. O meu único desejo é que aquilo que eu recuperei nestas férias seja o suficiente para aguentar os próximos três meses. Estou ansiosa para que voltem outra vez as férias, porque eu começo a descobrir que só nas férias eu consigo ser sempre eu própria, sem fingimento. E eu quero que seja sempre assim: eu quero ser e ser e ser sempre.
Peço desculpa a todos aqueles que me visitam com alguma frequência por ter desaparecido durante tanto tempo, mas eu estive sem internet e embrenhada nos estudos...
Apesar de agora continuar sem internet, prometo que vou escrever muito mais no meu blog, porque vou começar a utilizar o computador do meu irmão!
Bom ano para todos.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Música

Hoje tive que fazer um exercício engraçado. Ouvia uma música e depois tinha que escrever o que quer que fosse acerca dessa música, o que me viesse ao pensamento.
A música era a Estrela do Mar, do Jorge Palma. Linda música que fez despertar em mim emoções passadas.
O meu mais longo sonho de Verão despertou e a minha imaginação correu, mais uma vez, mundos sem fim.
A vontade de voltar é enorme. Penso que nunca foi tão grande. Naquela altura tudo era simples, fácil. Nestas últimas semanas o tempo parece que custa a passar e só apetece vir para casa, deitar-me na cama e desligar a cabeça para não pensar, apenas sonhar. Não me importava que a minha vida fosse feita à base de sonhos!


Esta música despertou o meu lado mais secreto. Qualquer outra música poderia ser aplicada noutra altura da minha vida. Todas as músicas, ouvidas com atenção, se conseguem ligar a episódios da nossa vida. É preciso é deixá-las entrar.

sábado, outubro 21, 2006

Continuar

Os últimos dias foram essenciais.
Foi como se tivesse acordado para a vida real. Saí do meu mundo e vaguei pela realidade para descobrir a normalidade das coisas.
Não ouvi as palavras que queria, mas na minha cabeça continuava tudo igual.
Mas agora, já sei que posso seguir em frente, sem remorsos.
Dentro de mim eu quero dar uma volta de 180º graus. Sinto-me totalmente preparada para isso. Já mudei, hoje notei que sim. Vamos esperar para ver nos próximos dias.

quarta-feira, outubro 11, 2006

coNtradiçÃO

Hoje fiz aquilo que já queria fazer há algum tempo. Arrependi-me, de certa forma. Mas em todos os dias até hoje eu vivi um arrependimento constante. No fundo queria mas não queria, não queria mas queria!
Agora só me apetece estar a desejar o impossível, basear a minha vida vivida num sonho. Curiosamente, isso era tudo o que eu menos queria na altura em isso acontecia. O que me está a provocar a minha dor recente foi o que me salvou da minha dor passada!
Depois de tudo, eu só desejava que a atenção não se centrasse naquelas palavras que foram tão custosas a sair, só queria que aquilo permanecesse para sempre na mente!
Ontem eu imaginava dois cenários possíveis, na minha cabeça. Os dois eram totalmente opostos, um que me fazia feliz, o outro que me deprimia. O meu mundo, aquele no qual só eu existo verdadeiramente e tudo o resto é imaginado, vai de um extremo ao outro, mas a minha visão nunca pára no meio dos dois extremos. No meu mundo eu só vejo o 8 ou o 80, o bom ou o seu contrário.
Dói quando é a parte má que ganha....

terça-feira, outubro 10, 2006

Sabes como é que eu me estou a sentir neste momento? Sabes o quão podre me estou a sentir agora? Não é o corpo, apesar dele também se estar a ressentir, mas sim a mente, o espírito. Estou a morrer por dentro, o que é incompreensível depois deste dia magnífico que eu passei. Sinto-me tão mal por ter estes momentos, por não me conseguir controlar, por não conseguir agarrar as coisas boas e simplesmente esquecer aquele único momento mau, que talvez não fosse aquilo que eu percebi. Como é que eu consigo deixar que a minha vida seja totalmente controlada pelos sentimentos?
Tu notas quando eu tenho estes momentos. Perguntas "o que é que tens?" e aquilo parece-me tão simples que eu respondo "nada, estou apenas cansada!", porque tenho vergonha do que estou a pensar, a sentir, ainda por cima depois do dia de hoje, em que estivemos em contacto com problemas bem maiores. Eu acho que tu não acreditas, mas deixas...
Apetece-me chorar como tudo, mas não encontro uma razão válida para o fazer. Não quero chorar por uma estupidez, por um sentimento que me faz sentir repulsa! Quero comer chocolates, ver um filme romantico e chorar, porque aí já posso chorar. Quero ouvir música e chorar, por assim também posso chorar. Quero fazer um sorriso desesperado e chorar, à espera que quem eu quero que veja, veja! Quero deitar-me na cama, junto dos meus companheiros silenciosos e deixar a minha cabeça viajar pelo limiar do que é aceitável.
No fundo apenas quero passar despercebida, mas sem passar. Quero-me sentir grande, mas sem o ser. Quero chorar, mas sem que dos meus olhos caia uma lágrima. Quero entregar-lhe uma lista do que eu quero e receber tudo, mas voluntáriamente e inconsciente de que é isso que eu quero....

quarta-feira, outubro 04, 2006

Do terraço, onde o ar fresco de início de noite me arrefecia a pele dos braços e dos pés, via somente uma imensidão de casas e árvores, todas parecendo mais baixas do que eu. Mas a minha visão permitia-me apenas fixar o que estava directamente à minha frente: duas árvores do meu quintal; mais para a direita, no jardim das vizinhas, um pequeno chorão; ao longe duas palmeiras, uma mais alta do que a outra e no centro a torre da igreja da pequena vila. Por trás aparecia a lua, grande e amarela, disposta em D, como um enorme sorriso, por vezes escondida por pequenas nuvens pretas.
Eu queria que a minha máquina captasse a perfeição daquela imagem. Sim, perfeição, porque parecia um lindo quadro, famoso ou não. Mas há imagens que só se podem registar na memória, com a esperança de que para o ano continue perfeito.

(e foi com esta imagem, debaixo daquele céu tão espantosamente estrelado, que eu tentei afastar a solidão que se apoderava de mim há uma hora atrás. Penso que só a aumentei!)

quinta-feira, setembro 14, 2006

Viagem

A trovoada já não se ouvia. Os clarões que rasgavam o céu já tinham desaparecido. Ela ia sentada no carro, observando a chuva. Deu por si a fixar as gotas que escorriam pelo vidro da janela. As gotas caíam rápidas e algumas acabavam a sua curta vida espalmadas numa janela de um carro qualquer (saberiam elas o que era um carro, o que era o mundo dos humanos?), dizendo as suas últimas preces nos últimos momentos de vida, enquanto escorriam pelo vidro.
Ela deixou a mente deslisar para longe. Passaram-lhe pelo pensamento os seus dois últimos Verões e recordou-se da sua viagem pelo oceano sem fim, o rapaz de olhos verdes e costas largas; uma tenda e um grupo de novos amigos; o vizinho e o outro vizinho, o corpo moreno e os olhos amarelos. Ao mesmo tempo que a sua mente rebuscava os seus velhos tesouros, ela ouvia e cantava "I'm walking away from the troubles in my life, I'm walking away oh to find a better day". A música fazia-lhe todo o sentido e era isso mesmo que ela desejava fazer, mas ao deixar o seu pensamento repousar sobre assuntos antigos não estaria ela a fazer precisamente o contrário? Ela recordava-se bem do que tinha sofrido o ano passado.
Então, deixou que os sonhos que ela tinha para este Verão lhe inundassem a cabeça. Nesses sonhos ela não pedia nada de transcendente, eram apenas sonhos de uma adolescente, de uma rapariga que queria ser feliz. Subitamente, todos esses sonhos lhe pareceram impossíveis de concretizar, talvez pela música que agora enchia o carro. Aquela música fazia-a lembrar aquilo de que ela fugira. Mas naquele momento nada lhe parecia tão terrível e odiável como ela se lembrava. Talvez ela tivesse apenas uma necessidade de se afastar.
Abandonou aqueles pensamentos complexos e voltou a mergulhar no seu mundo de ilusão. Momentos mais tarde, ela despertou do seu transe como que de repente. Então, o mundo que a rodeava pareceu-lhe sinistramente estranho.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Vou FUGIR!


Vou fugir.
Vou voar daqui para fora,
vou esquecer os meus problemas
e vou ser feliz!

quinta-feira, agosto 10, 2006

Brisa da noite

É das coisas que mais gosto de fazer, nas noites de Verão: pôr a cabeça de fora da janela e ficar assim durante longos minutos, imóvel. Cheirar o ar poluído da capital, sentir de vez em quando uma brisa no rosto. Ficar a olhar para a vizinhança e perceber que à noite ela se torna sinistra. Observar os carros, a quietude, o inexistente escuro por detrás das luzes amarelas da cidade, cada movimento, cada luz num prédio que se acende e pouco depois de apaga. Ouvir os grilos, os cães, os sons da noite.
Sempre foi uma coisa que eu gostei de fazer, como pessoa que tem a necessidade de se isolar de quando a quando. Lembro-me de mim muito pequena, tão pequena que nem me consigo lembrar de como era, de estar a observar a lua e de mais tarde chorar juntamente com a minha mãe devido às lembranças. Antigamente fazia isto sempre acompanhada por música. Agora prefiro deixar que o desconhecido silêncio da cidade me inunde os ouvidos.

Olho para a parede onde está a minha cama, oposta à janela. Vejo seis sombras minha. Terei eu tantas fases ou até mesmo faces? Será que é a artificialidade da cidade que me deixa nua ou é ela que me deforma?
Hoje sinto-me fraca. Andei o dia todo a vaguear pela casa sem fazer nada. Apetece-me energia, mas não a consigo ir buscar sozinha. Ao mesmo tempo quero e não quero. Gostava que o fizessem por mim. Será que eu tenho de ficar sempre assim depois de um sonho de Verão?

Se vivesse no rés-do-chão e não no décimo andar, sentava-me de lado na borda da janela, com as costas encostadas e uma perna de fora a baloiçar.

Debruço-me na janela para encontrar a minha adorada constelação e para venerar a lua cheia.
As saudades apertam. Apetecia-me estar noutro sítio, voar para outro lugar. O ar livre faz-me bem, mas não gosto do ar tão quente e seco. Sinto-me mais viva quando o ar gélido me faz doer o nariz.
Gosto da natureza; faz-me sentir livre, faz-me sentir viva!

segunda-feira, agosto 07, 2006

Quero voltar

Eu quero comer croissants ao pequeno-almoço, quero almoçar um pão simples e uma maçã, fazer guerra de comida, ser atacada por vespas, quero passar a noite a espiar um casal, quero queixar-me do quarto e das casas de banho, quero andar de casa em casa à procura daquela pessoa, quero adormecer nas aulas, quero ouvir "RIDICULO" muitas vezes, quero enrolar-me a falar o meu inglês deficiente, quero passear, ficar a olhar para o céu e ver estrelas cadentes, quero ensinar palavras em português, quero fugir das pessoas, perseguir pessoas, escrever poemas, ser rebelde juntamente com os staffs, esbanjar o meu dinheiro, tirar fotografias, cantar, quero rir sem parar no meio da chuva, morrer de frio em pleno Verão, fazer amigos que não são amigos, receber uma pulseira, quero gritar, dançar, observar. Quero voltar...

quarta-feira, julho 19, 2006

Final de noite

Uma sala às escuras,
um filme de terror,
o filme várias vezes interrompido,
um, dois, três relâmpagos,
outra interrupção no filme para ver "Lost",
um relâmpago logo seguido por um enorme trovão,
um trovão ensurdecedor, de meter medo,
outro flash visível através da persiana semi-fechada,
um trovão de meter medo ao mesmo tempo
(a trovoada em cima de nós)
um certo medo,
o final do filme de terror,
uma conversa na cama sobre centopeias,
visões e impressões horríveis no escuro,
um adormecer agitado...

sexta-feira, julho 14, 2006

17 horas

Hoje foi o pior dia da minha vida nestes últimos tempos!
A única coisa que eu tinha realmente de fazer, a única coisa realmente importante, não fiz. Não foi por falta de esforço, mas sim por imaturidade e irresponsabilidade. Foi por me achar já realmente grande. Como é que em 24 horas eu não consigo fazer uma coisa que dura no máximo uma horas?!
Na lista da minha adolescência eu não tenho o objectivo de desiludir a minha mãe, então como é que isso pode estar constantemente a acontecer?
Agora já sei como se sentem aquelas pessoas que andam na rua ou no metro tristes, de cabeça baixa, com os óculos escuros a tentarem disfarçar os olhos rasos de água.
Bem, pelo menos não perdi 10 euros, como ontem.

segunda-feira, julho 10, 2006

O acordar

Por entre sorrisos e boa-disposição lá cheguei ao meu destino.

As saudades que eu tinha daquela praia
fizeram com que o mar agitado e a areia quente parecessem perfeitos.

Deixei que os minúsculos grãos de areia se colassem aos meus pés.
A água estava gelada,
mas isso não me impediu de deixar as ondas me beterem nas pernas
e molharem o fundo do meu vestido.

Eu não queria...
Eu não queria olhar para aquilo que fora todo o meu Verão passado,
mas olhei.

No início não estava lá nada
e eu procurei por todo o lado.
Depois veio a confirmação do que eu antes suspeitava:
já não estava lá... tinha sido trocado!

Primeiro a decepção e a incredulidade;
depois a tristeza e mil imagens a passarem na cabeça:

A curva bem marcada no final das costas,
os olhos amarelos, o apito a rodar,
a mão na barriga, a viola, a pele morena,
o polo com o carapuço, o cabelo despenteado,
os mergulhos esquisitos e as brincadeiras no mar,
um sorriso perfeito escondido por finos lábios...

Agora resta a recordação
e o coração vazio e apertado.
Fica a lembrança de um sonho que acabou!

quarta-feira, junho 28, 2006

Medo

Esta é a história de uma pequena menina. Durante a sua curta vida, especialmente nos últimos tempos, ela dedicara-se a construir casas para as suas bonecas.
Um dia disseram-lhe que ela teria de construir uma casa mais importante do que todas as que já tinha construído. O seu entusiasmo foi enorme, porque chegara a altura de ela mostrar que ela realmente boa naquilo que fazia.
Mas passado um tempo a pensar sobre o assunto na sua pequena cabecinha, começou a assustar-se. Até então ela só tinha construído casas para bonecas com metade do tamanho do seu dedo mais pequeno, e agora teria de construir uma casa para bonecas com a altura da sua cabeça. E o nome que davam àquilo que ela ia fazer também a deixava de pé atrás: "projecto". Era demasiado "grande" para ela, como a própria estava sempre a dizer.
Começou a ter medo e passou alguns dias a imaginar a sua nova casa, em vez de brincar com as suas bonecas.
O dia chegou e ela achou-se mais descontraída do que devia. Construíu a sua casa e esta ficou bem grande. Quando a acabou, achou que a casa estava bem bonita, apesar de achar que lhe faltava alguns pormenores. Ficou a admirar o seu trabalho e foi ficando desiludida à medida que os seus amigos detectavam muitas falhas suas. Teve uma vontade enorme de chorar!
Durante os dias em que esteve a imaginar o seu "projecto" pensou que não devia deixar que o medo a afectasse, porque isso podia complicar a sua tarefa. No final percebeu que se tinha deixado intimidar pela suposta grandeza e pelo nome do "projecto". O medo prejudicou-a. Não era tão difícil como parecia...