sábado, novembro 10, 2007

Onde estás?

Onde estás?
Levantei-me a pensar em ti. Pus o meu melhor vestido, escovei e entransei o cabelo enquanto cantarolava músicas que me fazem lembrar de ti. Perfumei-me com o perfume que me ofereceste, mas só consigo sentir o cheiro que um dia deixaste em mim.

Onde estás?
Estou sentada, desde manhã, na cadeira da entrada à espera que me venhas buscar. As pessoas passam por mim, não parecem preocupadas, perguntam se eu quero comer mas eu recuso porque estou à tua espera. Não me levanto durante um segundo sequer com medo que tu chegues e não seja eu a receber-te, com medo de perder mais um momento a teu lado.

Onde estás?
O sol já se pôs há muito tempo. O meu sorriso foi-se esvaíndo aos poucos, agora só me apetece chorar. Onde estás tu com o teu sorriso lindo e uma simples flôr para me oferecer? Onde estás tu para me fazer feliz? Se calhar perdeste-te, talvez não te lembres de onde moro...

Onde estás?
Já não vens, pois não? Talvez nunca tenhas querido vir. Nem te lembraste... Porquê?
A cada segundo que passa eu morro mais um bocadinho. Choro agora deitada no chão gelado, o mais encolhida possível, tão pequena... Mas continuo na entrada, com uma ínfima esperança de que ainda me venhas salvar deste desespero.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Hoje estou triste. Ou talvez seja do cansaço. Ou então uma mistura das duas coisas, não sei bem. Sei que acordar como se não tivesse dormido nada não ajuda a ultrapassar melhor o meu dia.
Estou farta de andar a arrastar o meu corpo, farta de ter sempre as mesmas coisas na cabeça, farta das súbitas mudanças de humor e de andar vulnerável.
Está lua cheia, só me apetece deixar-me levar...

domingo, outubro 14, 2007

Tenho cada vez mais nojo de mim.
Cada vez mais desconheço e detesto o nada em que me tornei.
A força e a vontade para continuar é menor.
Tenho uma vontade brutal de desaparecer para sempre.

sexta-feira, outubro 12, 2007

É final de tarde. O horizonte está laranja forte, o ar está agradável. Fixo o meu olhar no infinito, vem-me à memória o cheiro a ar quentede há alguns dias atrás, depois lembro-me do cheiro a mar dos vestidos de praia que estive a desarrumar. Voltando à realidade, olho para as centenas de luzes que se vêem ao longe, luzes da cidade, e elas cintilam, cintilam como minúsculas estrelas.
Tudo isto junto faz-me lembrar dos tempos à beira-mar, dos passeios, das noites perfeitas. Está-se a apoderar de mim uma certa melancolia...

quinta-feira, setembro 20, 2007

Quero-te

Eu quero-te dar a perfeição.
Quero dar-te a beleza dos relâmpagos que rasgam e iluminam o céu com diversas formas, dos trovões ensurdecedores que fazem tremer a casa e as pessoas, da chuva grossa que começa a cair de repente.
Quero dar-te o sossego que eu vejo numa tarde silenciosa passada à frente da lareira, de um passeio à beira-mar no Inverno.
Quero dar-te o conforto que sinto ao vestir uma larga camisola de rapaz ou as calças do pijama, ao abraçar uma pessoa de quem gosto.
Quero fazer-te sentir a alegria de um reencontro, de um fim-de-semana com toda a família, a alegria de fazermos o que gostamos.
Quero dar-te o que sinto pelos meus companheiros silenciosos, pela minha privacidade, pelo que é meu.
Quero que tenhas os meus sonhos sobre as viagens e o futuro, quero que os vivas comigo.
Quero que sintas a emoção que é minha ao ler um bom livro, ao ver um bom filme, ao ouvir uma música que fala de tudo o que eu sinto, ao experimentar coisas novas, ao receber um beijinho inesperado.
Quero-te dar a perfeição de um primeiro beijo, de um arrepio causado por um ligeiro toque, de uma onda molhar um pedaço da nossa roupa e logo a seguir apagar as nossas pegadas, a perfeição de uma lágrima de alegria.
Quero dar-te o que sou, quero que sintas o meu verdadeiro eu.

Temos uma vida toda para esperar. Podemos esperar todos anos que passamos neste mundo, podemos simplesmente esperar, passivos. Mas esperar por quê, por quem? Porquê esperar se esperamos em vão, se nada vem ter connosco? A vida é demasiado importante para ficar à espera, há muitos caminhos para percorrer e não se pode perder tempo. Eu esperei, fiquei à espera de uma luz, mas essa luz vinha e ia, era incerta. Isso fez-me sentir isolada, abandonada na solidão. Agora eu vou fechar os olhos, derramar as últimas lágrimas e continuar, qualquer que seja a direcção.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Choro em silêncio

Choro no silêncio da noite.
Choro em silêncio para não acordar a irmã, a prima ou a amiga que dorme na cama ao lado;
Choro em silêncio para doer menos;
Choro em silêncio para fingir que dói menos;
Choro em silêncio para não quererem saber o que se passa;
Choro em silêncio para não serem obrigados a dizerem-me coisas bonitas;
Choro em silêncio para passar mais depressa;
Choro em silêncio para fingir que sou forte;
Choro em silêncio para evitar a convulsão;
Choro em silêncio para expulsar o que há dentro de mim;
Choro em silêncio porque não quero chorar.

segunda-feira, setembro 10, 2007

É só complicar, é simples

Cada vez mais tenho a sensação de que nós, os "crescidos", só sabemos complicar as coisas.
Quando não estamos bem, estamos à procura de razões para sofrer; quando não estamos a inventar coisas, estamos realmente a sofrer; e quando por fim conseguimos recuperar, começamos de novo a escarafunchar um lugar desconhecido à procura de uma dor ainda maior.
Nunca estamos satisfeitos com o que temos, com o que nos dão.
Porque é que se uma pessoa gosta de uma coisa não faz tudo para a ter? Porque é que se eu gosto de fazer uma coisa, simplesmente não a faço? Porque é que duas pessoas que gostam uma da outra não estão juntas? Há sempre qualquer coisa, uma coisa minúscula que faz as pessoas duvidarem, que faz as pessoas pensarem. Porque é que as pessoas têm que pensar em tudo, porque é que não se podem deixar ir?

terça-feira, setembro 04, 2007

Numa noite, algures em Espanha

Eu sempre achei que me conhecia. Pelo menos sempre achei isso desde que penso nessas coisas. No mínimo, achava que me conhecia melhor do que muitas pessoas que pensam conhecer-se.
Só nos últimos dias é que tenho vindo a descobrir o quão errada estava. O Homem é um ser em constante mudança devido às diversas situações que se lhe apresentam. E cada experiência nova é uma marca diferente, uma mudança, por mais ínfima que seja. Talvez o propósito da nossa vida seja conhecermo-nos a nós próprios na nossa individualidade e no meio social. Um trabalho de uma vida.
Hoje não sei o que sou. Eu que sempre me orgulhei da pessoa que era, salvo uma ou outra coisa, hoje estou perdida. Eu sei o que fui, ou pelo menos o que penso que fui ou tentei ser, sei o que quero vir a ser, mas o que eu sou hoje esfumou-se, perdeu-se no meio de tantos sentimentos novos. E agora não me consigo definir. Eu sei de onde venho, o que tenho, do que acho gosto, mas como pode existir uma pessoa sem saber o que é?
Umas férias esquisitas, principalmente a última semana. Foi de certeza para me pôr à prova, para me preparar para o que me espera na minha nova vida.
Confusão de sentimentos, num dia um, no dia a seguir outro, tudo misturado, tudo junto. Tudo junto... Não tive tempo para respirar, mesmo quando pensava que tempo era o que eu tinha de sobra.
Foi uma lição de vida. Talvez tenha sido preciosa, porque eu não estava preparada para enfrentar o mundo sem protecção tal como estava.
Cresci? Mudei! Para melhor? Só o tempo dirá...

quinta-feira, maio 17, 2007

Sabes aquelas alturas em que te apetece estar bem longe, mesmo que tudo esteja bem? Eu estou assim.
O meu corpo está a ceder, já não aguenta toda esta agitação, o stress. Já mal sinto as pernas, os ombros não se endireitam, o pescoço dói. Estou cansada.
Acho que vou chorar. Sinto os meus olhos rasos de água, uma lágrima a querer percorrer-me o rosto. Há quanto tempo isso não acontece?
Sinto saudades das coisas simples... Quando é que eu começei a ficar tão complicada? Tenho saudades de ser o "caracol". Tenho tanto em cima mas parece que a "casa" se foi...
Apetece-me fechar os olhos e só acordar quando o meu corpo estiver recuperado. Quero adormecer e depois abrir os olhos e ver tudo claro.

sábado, maio 05, 2007

Uma noite qualquer...

Os braços à minha volta faziam-me sentir segura. O calor do corpo contra o meu aquecia-me naquela fria noite de Primavera. A mão a desviar-me o cabelo fez-me sentir confortável, ainda mais do que o meu vestido me fazia sentir.
Tentámos prolongar aquele abraço ao máximo. A confusão da noite nas docas passou-nos despercebida, as pessoas passavam por nós, havia um constante barulho de fundo, mas nada nos perturbava. Todos os que passavam pareciam estrangeiros; todos eram estrangeiros, porque nenhum pertencia ao nosso mundo, ao mundo que era só nosso.
Hmm, que cheiro bom. Que paz... Que perfume será este? Quero um igual para mim, quero-o poder ter todos os dias!
Fechei os olhos. Só mais um pouco, por favor. Deixei de ver o lindo quadro da ponte e do Crito Rei iluminados e a lua a iluminar-nos. Deixei de ver fosse o que fosse, deixei de pensar. Começei a sentir tudo, de todas as maneiras, porque sabia que aquele momento ia acabar brevemente. Os corações acelerados, a pele quente e macia... Sentíamos que pertencíamos ali. Um último suspiro...
Separámo-nos e olhámo-nos mutuamente. Sorrimos, não era necessário utilizar as palavras, e depois seguimos o nosso caminho.

quarta-feira, abril 25, 2007

São dias!

Todos nós temos dias bons e dias maus, uns mais do que outros. Eu sou do tipo que tem vários dias maus.
Nos dias maus a minha cabeça dói, os pensamentos baralham-se e a confusão de sentimentos é total. Nestes dias tenho uma tendência ainda maior para complicar as coisas...
Mas os dias bons compensão tudo. Penso o menos possível, deixo-me levar pelo que me faz sentir bem, faço o que quero, sou feliz.
Os últimos dois dias foram normais, bons, perfeitos! Tudo se começa a compôr, a fazer sentido. Sim... pensar demasiado às vezes atrapalha.

segunda-feira, março 26, 2007

Estou com saudades

Saudades do tempo em que tinha tempo para tudo, quando os meus problemas não passavam de meras invenções da minha cabeça- se é que não continuam a ser...- e quando só me tinha que preocupar com coisas supérfulas. "Vamos só comer um gelado à praia..." e descíamos assim um número imenso de degraus apenas para estarmos mais próximos do Mar." Hoje estou perdida no mundo "dos crescidos", sem saber muito bem para onde me virar, desejando que tudo não passe de um sonho, porque os sonhos são bons, não nos prendem a nada a não ser às nossas próprias vontades. Era uma vez um rapaz e uma rapariga. (...) Passou-se um ano desde a primeira vez que os seus lábios se tocaram. Um ano. (...) Nunca ele se podia ter declarado de forma tão sincera a ela. (...) "Amo-te". O mundo é negro, feio na verdade, nada parecido com aquilo que passamos anos a imaginar, e o que idealizamos vai ficando para trás, esquecido. "Flying star?!" era uma noite que acabara de se tornar perfeita. "Falling star!" sim, perfeita, com o céu escuro e uma t-shirt laranja. A mudança é inevitável, acontece mais cedo ou mais tarde, por mais difícil que seja, por menos seguros que nos sintamos... "Tenho medo"... "Não sinto o mesmo por ti"..."És bonita"..."Estou farta" tu não sabes, eu também não sei, mas a verdade é que há uma decisão a tomar...

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

As recordações são algo que temos ou que perdemos?

terça-feira, janeiro 30, 2007

Eu sou aquilo que não fui ontem e uma sombra do que vou ser amanhã.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Fim-de-semana de Turma

Há alturas na nossa vida em que mudamos. Mudamos porque é necessário, porque assim o decidimos ou simplesmente porque mudamos.
Eu estou numa fase em que estou diferente, a precisar de emoções novas, pessoas novas, sítios novos. Parece que tento não profundar certas coisas demasiado com as pessoas mais próximas (ou até nem próximas). Porquê? Talvez por precisar de ver o mundo que me rodeia de fora, de outra perspectiva.
Penso que foi isso que me levou a gostar tanto deste fim-de-semana. Terá sido por isso? Sei que gostei, que deu para me conhecer melhor, ir a um lugar diferente com várias pessoas diferentes.
Um dia temos que repetir...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Olho com atenção...

É então que eu me apercebo, no meio do meu estagnado mundo, que o problema sou eu. A minha atroz vontade de fugir daqui, de tudo o que me rodeia no meu dia-a-dia, deve-se à minha actual maneira de ver as coisas e de as interpretar. São os meus incessantes pensamentos, a minha constante vontade de querer voltar atrás, de querer voltar a pôr tudo como era antes, é o meu presente estado que me faz querer desaparecer. Não foi o mundo que mudou à minha volta, fui eu que mudei. Eu era feliz na minha ignorância, por que é que tiveram que ma roubar?

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Esta noite é noite de lua cheia. Há magia espalhada por toda a parte.
A lua deve ter lançado um qualquer feitiço sobre mim, que eu não consigo parar de olhar para ela. Isso já uma situação comum, mas hoje a lua está especialmente bonita! Ou serei eu que estou diferente? É a primeira vez que eu vejo a lua com um plano escuro por trás este ano.
Está linda. As pequenas e finas nuvens, quase inexistentes, são como uma névoa a passarem à frente da lua, mas sem nunca a esconderem. A lua hoje está grandiosa, com um magnífico luar.

Hoje recomeçou tudo de novo. O meu único desejo é que aquilo que eu recuperei nestas férias seja o suficiente para aguentar os próximos três meses. Estou ansiosa para que voltem outra vez as férias, porque eu começo a descobrir que só nas férias eu consigo ser sempre eu própria, sem fingimento. E eu quero que seja sempre assim: eu quero ser e ser e ser sempre.
Peço desculpa a todos aqueles que me visitam com alguma frequência por ter desaparecido durante tanto tempo, mas eu estive sem internet e embrenhada nos estudos...
Apesar de agora continuar sem internet, prometo que vou escrever muito mais no meu blog, porque vou começar a utilizar o computador do meu irmão!
Bom ano para todos.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Música

Hoje tive que fazer um exercício engraçado. Ouvia uma música e depois tinha que escrever o que quer que fosse acerca dessa música, o que me viesse ao pensamento.
A música era a Estrela do Mar, do Jorge Palma. Linda música que fez despertar em mim emoções passadas.
O meu mais longo sonho de Verão despertou e a minha imaginação correu, mais uma vez, mundos sem fim.
A vontade de voltar é enorme. Penso que nunca foi tão grande. Naquela altura tudo era simples, fácil. Nestas últimas semanas o tempo parece que custa a passar e só apetece vir para casa, deitar-me na cama e desligar a cabeça para não pensar, apenas sonhar. Não me importava que a minha vida fosse feita à base de sonhos!


Esta música despertou o meu lado mais secreto. Qualquer outra música poderia ser aplicada noutra altura da minha vida. Todas as músicas, ouvidas com atenção, se conseguem ligar a episódios da nossa vida. É preciso é deixá-las entrar.

sábado, outubro 21, 2006

Continuar

Os últimos dias foram essenciais.
Foi como se tivesse acordado para a vida real. Saí do meu mundo e vaguei pela realidade para descobrir a normalidade das coisas.
Não ouvi as palavras que queria, mas na minha cabeça continuava tudo igual.
Mas agora, já sei que posso seguir em frente, sem remorsos.
Dentro de mim eu quero dar uma volta de 180º graus. Sinto-me totalmente preparada para isso. Já mudei, hoje notei que sim. Vamos esperar para ver nos próximos dias.

quarta-feira, outubro 11, 2006

coNtradiçÃO

Hoje fiz aquilo que já queria fazer há algum tempo. Arrependi-me, de certa forma. Mas em todos os dias até hoje eu vivi um arrependimento constante. No fundo queria mas não queria, não queria mas queria!
Agora só me apetece estar a desejar o impossível, basear a minha vida vivida num sonho. Curiosamente, isso era tudo o que eu menos queria na altura em isso acontecia. O que me está a provocar a minha dor recente foi o que me salvou da minha dor passada!
Depois de tudo, eu só desejava que a atenção não se centrasse naquelas palavras que foram tão custosas a sair, só queria que aquilo permanecesse para sempre na mente!
Ontem eu imaginava dois cenários possíveis, na minha cabeça. Os dois eram totalmente opostos, um que me fazia feliz, o outro que me deprimia. O meu mundo, aquele no qual só eu existo verdadeiramente e tudo o resto é imaginado, vai de um extremo ao outro, mas a minha visão nunca pára no meio dos dois extremos. No meu mundo eu só vejo o 8 ou o 80, o bom ou o seu contrário.
Dói quando é a parte má que ganha....

terça-feira, outubro 10, 2006

Sabes como é que eu me estou a sentir neste momento? Sabes o quão podre me estou a sentir agora? Não é o corpo, apesar dele também se estar a ressentir, mas sim a mente, o espírito. Estou a morrer por dentro, o que é incompreensível depois deste dia magnífico que eu passei. Sinto-me tão mal por ter estes momentos, por não me conseguir controlar, por não conseguir agarrar as coisas boas e simplesmente esquecer aquele único momento mau, que talvez não fosse aquilo que eu percebi. Como é que eu consigo deixar que a minha vida seja totalmente controlada pelos sentimentos?
Tu notas quando eu tenho estes momentos. Perguntas "o que é que tens?" e aquilo parece-me tão simples que eu respondo "nada, estou apenas cansada!", porque tenho vergonha do que estou a pensar, a sentir, ainda por cima depois do dia de hoje, em que estivemos em contacto com problemas bem maiores. Eu acho que tu não acreditas, mas deixas...
Apetece-me chorar como tudo, mas não encontro uma razão válida para o fazer. Não quero chorar por uma estupidez, por um sentimento que me faz sentir repulsa! Quero comer chocolates, ver um filme romantico e chorar, porque aí já posso chorar. Quero ouvir música e chorar, por assim também posso chorar. Quero fazer um sorriso desesperado e chorar, à espera que quem eu quero que veja, veja! Quero deitar-me na cama, junto dos meus companheiros silenciosos e deixar a minha cabeça viajar pelo limiar do que é aceitável.
No fundo apenas quero passar despercebida, mas sem passar. Quero-me sentir grande, mas sem o ser. Quero chorar, mas sem que dos meus olhos caia uma lágrima. Quero entregar-lhe uma lista do que eu quero e receber tudo, mas voluntáriamente e inconsciente de que é isso que eu quero....

quarta-feira, outubro 04, 2006

Do terraço, onde o ar fresco de início de noite me arrefecia a pele dos braços e dos pés, via somente uma imensidão de casas e árvores, todas parecendo mais baixas do que eu. Mas a minha visão permitia-me apenas fixar o que estava directamente à minha frente: duas árvores do meu quintal; mais para a direita, no jardim das vizinhas, um pequeno chorão; ao longe duas palmeiras, uma mais alta do que a outra e no centro a torre da igreja da pequena vila. Por trás aparecia a lua, grande e amarela, disposta em D, como um enorme sorriso, por vezes escondida por pequenas nuvens pretas.
Eu queria que a minha máquina captasse a perfeição daquela imagem. Sim, perfeição, porque parecia um lindo quadro, famoso ou não. Mas há imagens que só se podem registar na memória, com a esperança de que para o ano continue perfeito.

(e foi com esta imagem, debaixo daquele céu tão espantosamente estrelado, que eu tentei afastar a solidão que se apoderava de mim há uma hora atrás. Penso que só a aumentei!)

quinta-feira, setembro 14, 2006

Viagem

A trovoada já não se ouvia. Os clarões que rasgavam o céu já tinham desaparecido. Ela ia sentada no carro, observando a chuva. Deu por si a fixar as gotas que escorriam pelo vidro da janela. As gotas caíam rápidas e algumas acabavam a sua curta vida espalmadas numa janela de um carro qualquer (saberiam elas o que era um carro, o que era o mundo dos humanos?), dizendo as suas últimas preces nos últimos momentos de vida, enquanto escorriam pelo vidro.
Ela deixou a mente deslisar para longe. Passaram-lhe pelo pensamento os seus dois últimos Verões e recordou-se da sua viagem pelo oceano sem fim, o rapaz de olhos verdes e costas largas; uma tenda e um grupo de novos amigos; o vizinho e o outro vizinho, o corpo moreno e os olhos amarelos. Ao mesmo tempo que a sua mente rebuscava os seus velhos tesouros, ela ouvia e cantava "I'm walking away from the troubles in my life, I'm walking away oh to find a better day". A música fazia-lhe todo o sentido e era isso mesmo que ela desejava fazer, mas ao deixar o seu pensamento repousar sobre assuntos antigos não estaria ela a fazer precisamente o contrário? Ela recordava-se bem do que tinha sofrido o ano passado.
Então, deixou que os sonhos que ela tinha para este Verão lhe inundassem a cabeça. Nesses sonhos ela não pedia nada de transcendente, eram apenas sonhos de uma adolescente, de uma rapariga que queria ser feliz. Subitamente, todos esses sonhos lhe pareceram impossíveis de concretizar, talvez pela música que agora enchia o carro. Aquela música fazia-a lembrar aquilo de que ela fugira. Mas naquele momento nada lhe parecia tão terrível e odiável como ela se lembrava. Talvez ela tivesse apenas uma necessidade de se afastar.
Abandonou aqueles pensamentos complexos e voltou a mergulhar no seu mundo de ilusão. Momentos mais tarde, ela despertou do seu transe como que de repente. Então, o mundo que a rodeava pareceu-lhe sinistramente estranho.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Vou FUGIR!


Vou fugir.
Vou voar daqui para fora,
vou esquecer os meus problemas
e vou ser feliz!

quinta-feira, agosto 10, 2006

Brisa da noite

É das coisas que mais gosto de fazer, nas noites de Verão: pôr a cabeça de fora da janela e ficar assim durante longos minutos, imóvel. Cheirar o ar poluído da capital, sentir de vez em quando uma brisa no rosto. Ficar a olhar para a vizinhança e perceber que à noite ela se torna sinistra. Observar os carros, a quietude, o inexistente escuro por detrás das luzes amarelas da cidade, cada movimento, cada luz num prédio que se acende e pouco depois de apaga. Ouvir os grilos, os cães, os sons da noite.
Sempre foi uma coisa que eu gostei de fazer, como pessoa que tem a necessidade de se isolar de quando a quando. Lembro-me de mim muito pequena, tão pequena que nem me consigo lembrar de como era, de estar a observar a lua e de mais tarde chorar juntamente com a minha mãe devido às lembranças. Antigamente fazia isto sempre acompanhada por música. Agora prefiro deixar que o desconhecido silêncio da cidade me inunde os ouvidos.

Olho para a parede onde está a minha cama, oposta à janela. Vejo seis sombras minha. Terei eu tantas fases ou até mesmo faces? Será que é a artificialidade da cidade que me deixa nua ou é ela que me deforma?
Hoje sinto-me fraca. Andei o dia todo a vaguear pela casa sem fazer nada. Apetece-me energia, mas não a consigo ir buscar sozinha. Ao mesmo tempo quero e não quero. Gostava que o fizessem por mim. Será que eu tenho de ficar sempre assim depois de um sonho de Verão?

Se vivesse no rés-do-chão e não no décimo andar, sentava-me de lado na borda da janela, com as costas encostadas e uma perna de fora a baloiçar.

Debruço-me na janela para encontrar a minha adorada constelação e para venerar a lua cheia.
As saudades apertam. Apetecia-me estar noutro sítio, voar para outro lugar. O ar livre faz-me bem, mas não gosto do ar tão quente e seco. Sinto-me mais viva quando o ar gélido me faz doer o nariz.
Gosto da natureza; faz-me sentir livre, faz-me sentir viva!

segunda-feira, agosto 07, 2006

Quero voltar

Eu quero comer croissants ao pequeno-almoço, quero almoçar um pão simples e uma maçã, fazer guerra de comida, ser atacada por vespas, quero passar a noite a espiar um casal, quero queixar-me do quarto e das casas de banho, quero andar de casa em casa à procura daquela pessoa, quero adormecer nas aulas, quero ouvir "RIDICULO" muitas vezes, quero enrolar-me a falar o meu inglês deficiente, quero passear, ficar a olhar para o céu e ver estrelas cadentes, quero ensinar palavras em português, quero fugir das pessoas, perseguir pessoas, escrever poemas, ser rebelde juntamente com os staffs, esbanjar o meu dinheiro, tirar fotografias, cantar, quero rir sem parar no meio da chuva, morrer de frio em pleno Verão, fazer amigos que não são amigos, receber uma pulseira, quero gritar, dançar, observar. Quero voltar...

quarta-feira, julho 19, 2006

Final de noite

Uma sala às escuras,
um filme de terror,
o filme várias vezes interrompido,
um, dois, três relâmpagos,
outra interrupção no filme para ver "Lost",
um relâmpago logo seguido por um enorme trovão,
um trovão ensurdecedor, de meter medo,
outro flash visível através da persiana semi-fechada,
um trovão de meter medo ao mesmo tempo
(a trovoada em cima de nós)
um certo medo,
o final do filme de terror,
uma conversa na cama sobre centopeias,
visões e impressões horríveis no escuro,
um adormecer agitado...

sexta-feira, julho 14, 2006

17 horas

Hoje foi o pior dia da minha vida nestes últimos tempos!
A única coisa que eu tinha realmente de fazer, a única coisa realmente importante, não fiz. Não foi por falta de esforço, mas sim por imaturidade e irresponsabilidade. Foi por me achar já realmente grande. Como é que em 24 horas eu não consigo fazer uma coisa que dura no máximo uma horas?!
Na lista da minha adolescência eu não tenho o objectivo de desiludir a minha mãe, então como é que isso pode estar constantemente a acontecer?
Agora já sei como se sentem aquelas pessoas que andam na rua ou no metro tristes, de cabeça baixa, com os óculos escuros a tentarem disfarçar os olhos rasos de água.
Bem, pelo menos não perdi 10 euros, como ontem.

segunda-feira, julho 10, 2006

O acordar

Por entre sorrisos e boa-disposição lá cheguei ao meu destino.

As saudades que eu tinha daquela praia
fizeram com que o mar agitado e a areia quente parecessem perfeitos.

Deixei que os minúsculos grãos de areia se colassem aos meus pés.
A água estava gelada,
mas isso não me impediu de deixar as ondas me beterem nas pernas
e molharem o fundo do meu vestido.

Eu não queria...
Eu não queria olhar para aquilo que fora todo o meu Verão passado,
mas olhei.

No início não estava lá nada
e eu procurei por todo o lado.
Depois veio a confirmação do que eu antes suspeitava:
já não estava lá... tinha sido trocado!

Primeiro a decepção e a incredulidade;
depois a tristeza e mil imagens a passarem na cabeça:

A curva bem marcada no final das costas,
os olhos amarelos, o apito a rodar,
a mão na barriga, a viola, a pele morena,
o polo com o carapuço, o cabelo despenteado,
os mergulhos esquisitos e as brincadeiras no mar,
um sorriso perfeito escondido por finos lábios...

Agora resta a recordação
e o coração vazio e apertado.
Fica a lembrança de um sonho que acabou!

quarta-feira, junho 28, 2006

Medo

Esta é a história de uma pequena menina. Durante a sua curta vida, especialmente nos últimos tempos, ela dedicara-se a construir casas para as suas bonecas.
Um dia disseram-lhe que ela teria de construir uma casa mais importante do que todas as que já tinha construído. O seu entusiasmo foi enorme, porque chegara a altura de ela mostrar que ela realmente boa naquilo que fazia.
Mas passado um tempo a pensar sobre o assunto na sua pequena cabecinha, começou a assustar-se. Até então ela só tinha construído casas para bonecas com metade do tamanho do seu dedo mais pequeno, e agora teria de construir uma casa para bonecas com a altura da sua cabeça. E o nome que davam àquilo que ela ia fazer também a deixava de pé atrás: "projecto". Era demasiado "grande" para ela, como a própria estava sempre a dizer.
Começou a ter medo e passou alguns dias a imaginar a sua nova casa, em vez de brincar com as suas bonecas.
O dia chegou e ela achou-se mais descontraída do que devia. Construíu a sua casa e esta ficou bem grande. Quando a acabou, achou que a casa estava bem bonita, apesar de achar que lhe faltava alguns pormenores. Ficou a admirar o seu trabalho e foi ficando desiludida à medida que os seus amigos detectavam muitas falhas suas. Teve uma vontade enorme de chorar!
Durante os dias em que esteve a imaginar o seu "projecto" pensou que não devia deixar que o medo a afectasse, porque isso podia complicar a sua tarefa. No final percebeu que se tinha deixado intimidar pela suposta grandeza e pelo nome do "projecto". O medo prejudicou-a. Não era tão difícil como parecia...

sexta-feira, junho 09, 2006

Há dias e dias

Há dias em que se está mais vulnerável a tudo o que se passa à tua volta. Dias em que uma conversa ou um momento ou uma simples palavra fazem toda a diferença. Para melhor ou para pior.
Hoje foi um desses dias. Desde o início que eu sentia que não ia correr bem, mas só tive essa confirmação antes do almoço.
(A música que estou a ouvir vinda da sala está a apertar-me o coração! Mas porquê?!)
Como é que um momento me pode ter arruinado por completo o dia? Para outras pessoas aquele momento passou despercebido, porque é que não podia ter sido assim comigo?
Porque é que agora tenho que andar nesta angústia constante, a tentar decifrar tudo o que acontece, para tentar perceber o que se passa, à espera de um sinal?
Será o mundo assim tão complicado ou nós é que o complicamos?
Esta semana correu tão bem, porque é que tinha de acabar assim? Porque é que isto me está a acontecer logo agora? Porque é que eu tenho toda a gente a ajudar-me e mesmo assim me sinto totalmente sozinha?
Porque é que aquela coisa me afecta tanto? Porque é que eu estou a chorar??




Tantas perguntas, nenhuma resposta...!

quinta-feira, maio 25, 2006

Rafael

É tão bom, de vez em quando, voltar ao quintal da nossa antiga casa e desenterrar o baú de lembranças que lá foi esquecido. Ontem à noite "rebusquei" o Rafael!
Rafael... Rafael... nome de anjo, o meu anjo da guarda. Não me lembro de como o conheci, deve ter sido como conheci os outros. A primeira coisa de que me lembro é de o ver na sala de costura lá de casa a falar com a minha prima. Pelo que eu consegui perceber na altura, a conversa não foi pacífica, porque acho que eles andavam e as coisas não acabaram muito bem por culpa dela. A partir daí a relação entre eles não ficou a melhor.
Depois, há um grande espaço branco na minha memória... Nós só nos viamos de vez em quando, porque só estavamos juntos em Vouzela e ele costumava passar lá por casa com os amigos e a minha avó adoráva-o.
Aquilo de que me recordo são de pequenos momentos que me marcaram. Ele ajudou-me a dizer "não" àquele rapaz que só me chateava; jogámos ping-pong a pares e ele era o meu companheiro... esse jogo foi de chorar a rir e no fim acho que perdemos; e o que eu agora mais gosto é o momento em que ele me pegou ao colo, como os noivos pegam nas noivas na noite de núpcias, no meio da rua principal de Vouzela, e eu na altura detestei. Mas o que fazia dele uma pessoa ainda mais especial é que eu estava super à-vontade com ele e não tinha que me preocupar com nada. Ao contrário do que acontecia com as outras pessoas de Vouzela, em que, quando estávamos juntos, a conversa não existia e o silêncio era o que imperar, com o Rafael era diferente, havia sempre mais alguma coisa para dizer! Lembro-me de quando no encontrámos junto ao comboio, no dia em que a Joana e a Sara começaram a fazer palhaçadas, em que a surpresa foi imensa e a conversa fluiu naturalmente e não houve tempo suficiente para dizer tudo o que desejávamos.
Lembro-me também daquele dia em que ele lá foi a casa visitar-nos e depois fomos dar uma volta, para tentarmos encontrar a minha irmã. Aquele passeio foi perfeito...
A última vez em que estivemos juntos tempo suficiente foi há algum tempo, em casa de um amigo. Ele já tinha bebido de mais e ficou um bocadinho descontrolado, mas no fundo nada passou da amizade.
Eu fui apaixonada por ele! Não no sentido literal da palavra, mas eu tinha realmente um grande carinho por ele. E foi esse carinho que me fez acabar com uma noite que se adivinhava quase perfeita. Foi esse carinho que ontem à noite me fez levantar da cama, mesmo tendo visto as minhas enormes olheiras momentos antes, para que ele perdure e não seja apenas mais uma lembrança dentro do baú das lembranças do passado. O meu querido Rafael...

sexta-feira, maio 12, 2006

Parabéns

O meu refúgio fez há 30 dias um ano de existência. Este é o meu centésimo texto aqui exposto. É umano de uma vida; são cem textos numa história. Se juntarem cada segundo destes últimos 395 dias e cada palavra destas 100 publicações, eu vou ficar nua, desprotegida, totalmente exposta, porque aí está tudo o que eu sou, todas as formas que eu posso tomar, "cause this words are my diary".
Neste meu refúgio encontram-se contradições, falhanços, fúria , trsiteza, desorientação, preocupação... Mas há também convicções, alegrias, amor, inspiração, gratidão. Aqui está presente um turbilhão de emoções. Emoções de um ano, emoções de todos os dias.
Durante este ano descobri muito de mim e dei-me a conhecer. Surpreendi-me a mim própria, acreditei. Mudei. Sinto-me mais madura e ao mesmo tempo mais criança, porque já não me importa fingir uma coisa que não sou, porque me aceito melhor.
Aprendi que não se deve ter vergonha de chorar e que até o devemos fazer mais vezes. Devemos rir o mais possível.
Aprendi que partilhar o que sou pode ser muito mais maravilhoso do que alguma vez imaginei.
Aprendi a ser eu própria.

quinta-feira, abril 06, 2006

Reviravolta

No outro dia estive a ver vários textos antigos do meu blog. Não há dúvida de que eu, nestes últimos tempos, tenho vindo a perder a inspiração. Mas gostei de textos que escrevi que se calhar na altura não tinha gostado tanto.

Li os textos da altura difícil que eu passei. Começou depois das férias do Verão, foi o que eu consegui perceber. Só não percebo porque aconteceu... Talvez por ter chegado à conclusão, depois de umas férias magníficas, que não queria crescer mais, que gosto de estar assim, a complicar aquilo que é simples, a poder cometer erros sem que eles tenham consequências demasiado negativas. Então foi como se desistisse.
Os dias passavam devagar e enfadonhos, a diversão começou a desaparecer aos poucos, a irritação apareceu na máxima força. A verdade é que eu estava mal e sentia que estava totalmente sozinha. Aquilo que me fazia sorrir eram coisas que a maioria considera insignificantes, algumas até irreais. As conversas eram poucas, o convívios lá ia acontecendo. Estar no meio do meu grupo de amigos era como não estar, porque não sentia qualquer apoio, porque mantinha a minha cabeça bem longe dali.
Parece que às vezes, quando uma pessoa está mal, por mais ajuda que lhe ofereçam, ela prefere sempre continuar a afundar-se, porque parece mais fácil. Porque começamos a afastar-nos dos outros e talvez do mundo e depois quando nos ajudam é algo estranho que vem de fora, por isso é mais fácil recusar.
Eu consegui sair do meu poço que se fazia adivinhar bem fundo e sombrio. Sinto também que o fiz muito sozinha, com a minha força de vontade e esperança, apesar da ajuda que talvez me ofereceram. Mas houve pessoas que nunca deixaram de estar comigo e disso eu tenho a certeza.
Eu consegui. E os outros que não conseguem? Eu sei que é difícil dar a volta por cima, e eu ainda via a luz do sol, mas e os outros que estão muito mais para baixo, escondidos naquele escuro sinistro?

domingo, abril 02, 2006

Lua

Ontem um sorriso pintou o céu.

Naquele céu preto, em parte coberto por nuvens talvez cinzentas escuras, uma linha curva iluminada dava outra beleza à noite.
A lua estava tal como eu a adoro: uma simples e fina linha mas mesmo assim grande e laranja. E como estada disposta em forma de U e não de C ou D como é usual, parecia um maravilhoso sorriso que tornava ainda mais perfeita aquela noite.

Não há dúvida que um simples pormenor consegue mudar o meu estado de espírito.
Ontem um sorriso pintou o céu!

quarta-feira, março 29, 2006

Realmente, o meu feitio é horrível. É impressionante como as pessoas me irritam facilmente.

Mas o que mais me irrita é que elas têm prazer nisso.

Sinceramente, dá-me mais prazer fazer uma coisa que acho difícil de conseguir. Mas há pessoas demasiado "lerdas" para isso.


Outra coisa, que venho a suportar cada vez menos, são as pessoas cínicas. Mas não as simplesmente cínicas, as super-hiper-cínicas! Não irrita? Detesto...



Tenho tido pouco tempo para escrever aqui, com muita pena. Chega a uma altura em que o tempo é pouco e que o tempo que resta só apetece ser passado no sofá.

sexta-feira, março 17, 2006

Bem, esta semana houve de tudo. Um dia em que o meu espírio estava no seu auge, outros em que esteve num nível mediano e hoje estive melancólica e deprimida. Dias de sol, dias de calor, dias de frio e dias de chuva. Um céu azul celeste, um céu cinzento, à noite iluminado pela grande e cheia lua ou fechado por nuvens.
Pode-se dizer que foi uma semana preenchida.

Já tinha saudades do calor do sol a queimar-me a pele. Terça-feira foi um dia maravilhoso. Estava cheia de energia, bem-disposta, estive a apanhar sol durante uma hora e ri, sorri e ri.
Realmente, não há nada melhor do que um dia de sol, a fazer prever uma excelente Primavera, para animar uma pessoa.

Na quarta-feira a história foi diferente. Tive que levar casaco, porque tinha arrefecido e isso notou-se de manhã, quando saí do carro. Assim que saí e expirei pela primeira vez, vi aquele "fuminho" branco sair-me da boca. Sempre que isto me acontece, não consigo evitar pensar, isto desde o Natal, nos jogadores de futebol, só porque vi um jogador de quem gosto a fazer isso num jogo, e eu, ao mesmo tempo, em casa tentei fazer o mesmo! RIDÍCULO!!!!

Hoje... bem, a história foi bem diferente. Depois do habitual esforço físico, perdi toda a energia. Eu gosto de chuva, mas sem dúvida que ela afecta negativamente o meu dia.
Ultimamente tenho tido o desejo de jogar futebol à chuva. "Parece mais real", é a minha desculpa. Mas a verdade é que quando chove às sextas tenho sempre este mesmo desejo.
Outro desejo, que já vem de há mais tempo, é ficar deitada na relva a sentir a chuva bater-me na cara e ficar encharcada.
Às vezes gostava de ser artista. Poder ficar no quarto, sentada em cima da secretária, com um caderno de desenhos sobre as perna cruzadas e deixar deslizar o carvão sobre o papel ao ritmo da minha imaginação. Poder desenhar o mundo que eu tenho à minha volta e orgulhar-me do meu trabalho...


Agora estou melhor. Talvez o meu Angel me tenha ajudado, talvez...

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Nascera uma menina. Uma linda menina, desde sempre sorridente. Ela era pequena, loira e esbelta. A sua vida sempre foi de beleza, porque ela acreditava que tudo era belo. A tristeza nunca se apoderava dela, passava apenas por ela como uma brisa.
Com ela nascera uma irmã. Incrivelmente, uns rebeldes caracóis negros cobriam-lhe os olhos tingidos de um azul tenebroso. A vida dela era totalmente contrária à da irmã. Vivia sempre carrancuda, triste e melancólica. Nunca tinha sido de outra maneira.
Apesar de tão diferentes, as irmãs eram as melhores amigas e totais confidentes.
Um triste dia, já as meninas tinham idade para andarem sozinhas, perderam o pai, num drástico acidente de trabalho. Ficaram orfãs, visto que tinham perdido a mãe no dia em que o primeiro ar lhes encheu os pulmões.
A irmã que andava sempre bem-disposta entrou numa enorme depressão e a sua beleza foi-se desvanecendo dentro daqueles olhos profundos, ora totalmente secos, ora sempre a transbordar, e daquelas longas e carregadas olheiras. A irmã e amiga deu tudo de si para a resgatar dentro daquele enorme poço sem fim. Chorava a sua tristeza dentro de si, sozinha. Aquela que raramente sorria estava sempre a disposta a fazê-lo para a irmã, muito sinceramente.
A tia, com quem elas tinham ido viver, nada podia fazer por elas, porque elas afastavam-se dos outros. Todos diziam que a pequena não iria conseguir ultrapassar todo aquele sofrimento e que a irmã iria atrás dela. Só a tia mantinha a fé nas suas "pequenas".
Juntas conseguiram pôr tudo para trás das costas. As cicatrizes? Essas permaneceram, mas foram disfarçadas ou embelezadas por elas.
A pequena, sempre loira, recuperou toda a sua beleza e simplicidade, e retomou o seu espírito alegre, aberto e aventureiro.
Os olhos azuis da sua irmã tornaram-se mais doces e suaves, os caracóis foram postos para trás e isso permitiu descobrir toda a sua beleza selvagem, antigamente escondida. Ela adoptou um pouco o espírito da irmã e o optimismo e a esperança reinaram em si.
Desde esse tempo que as irmãs ficaram ainda mais inseparáveis.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Fim-de-semana dos Coutinhos

Sábado foi um dia bastante preenchido.
A mamã fez anos, então decidi levantar-me mais cedo para lhe ir comprar flores.
Depois da agitação da manhã, partimos todos para Évora, rumo a mais um fim-de-semana em família.
A viagem foi tranquila. Fomos pela ponte Vasco da Gama! Eu adoro aquela ponte, baixa, junto ao rio, agradável. Já no Alentejo, os campo verdes deliciavam-me a vista. Aquelas colinas redondinhas e pequenas, com pequenos amontoados de flores brancas a fazerem-se contrastar naquele imenso verde, eram de uma beleza imensa, que se tornava ainda maior com aquele esplêndido sol que brilhava no céu todo azul.
Durante o almoço, houve uma grande surpresa. A organizadora realizou uma fantástica apresentação com os melhores momentos daqueles fins-de-semana e conseguiu surpreender as 47 pessoas que ali estavam.
Para a tarde seguiu-se o habitual passeio pelas redondesas, para se conhecer um pouco mais a zona.
Depois de grande emoção durante a noite, a cama esperava por mim. O pequeno quarto estava totalmente ocupado por quatro camas e a noite foi bem animada.
Já no domingo, o tempo não estava bom. Chovia quando acordámos. O pequeno almoço, como todos os anos, foi magnífico. Mas o mais lindo foi quando vimos a chuva ficar cada vez mais lenta e grossa e começou a nevar. Não podia ter havido surpresa maior.
As fotografias foram uma atrás das outras, as brincadeiras foram as mais diversas, a diversão foi total.
Estava na hora de regressar, pois os carros já estava todos branquinho, assim como as árvores. A estrada estava a começar a ficar perigosa.
No nosso regresso, as colinas que antes eram verdes com pequenas florzinhas brancas, estavam agora brancas com pequenos círculos verdes, devido à protecção dos sobreiros.
O almoço já foi cá em Lisboa, mas permanecemos quase todos juntos. O que tornou tudo aquilo ainda mais perfeito foi a neve que começou a cair.
O fim-de-semana não podia ter sido melhor.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Hoje senti-me realmente bem! O que posso considerar esquisito, dadas as circuntâncias.
Acordei farta de tudo. Ter de acordar cedo e de começar a rotina era tudo o que não me estava a apetecer, e ponderei a hipótese de ficar em casa.
Não fiquei e ainda bem. Sem fazer nada de especial, começei a sentir-me bem melhor. Bem-disposta, optimista, esperançosa, contente e sei lá mais o quê.
O dia correu na perfeição. A assimilar coisas, a pôr conversas em dia, a aprender coisas novas, a fazer algo que num dia normal nunca faria.
Não deixei de ser eu, isso não, mas o meu eu estava diferente, mais alto.
De roupa toda nova-calças, camisola, botas e até cuecas- e as costas menos sobrecarregadas, a única coisa que me incomodou foram as borbulhas na cara. Ultimamente, têm aparecido aos milhares! O dermatologista diz que esta repentina aparição pode ser a consequência de um stress, grande, de à dois ou três meses. E para mim faz todo o sentido. Por isso, aconselho vivamente a não terem stress despropositados e insignificantes, que, tal como uma bola de neve, vão crescendo até tomarem dimensões enormes, se não as borbulhas atacam-vos!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Previsões para 2006

Sem tempo para actualizar mais regularmente o meu blog, deixo-vos a previsão do meu signo para 2006 e a promessa de que brevemente vos faço uma vizita.


Os nativos de Balança são influenciados pela Carta nº 8 do Tarot, A Justiça, que significa Justiça.

Previsão geral para 2006
Excelente ano para alcançar os objectivos que pretende concretizar. Esta é uma fase em que as oportunidades virão ao seu encontro e o seu espírito encontra-se preparado para elas, pois a sua vitalidade e optimismo perante a vida serão uma constante e permitir-lhe-ão abraçar o sucesso.
Verá agora a recompensa do esforço despendido no desenvolvimento da sua carreira profissional. Alcançará o êxito e o sucesso manter-se-á, pois de tudo fará para garantir a sua felicidade e bem-estar a este nível.
A nível emocional encontra-se muito mais amadurecido e estável e preocupar-se-á em manter a alegria e a criatividade presentes na sua vida. Terá necessidade de emoção na sua vida. Este desejo pode ser traduzido num risco, e também num grande desafio que lhe permitirá alcançar um maior conforto e harmonia.
A nível de saúde, são de assinalar alguns cuidados especiais, nomeadamente no que respeita à alimentação. A prática de exercício físico deverá ser algo a considerar. Uma cirurgia pode ser necessária; isto pode assinalar um período de tempo no qual irá aperfeiçoar alguns dos cuidados de saúde e objectivos de vida que não concretizou antes.
Os relacionamentos estão favorecidos. Pode ser uma altura benéfica para efectuar alterações de modo a que o relacionamento que vive seja mais de acordo com a sua identidade

Traços Gerais:
Os nativos de Balança são pessoas muito afáveis e espalham charme por onde passam. Apreciam tudo o que é bonito e dão grande importância ao vestuário. O gosto por peças de arte constitui um dos seus maiores interesses.
São mediadores e defendem até às últimas consequências aquilo em que acreditam, no entanto são muito justos e leais, não se deixando enganar por falsas aparências. Reconhecem quando não têm razão e como são extremamente equilibrados estão sempre rodeados de bons amigos.
A nível sentimental são capazes de se valer de todo o poder de sedução que têm e o romantismo encontra-se sempre presente. Como são muito inteligentes e observadores, nada lhes passa ao lado, nem mesmo os mais pequenos detalhes.
Outra característica, de que se orgulham, prende-se com o facto de serem muito responsáveis no que fazem e quando cometem erros, sabem perfeitamente onde erraram e prontamente tentam corrigir a falha cometida.
A nível familiar, prezam muito a paz, a união e a harmonia entre todos os familiares.

Mulher: A mulher de Balança é muito meiga, carinhosa e sensível. Trata todos os que a rodeiam com muita gentileza, e gosta que a tratem da mesma maneira. O homem que deseje conquistar uma mulher de Balança, deverá ser afectuoso e carinhoso e terá que a tratar como se fosse uma rainha.
Vaidosa e não resiste à oferta de uma jóia ou um de perfume de boa marca.

Planeta Regente do Signo:
Vénus - Representa a atracção, o amor, a paixão e a beleza. Desenvolve sentimentos profundos e ajuda a ultrapassar problemas amorosos.
Aqueles que nascem sob a sua influência apreciam a arte e a beleza, são carinhosos e apaixonados.

Elemento do Signo
Ar - Representa a rapidez, a inteligência e o talento. Este elemento relaciona-se com tudo o que diz respeito à racionalidade e à inteligência. Os nativos dos signos que pertencem ao elemento Ar (Gémeos, Balança e Aquário) são inteligentes, curiosos e adaptam-se com muita facilidade a novas situações.
Detestam a monotonia, são impulsivos e idealistas.
Estes nativos sentem uma atracção especial por nativos do elemento fogo, porque enquanto os primeiros idealizam os planos e projectos, os segundos têm a energia suficiente para os pôr em prática.

(Devo dizer que, por mais estranho que possa parecer, acertaram em muitas das coisas que aqui estão escritas.)

domingo, janeiro 08, 2006

Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?

Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.

As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.

Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.

Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?

Fernando Pessoa

quarta-feira, janeiro 04, 2006

2006

Ai, tenho tanta coisa dentro de mim, tanta coisa para escrever, mas não me sai nada. Pareço um vulcão cheio de lava lá dentro, mas que não entra em erupção. É frustrante.

Bem, só vos desejo um excelente 2006 e espero que consigam aproveitar ao máximo estes 361 dias que ainda faltam.
E que 2006 seja mais pacífico do que os outros anos, que Portugal melhore a sua economia e a sua política, e já agora a educação, que bem precisa. Espero que as férias durem muito tempo. E que saibamos todos aproveitar aquilo que temos e que consigamos esquecer aquela que dizem ser a palavra mais conhecida dos portugueses, a saudade.
Quanto a mim, espero conseguir voltar um bocadinho mais ao mundo da realidade, sorrir mais, chorar menos, ter menos desilusões, ligar menos a parvoíces, viver muitas emoções, realizar os meus sonhos, admirar ainda mais a natureza... Resumindo, viver ao máximo.

Desejo o melhor para todos vocês, porque de certeza que merecem.

sábado, dezembro 24, 2005

No outro dia encontrei um diário meu, de há muito tempo, enquanto arrumava o quarto. São estas as coisas boas de se arrumar o quarto!
Foi giro ler o diário. É esquisita a maneira como eu pensava naquela altura. Eu li muitas das coisas e achei-me totalmente parva. Suponho que naquela altura era normal pensar assim.
Por acaso gostava de encontrar os meus outros dois ou três diários, para reviver os velhos tempos.

Deixo um beijinho de bom Natal para todos e, como não devo cá voltar antes, boa entrada no ano 2006*

terça-feira, dezembro 20, 2005

Porque eu não sinto que é Natal...

Este ano estou a leste de tudo isto. Não fossem os enfeites, as prendas e os vendedores de rua, estaria como sempre.
Onde está aquele espírito, aquela união que se devia sentir? Não é pelas prendas. Claro que gosto das prendas, não posso mentir. Mas o que eu gosto mais é da união familiar, o carinho, da (suposta) pureza da época!
Ainda tenho muitas prendas para comprar. Não me lembro de um Natal sem prendas! Talvez porque isso nunca tenha existido desde o dia do meu nascimento até agora. É estranho. Supostamente o Natal não são prendas. No entanto, é isso por isso que as crianças esperam o ano inteiro. Queria poder recuar o tempo alguns anos, muitos, para experimentar um Natal feito apenas de espírito.
Talvez daqui a um dia ou dois esteja mais entranhada nisto. Só me resta esperar que o espírito cresca!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Just a dream

Prendeste-me com o teu sorriso e enterneceste-me com o teu olhar. Mais tarde, o teu jeito discreto reforçou a ideia de que teria de continuar a contemplar-te.
Não foi uma, nem duas, mas foi definitiva, a terceira vez que te vi e isso bastou para me arrebateres a teus pés e fazeres de mim escrava tua.
De muitas cores já te pintei, todas cheias de vida, mas a imagem mais bonita foi a que conjugou em ti as cores do arco-íris, em que tu eras o amarelo do meu sol, o laranja da minha folha, o azul do meu mar, o anil da minha saia, o verde do meu espírito, o violeta do meu amor-perfeito e o vermelho do meu coração.
Fui-te reconhecendo bem no fundo de mim, nos confins do meu espírito, no esquecimento da minha alma.
Sonhei-te como jamais e imaginei-te como um príncipe, ou talvez como um feitiçeiro. Não, como um anjo, com forte asa, elevado espírito e enorme perfeição.
Mil presentes tenho para te dar, cada um assinado com mais amor do que o outro.
A minha imaginação percorre mundos sem fim e em todos eles te encontro. Já nem sei qual a história mais bela que inventei para nós, de tantas que já foram, todas elas bem felizes.
Um dia o véu que nos separa desaparecerá e diante de mim encontrarei o sonho perfeito.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Um ano

Oh, como as coisas podem mudar num ano.
Lembro-me de andar deprimida no início ano passado, por achar que as coisas iriam mudar radicalmente. No princípio deste ano também esteve em mim a depressão, mas desta vez mais forte e por motivos bem mais convincentes e desconhecidos.
A diferença que eu noto mais, e que hoje me fez sentir incrivelmente bem, é que estamos mais unidos. As pessoas com quem eu convivo no dia-a-dia já se vão conhecendo e falando e convivendo, o que antes nunca tinha acontecido.
Isto deixa-nos tão confortáveis e tão mais confiantes, que até começamos a gostar da nossa real situação e a descobrir coisas boas nela.
Uma conversa, uma partilha, uma frase, um sorriso, uma brincadeira, uma confidência, um elogio, um desenho. Um tempo, tempo de mudança.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Hoje, por volta das 9h

Acordei mais cedo do que é normal. Vi-me ao espelho e o meu rosto estava branco, branco como eu nunca o tinha visto. As rosáceas nas maçãs do rosto que me caracterizam não estavam lá. Não havia vestígios de cor no meu reflexo, apenas dois pequenos pontos vermelhos se distinguiam numa das faces.
Tomei um banho quente, que na altura me ajudou a acordar.
Começou a rotina.

Agora o meu rosto ferve. As minhas mãos estão quentes e, apesar de não sentir os pés, o resto do corpo está quente. O casaco foi despido e ficou para trás.
Estou junto à janela que está aberta, mas o meu corpo não arrefece.
Os olhos tendem, consecutivamente, a fechar.
Lá fora, a luz solar ilumina o nosso dia e o céu está, mais uma vez, limpo. Os estores estão fechados para o sol não nos bater nos olhos e nem nos distrair.
Lembro-me dos dias de Verão. Hoje parecem mais próximos, porque parece que os dias passados em casa, com os pés e as mãos estendidos na direcção do fogo, já passaram. Se não fosse a falta do aroma das flores, sentia-me num dia de começo de Primavera. Até se ouve o canto dos pássaros.
Daqui a 2 horas e 35 minutos acaba tudo. A minha cabeça vai poder descansar, mas o meu corpo não pode seguir o mesmo caminho.
Espero no princípio do fim-de-semana poder sentir-me entre os anjos.

domingo, dezembro 11, 2005

O ar estava ameno, no entanto o vento frio causava uma situação de desconforto.
O céu estava todo azul e só a enorme lua se intrometia na sua homogeneidade. A luz do sol reflectida na superfície do sujo rio feria os olhos.
O rio tinha um cheiro desagradável. A maré estava a descer. A corrente do rio estava fortíssima.
Inúmeros barcos por ali passavam. Desde um enorme cargueiro, a alguns barquinhos com as velas subidas. Cheguei a ver um minúsculo barco a tentar subir o rio, contra a maré, sem qualquer sucesso.
As gaivotas sobrevoavam-nos. Algumas pousavam no rio e deixavam-se levar pela maré.
O barulho dos carros a passarem na ponte cortava a paz daquele momento.
As pessoas que por ali andavam traziam vivacidade à paisagem, tornavam-na mais agradável. No caminho para o carro, vi um rapaz e uma rapariga num banco, sentados, a apanharem sol e a observarem o rio. Desejei trocar de lugar com eles e estar acompanhada pelo meu anjo, ou até mesmo estar ali sozinha.
Foi mais uma tarde passada em família.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Precipitação

Penso que todos nós já fizemos uma avaliação precipitada sobre alguém. Talvez seja uma característica do ser humano. Ou talvez exista alguém que nunca o fez.
Muitas vezes a primeira impressão sobre alguém é a que marca e a que permanece. Essa opinião pode mudar, dependendo da disposição da pessoa que fez a avaliação.
Já me aconteceu várias vezes cometer este erro. Talvez devido à minha impaciência para certas coisas. Mas a verdade é que a maior parte das vezes recebo boas surpresas.
Lembro-me que numas férias de Verão, durante um campo de férias, fizemos uma actividade que consistia em ir, um por um e em silêncio, a uma bacia cheia com água, olhar para ela, ver o nosso reflexo e pensar sobre as pessoas que tinhamos julgado precipitadamente naquele campo.
A verdade é que todos os dias eu devia fazer aquele exercício. Talvez ajudasse.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Fantasia

Era uma vez um rapaz e uma rapariga. Ele era famoso mundialmente. Ela era uma adolescente como tantas outras.
Quis o destino que se conhecessem e que mais tarde partilhassem um amor.
Passou-se um ano desde a primeira vez que os seus lábios se tocaram. Um ano. E é passado um ano que eles passam o seu primeiro fim-de-semana oficial juntos. Foram para um hotel de classe em Londres. Eles, todos os colegas dele e as respectivas acompanhantes.
Ela estava radiante, o medo que antes sentira, e que voltaria a sentir mais tarde, desaparecera com a presença dele a seu lado. Depois de se instalarem, decidiram todos ir conhecer a cidade e tentar divertir-se ao máximo.
Mais tarde, poucas horas antes do jantar de cerimónia, ela desapareceu, mas ele não se preocupou pois sabia onde ela estava. Ele tomou um longo e quente banho para relaxar e vestiu o seu escuro e elegante fato. Pouco depois ela apareceu, deslumbrante. Ele ficou sem palavras e ela nunca se tinha sentido tão bela. Tiraram fotografias na suite e cada gesto de ternura que trocavam refletia o amor que sentiam. Foi o amigo que gravou aquele momento. O melhor amigo dele e dela, o amigo das brincadeiras, das confissões, dos sorrisos, das lágrimas, das felicidades, das angústias. O amigo.
Chegou a hora e eles foram para a cerimónia e ela cobriu as suas costas com uma maravilhosa encharpe.
Conseguiram ambos escapar às habituais fotografias da entrada dos convidados. O coração dela batia a toda a velocidade, mas o toque da mão dele na sua acalmou-a e fê-la sentir-se protegida. Durante o jantar ela conheceu alguns dos seus ídolos sem conseguir esconder a sua excitação. Ela tentava manter-se discreta, apesar do seu longo vestido sem costas, da arte com que estava penteada e da magia das cores e das formas com que o seu rosto estava pintado. Ele não conseguia tirar os olhos dela e não era o único.
Horas mais tarde voltaram ao hotel, cansados, doridos e com sono. Ela tirou as sandálias de salto que combinavam com o seu vestido e que tornavam os seu pés perfeitos, e foi-se preparar para dormir. Ele convidou os amigos para irem à sua suite comemorarem o prémio que tinham ganho.
Ela já dormia e sonhava e sorria. Acordou de repente, como que se com um pressentimento. Ele não estava deitado a seu lado. Foi até à porta do quarto e sentou-se junto a ela, no chão, encostando os joelhos ao peito e envolvendo-os com os seus braços. Ele continuava acordado, agora apenas acompanhado pelo amigo. Ela ficou a ouvir. "Nunca o fizemos. Claro que já pensei nisso e já lho disse, mas ela é muito controladora. Esta tarde, depois de ter tomado banho, ela passou por mim apenas de toalha e veio-me dar um beijo, que acabou por se transformar em vários. O ambiente começou a envolver-nos mas ela resistiu e foi-se vestir, e eu também fui obrigado a controlar-me." Nunca ele se podia ter declarado de forma tão sincera a ela. "O desejo que eu sinto, e que aumenta cada vez que olho para ela, está sempre presente. Mas todas as noites que dormimos juntos eu não preciso de estar dentro dela para respirar o calor do seu corpo e sentir a fusão dos nossos corpos num só." Ela voltou para a cama e nessa noite ela dormiu como um anjo.
Amanheceu e ela acordou enquanto a luz de manhã inundava o quarto. Ele ali estava, a observá-la e isso deixou-a segura. Ela estava preparada. Chegou-se a ele, abraçou-o e beijou-o. O ambiente aqueceu, as carícia começaram e pela primeira vez ele não precisaria de parar. Pouco depois os dois corpos nus já estavam um sobre o outro, a respirar o calor um do outro, a amar-se. Na cabeça dela tudo era uma maravilhosa dança de mil e uma cores que a fazia feliz, e as imagens foram mudando. Ele saiu de dentro dela mas os seus corpos permaneceram colados, quentes. Naquele momento sim, ela nunca se tinha sentido tão bela. Foi então que ambos ouviram pela primeira vez a voz um do outro desde a noite anterior, dizendo um simples e sentido "Amo-te".
Desde esse momento que se tornaram inseparáveis. O amor cresceu. A paixão entre eles ardia aos olhos de todos. O romance continuou.
Quis o destino que, mais tarde, muito mais tarde, seguissem caminhos diferentes, mas sem nunca perderem a amizade e a cumplicidade que os caracterizava.
E viveram felizes para sempre, separados, mas para sempre unidos.

terça-feira, novembro 29, 2005

A minha sorte

Há realmente alguém que me está a sorrir desde quarta-feira, sorriso esse que eu tanto senti no domingo. Quarta-feira porque as dores de cabeça me deixaram e as tonturas se desvanceram, e porque foi nesse dia que a minha sorte começou. Aquilo que eu ganhei deixou-me radiante, mas não durou o dia todo, pois, se bem me lembro, quando me deitei estava bastante desanimada.

Foi tudo correndo como habitualmente, até domingo. Domingo a minha sorte aumentou e durante quatro horas eu consegui retribuir àquele sorriso com uma enorme alegria e emoção sinceras. Penso que não me sentia assim feliz há algum tempo e soube tão bem...

Ontem de manhã, quando tudo já tinha voltado ao normal, fiz a minha viagem matinal em silêncio. Não fosse a presença do meu pai e a falta do meu urso e estaria dividida entre a tristeza e um bem-estar infinito.
Pela primeira vez gostei daquela música que ouvi. O sono imperava em mim. O nariz e as mãos estavam geladas. Mas isso deixava-me confortável, deixava-me bem comigo mesma. O que me fazia sorrir era a lembrança da noite anterior. Mas não passava disso, de uma lembrança, e estava triste por ter acabado e por estar triste por isso. Estava triste por não ter conseguido fazer a felicidade permanecer.
Passei o dia com saudades de não sei bem o quê. Apenas sei que precisava de mimos, mimos esses que não tinha, porque os mimos de que eu precisava não eram mimos de pais ou amigas, mas mimos de alguém que não mos pode dar. Ou seja, sentia falta de uma coisa que nunca tive.
Desejei todo o dia estar em casa para me poder agarrar ao meu urso, talvez por pensar que era os mimos dele de que eu precisava. Mas talvez não fosse a falta de mimos que me mantinha encurralada, porque a minha carência continuou.
E o perfume de homem que eu pus de manhã não ajudou em nada, pois o seu aroma fazia-me lembrar, não de alguém específico mas, de alguma coisa que eu nunca tive.
"A verdade é o que vai desde aquilo que pensamos até àquilo que fazemos"

Padre Alberto

quinta-feira, novembro 24, 2005

Os últimos três dias

Fecho os olhos e o mundo escuro começa a rodar. Roda tanto... Como se estivesse tonta depois de rodar sobre mim vezes sem conta, de braços abertos e olhos fechados.
A cabeça doi como tudo, dia após dia, sem dar qualquer descanço.
As tonturas são mais que muitas. Estou sentada, de repente a cabeça começa a dirigir-se perigosamente depressa em direcção ao chão. Fica tudo escuro! Não, afinal ainda estou sentada na cadeira, mas deito-me em cima da secretária para prevenir.
Durante o dia parece que corre tudo como de costume, apesar de sentir a todos os momentos as emoções à flor-da-pele. Chego a casa e o tempo acaba para tudo. Aquele tempo que eu tinha em ambundância só para mim acabou.
E esta nostalgia que frequentemente se faz sentir não melhora nada.
Paro um bocadinho. Recebo uma massagem na cabeça, tão bom... Fecho os olhos, o corpo está mole. O tempo, agora, parece infinito. Ouço cantar uma música de embalar da minha infância. Começo a ver tudo nublado devido à parede de água que se forma nos meus olhos, que ameaça desmoronar-se mas isso eu consigo evitar. Nem tempo tenho para chorar. Fecho mais uma vez os olhos para tentar fazer durar aquele momento para sempre, porque eu sei que quando os voltar a abrir já tudo voltou ao normal.
Custa-me continuar, mas vontade e esperança não me faltam. Se ao menos a cabeça parasse de rodar...

(Escrevi este texto ontem à noite. Hoje o dia correu bem melhor e já vejo com lucidez o que está à minha frente. Parece que estão a sorrir para mim e que a mão me afaga o cabelo.)

sexta-feira, novembro 18, 2005

Peço imensa desculpa por ter andado desaparecida, mas não tenho tido tempo de vir ao computador. As coisas cá por casa andam a mil à hora.
E é também por isso que não vos tenho vizitado. Mas prometo que quando isto por aqui estiver mais calmo vos vizito a todos.

Se há uma coisa que aprendi com esta confusão toda é que, quando tudo voltar ao normal, nunca mais vou dizer que não tenho tempo.

domingo, novembro 06, 2005

Pequenas maravilhas

Após um dia passado com o roupão vestido e embrulhada num cobertor, passei por uma janela, ao final da tarde, e vi uma luz dourada inundar o quarto. Tirei o roupão, abria a janela e deixei que o vento frio me tocasse a pele.
Olhei para o céu, todo ele azul e laranja junto ao horizonte. Descobri uma pequena linha branca que pintava o céu: a lua. Vi inúmeros pássaros a voarem sobre a paisagem, a dar-lhe vida; um avião e uma luzinha laranja a piscar bem longe.
O sol estava cada vem mais pequeno, a esconder-se atrás da cidade.
Imaginei que os prédios, as construções e a destruícão que via à minha frente eram a mais bela das paisagens. Então fechei os olhos e respirei fundo, e senti que aquele ar poluído que me entrava nos pulmões e me dava vida era o mais puro de todos.
O sol desapareceu, mas continuava a dar cor ao infinito céu e tranformava, aos poucos, o laranja do horizonte não num rosa e mais tarde em púrpura, mas num tom estranho, entre o laranja e o castanho.
Não havia o mínimo vestígio de nuvens, o que fazia adivinhar uma noite perfeita, com todas as constelações expostas, mas talvez não à vista dos meus olhos.
O ar estava cada vez mais frio. Só me restava fechar a janela e voltar, não sem antes ver um casal de gaivotas voar na minha direcção, um avião a desenhar no céu uma linha rosa com o seu jacto, ver uma estrela a tentar encher o enorme pano azul e mais uma vez observar a grandiosa lua.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Conhecimento de mim mesmo


O conhecimento de nós mesmos pode ser comparado a uma janela de quatro vidros, porque está dividido em quatro partes:
  1. o que eu conheço, e os outros não conhecem;
  2. o que os outros conhecem, e eu não conheço;
  3. o que eu e os outros conhecemos;
  4. o que ninguém conhece, nem mesmo eu.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Força!

Como é que a vida de uma pessoa pode mudar totalmente de um momento para o outro? Faz-me confusão ver como uma pessoa que tem uma vida segura pode cair num buraco por um deslize ou simplesmente por força do destino.
Foi assim como se de repende que esta realidade conhecida, mas longínqua, me envolveu. Não se passou comigo, mas com pessoas conhecidas.
Uma doença, um acidente de trabalho e tantas outras coisas transforma uma pessoa. Lembro-me daquele sorriso... O sorriso de dentro reflectido no de fora. Agora o sorriso pode lá estar, mas mais machucado, diferente, talvez até mais maduro.
Eu nem consigo imaginar a força que é preciso para superar algo assim, é algo brutal. E uma situação assim traz muitas responsabilidades, o que implica ainda mais força para conseguir tomar as decisões necessárias.
As pessoas que passam por isto merecem, sem dúvida, o meu espeito, pela força e coragem que demonstram para continuar. Força!

segunda-feira, outubro 24, 2005

Aprendi a gostar e a conhecer.

Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.

São coisas no alto que são

Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?

Fernando Pessoa, 17-6-1932

quinta-feira, outubro 20, 2005

Não vale a pena dizer "Adoro-te" se isso não for demonstrado...

terça-feira, outubro 18, 2005

Pedacinhos do que sinto, sem me querer alongar.

Nestas últimas horas que restam para acabar um ciclo que se repete todos os anos, digo que a minha esperança é infinita, que muitas vezes sou imprevisível e que a maneira como ele me olhou ontem de manhã, logo depois de eu ter despertado e aberto os olhos, me deixou ainda mais apaixonada.

(Quando eu falo do "ele", falo de um urso ao qual me gosto de agarrar, por ele ser tão quentinho, e que me faz lembrar a todos os momentos aquele amor tão estúpido, impossível, irreal e que só existe nos sonhos que eu sinto por alguém que não conheço. Eu sei que isto não é amor (era impossível ser), pois ele não me põe as pernas a tremer nem eu dava tudo para o ter, mas sei que é algo forte, que me faz feliz e me anima e no qual eu procuro algum suporto quando preciso, do qual eu me vou rir daqui a alguns anos!)

quinta-feira, outubro 13, 2005

Típico Sábado de Inverno

É bom acordar com o som da chuva ou de um trovão, enroscar-me ainda mais nos cobertores e em mim própria, para manter o frio afastado e ficar acordada na cama durante um longo tempo. Depois, levantar-me e comer as torradas bem quentinhas e beber o leite fervido, e esperar, deitada no sofá e coberta por um cobertor, pela chegada do almoço. Após uma quente refeição, deitar-me na cama e ler aquele livro no qual já não toco há dois meses e adormecer passado um pouco. Já desperta, tomar um longo banho com a água a ferver, e quando esta toca na minha pela, ela arrepia-se e fica vermelha. Ao final da tarde, sentar-me no sofá, com as confortáveis calças de fato-de-treino e a camisola larga vestidas, com o xaile sobre os ombros e meias de lã nos pés, e ver o último filme da tarde enquanto bebo um quente e delicioso chá. Durante o serão, estender-me sobre as almofadas, em frente da lareira, e deixar-me lá ficar até adormecer. Mais tarde ser acordada e ser levada para a minha gélida cama.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Onde estás???

Aquela rapariga divertida, sorridente, bem-disposta, presente, cheia de energia, que conseguia passar os dias com um sorriso estúpido na cara, que se sentia quase sempre feliz e participativa parece que desapareceu. Ou pelo escondeu-se muito bem, porque eu tento procurá-la e não a encontro.
Os sonhos, o optimismo e a esperança persistem, mas nem eles me dão forças e me incentivam a continuar.
Sinto-me perdida no meio disto tudo. Parece que tudo me irrita e me passa ao lado. Sinto-me revoltada (dizem que isso agora está na moda!), triste e desmotivada. Tudo aquilo que eu um dia disse que não estava correcto se está passar comigo. E logo nesta altura...

Onde é que eu estou?

terça-feira, outubro 04, 2005

Aquilo que me faz sorrir

Adoro os fins-de-semana em família, em que a diversão é garantida, o convívio do melhor e onde não há preocupações!
Adoro o sorriso de uma criança, os seus mimos, a sua inocência, as suas brincadeiras.
Adoro ficar a olhar para as pessoas enquanto elas dormem, porque estão tranquilas, longe de qualquer complicação.
Adoro o mar, só por ser mar. Ficar horas à frente dele, contemplando-o e sentindo a sua humidade vir-nos contra a cara.
Adoro a noite, a lua e as estrelas. Observar o céu e todas as noites descobrir coisas novas.
Adoro olhar para dentro dos carros, quer esteja na rua ou dentro de um deles, e descobrir dentro deles pessoas conhecidas ou simplesmente inventá-las.
Adoro dizer adeus a pessoas que não conheço. Gosto quando me sorriem na rua.
Adoro passar o fim-de-semana em casa, sem fazer nada, a ler um livro ou a ver televisão, e de comer bolo de chocolate ao lanche.
Adoro uma boa música, que nos transmite alguma coisa e que nos emociona. Gosto de ouvir a mesma música vezes sem fim.
Adoro o pôr-do-sol e o nascer da lua.
Adoro uma boa companhia e uma boa conversa.
Adoro um chocolate quente quando os dias são frios, e um gelado quando o calor é insuportável.
Adoro aquela sensação de liberdade, de passear sem rumo ou de repetir o mesmo caminho todos os dias só para ver uma pessoa.
Adoro todos aqueles a que chamo de "meus amores" e de sentir o que eles me fazem sentir.
Adoro surpresas, surpresas boas.
Adoro sonhar, de inventar, de pôr a minha criatividade a funcionar...
Adoro sorrir!

terça-feira, setembro 27, 2005

Cansada...

Estou cansada, tão cansada... não é o corpo que me pesa, mas sim a mente, de tão dorida que está. E o corpo recente-se disso. As forças faltam-me, logo agora que basta um pequeno empurrão. Está tudo mal e eu já não consigo controlar o que quer que seja. O sono vem quando não pode e quando deve vir não se mostra. As lágrimas ameaçam cair nos momentos mais inconvenientes e é preciso muita força para as reter, força essa que já quase não possuo. O tempo passa cada ver mais depressa, tão depressa... demasiado depressa! Já são poucas as coisa que me fazem feliz, e os sorrisos parecem sair forçados e os que são genuínos não são reconhecidos. A cabeça dói muito e em todos os momentos, não há descanço, as pancadas batem cada vez com mais força, aumentando o seu ritmo. Todos os meus pensamentos me prejudicam, me magoam, e o que antes de me fazia sorrir, agora faz-me chorar. Todos os meus sentimentos estão à flor da pele e a irritação é cada vez maior! O meu desejo, o único que é possível de se concretizar, parece querer fugir de mim, e isso está-me a destruir cá dentro!
Só me apetece ficar parada, totalmente quieta, com os olhos fixos num ponto que se esvaia, com o meu espírito a voar para longe e sentir o mundo a avançar e a passar-me ao lado. Só me apetece descansar. Só me apetece perder este comboio.

No entanto, com a cabeça ainda a doer e uma sombra de um sorriso nos lábios, a esperança não morreu, o que me faz continuar e crer que esta dor vai passar...
"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."

Charlie Chaplin

terça-feira, setembro 20, 2005

17-09-2005

Uma manhã muito atribulada,
um almoço complicado
e lágrimas derramadas na pior altura.
Um sol calorento,
um vento desagradável
e uma praia quase deserta.
Uma companhia muda,
algum embaraço
e o primeiro conforto do dia.
Um pôr-do-sol lindo,
laranja e rosa
e uma mínima névoa sobre o horizonte.
Uma, duas fotos,
um banho quentinho
e uma voz a chamar.
Uma lua cheia perfeita,
a aparecer por trás do parque de campismo,
enorme e amarela.
Um jantar saudável,
um passeio na vila,
o ar frio e húmido.
Um carioca e um gelado,
uma careta
e um céu pouco estrelado.
Uma concentração imensa,
uma distração
e uma boa noite de sono.
Uma esperança,
morta e ressuscitada,
uma esperança infinita!

sexta-feira, setembro 16, 2005

Troca de mails

No outro dia decidi começar a escrever mails a contar novidades ou simplesmente a falar de alguma coisa e enviei-os a alguns amigos meus. Confesso que horas após o ter mandado me senti um pouco insegura sobre o que tinha feito, mas não podia voltar atrás. Gostei da reacção deles, dos que me falaram sobre isso, e isso inspirou-me e motivou-me para lhes enviar mais mails, e foi o que fiz. Hoje, alguns disseram-me que devia continuar.
Acho que é bom eu fazer isto. É uma forma de partilhar momentos e parte de mim com eles, o que se calhar não tenho oportunidade de fazer quando estamos juntos ou porque não calha, ou porque é demasiada "confusão".
É uma experiência que vou repetir mais regularmente.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Recordações


Porque há momentos que são necessários recordar, para nos rimos ou para chorarmos, ou simplesmente para recordarmos. Nunca é demais recordar, o que não podemos é viver das recordações, pois, por mais doces que sejam, são passado. Só nos resta continuar e acreditar que um dia acontecerão mais momentos especiais, mas não os mesmos, pois esses são únicos.

Enquanto tentas seguir em frente, podes recordar esses momentos sempre que te apetecer, ouvir uma música calma, chorar e fingir que está tudo bem!

quinta-feira, setembro 08, 2005

Noite mágica



Era mais uma noite normal, como tantas outras. Desci ao quintal e, tal como sempre, mirei o céu, à procura daquela que adoptei como sendo a mnh constelação. Surpreendi-me, então, ao ver o céu todo estrelado. Encontrei todas as constelações que conhecia bem, e as outras inventei-as.

Foi então que ouvi alguém dizer que junto ao mar o céu deveria estar ainda mais maravilhoso. Eu fui até lá, o mais rápido que pude, para comprovar o que haviam dito. Escolhi a praia mais sossegada e escura e assim que olhei para o céu, sorri-lhe e enamorei-me. Estava perfeito, como só ele pode ser: despido, mostrava as estrelas, todas elas, até à mais pequenina e infinita de todas; e a lua só agora nascia. Pairava sobre o mar, grande e laranja, com uma beleza sem igual.

Estendi-me sobre o areal e permaneci em silêncio a admirar as estrelas. Não era a primeira noite que via o céu tão estrelado, mas aquela noite estava a ser mágica. As infinitas luzinhas dançavam sobre mim, cintilando mais do que eu achava possível.

A noite foi passando e eu fui esvaziando a minha mente. Agora a lua reinava lá no alto, pálida. Sentia-me totalmente absorvida por toda aquela beleza e imaginei-me a caminhar sobre o Caminho de Santiago e a utilizar a cauda da Ursa Maior como escorrega. Regressei a mim e reparei e reparei que todas as estrelas haviam rodado em volta daquela que é sua mãe e nossa guia.

Ao longo da noite, vi uma, duas, várias pingas douradas e enchi-me de desejos. Nessa noite o céu estava generoso para comigo!

O luar apagou muitas estrelas, e só as mais brilhantes permaneceram visíveis. Observei todo aquele império sobre mim e adormeci mirando a minha constelação. Devo ter dormido de olhos abertos, pois toda aquela fantasia continuava gravada na minha mente.

Fui acordada por pequenos chuviscos e encontrei-me no meio de um intenso nevoeiro. O sonho de uma noite perfeita, que previa um dia de sol esplêndido, tinha acabado. Regressei a casa para mais um dia normal, como tantos outros.

Estou confusa.
Sinto que as férias me ajudaram de alguma maneira a resolver alguns problemas, mas parece que voltou tudo ao mesmo, agora que voltei!
Aquela sensação de liberdade desapareceu e a monotonia voltou.
As saudades começam a apertar.
É estranho, muito estranho. Sinto que ainda não estou preparada para recomeçar.
Estou um bocadinho mais perdida... a minha mão parece estar escondida por detrás deste nevoeiro!

segunda-feira, setembro 05, 2005

De volta

Voltei de férias!!!

Tenho a dizer que as férias foram bem aproveitadas e que me diverti bastante. Andei por aqui e por ali, mas não conheci muitos, ou quase nenhuns, lugares novos.
Gostei principalmente da liberdade que me deram e não gostei de certas estupidezes que aconteceram no final, mas que são para esquecer.
Adorei a companhia e de conhecer melhor algumas pessoas.

Agora só me tenho de habituar à ideia de que vou voltar à rotina para a semana. E nos dias que me restam, vou aproveitar para pôr tudo em ordem, para reencontrar o pessoal e para me divertir!

Bem-vindos de volta!

sexta-feira, julho 29, 2005

Férias!





Vou de férias. O blog vai ficar parado durantes uns tempos mas, quando voltar, volta tudo ao normal.
Obrigada por vizitarem o meu blog e por comentarem. Obrigada por tudo.
Boas férias para todos!

quinta-feira, julho 28, 2005

Cérebro

Gostava de poder entrar dentro da cabeça de alguém. Não para saber o que pensa, o que até seria bom, mas para ver como tudo se arruma lá dentro.
Gostava de entrar dentro do meu próprio cérebro, para descobrir como as informações, sentimentos e sensações se encaixam. Poder saber porque é que, de vez em quando, nos lembramos de situações do passado sem qualquer importância e porque é que temos tanta coisa cá dentro que desconhecemos. Queria saber como tudo funciona. Queria poder apagar várias nuvens que param sobre mim. Queria saber como funciona o nosso cérebro e como se organiza tudo dentro dele.
Mas penso que isso vai continuar a ser um mistério para mim.

segunda-feira, julho 25, 2005

Guia

Passei muito tempo a olhar para esta mão. Até demasiado, talvez. Mas a verdade é que eu sentia que ela tinha algum significado, contudo não conseguia perceber qual. Uma noite, enquanto rebolava na cama sem conseguir adormecer, vi a mão e o seu significado. O significado que ela tem para mim...


A partir do nosso primeiro contacto com a atmosfera terrestre é-nos dada uma mão. Mão essa que é perfeita e que temos de seguir para que a nossa vida faça sentido. Ela acompanha-nos sempre durante a nossa "difícil caminhada", mas nunca a conseguimos ver.
Ela está sempre à nossa frente, a guiar-nos, e mesmo que nós a rejeitemos e não sigamos o caminho que ela nos indica, ela nunca nos abandona. Muitas vezes somos nós que a atropelamos, tem outras vezes que são outros que o fazem, mas ela continua lá, sempre.
No final, podemos não ter chegado ao destino pretendido e o caminho que fizemos pode não ter sido o desejado, porém, na meta, nós vemos uma mão, magoada, que se estende perante nós, e só a nós nos cabe decidir se lhe damos a nossa mão e nos deixamos levar por ela até àquilo a que chamam paraíso, ou se simplesmente a rejeitamos, como o fizemos durante a nossa vida.

sábado, julho 23, 2005

Carta

Querida Admiradora,
Respondo-te à carta que me enviaste, agradecendo e também eu te felicitando. Obrigado pela lembrança.
Bem, a tua curiosidade só vai ser satisfeita quando um dia me fizeres essa pergunta pessoalmente. Concerteza não te reconhecerei, não terei como, mas irei lembrar-me de ti.
Agora que estou de mudança, quero que saibas que adorei saber um pouco de ti através daquela carta. Gostei de saber que alguém me admira de forma tão grandiosa, e isso, de algum maneira, fez-me crescer. Emocionei-me quando me falaste do teu "problema", mas quanto a ele nada posso fazer, como tu já estavas à espera. Porém, quero que saibas que te admiro, pela tua coragem, dedicação e força.
Não cortes as asas à tua imaginação. É ela que faz de ti a pessoa que és, e mesmo que, por vezes, o que desejas te pareça impossível, nunca desistas e vai até ao fim, onde irás saber realmente se poderás concretizar o teu sonho ou não. Vai em frente e continua a sonhar. É certo que vais cair muitas vezes, como já me aconteceu, mas tu tens a força suficiente dentro de ti para te levantares as vezes que quiseres e para continuares a lutar com um sorriso na cara. Mas muitas vezes uma só vez basta, para veres aquilo que realmente importa.
Sê tu própria e não tenhas medo de sonhar, pois um dia terás tudo o que realmente desejas.

Um beijo grande desta pessoa que conhece um pouco de ti e que te deseja tudo do melhor,

The little and the best
(como tu me chamaste)

sexta-feira, julho 22, 2005

Hipoteticamente

Apetece-me fugir. Fugir para poder sair um pouco de casa e estar apenas com uma pessoa especial.
Poder estar o tempo todo com ela, divertir-me e ser muito feliz! Andar por aí a olhar para dentro dos carros e a dizer adeus a perfeitos desconhecidos. Apreciar o que há de bom na natureza e aproveitar muito.
Poder ficar o dia inteiro na praia, debaixo de um sol abrazador, ou passear pelas ruas e descobrir ruelas perigosas.
Fugir de tudo e todos e conhecer tudo e todos.
Perseguir e ser perseguida.
Saltar, cantar, ouvir, dizer, molhar, chorar, rir, gritar...
Hipoteticamente isso pode acontecer, hipoteticamente...

quarta-feira, julho 20, 2005

Estupidamente feliz

Hoje sinto-me estupidamente feliz.
Não percebo bem porquê, porque não aconteceu nada de novo. Sabes aqueles dias em que acordas bem disposta e te sentes feliz? Pois bem, eu acordei como sempre, cheia de sono e fui ver a minha série matinal. Acho que só me começei a sentir assim depois do almoço.
Sinto-me mal e estúpida por estar assim. O que me rodeia não me dá motivos para estar assim. Não que a minha vida esteja uma miséria, mas se eu tivesse em conta tudo o que me rodeia, o meu estado de espírito seria o normal: irritadiça e sorrindo de vez em quando. Mas não estou assim!
Já disse que me sinto estúpida? Pois, não é bem estúpida, mas sim patética. Mas mesmo assim não consigo deixar de me sentir feliz. E parece que o que me dizem e fazem me deixa ainda mais feliz. Estive a tarde toda com um sorriso estampado na cara. Aquele sorrisinho que irrita todos os que olham para nós, por ser sempre igual e sem uma causa aparente.
Enfim, às vezes sabe bem passar assim um dia.
Hoje sinto-me pateticamente feliz.

segunda-feira, julho 18, 2005

Ventos

Nada quero que tu me digas. Apenas quero ouvir a tua voz, saber como ela é e poder enamorar-me dela.
Quero-te poder ver todos os dias. Poder contemplar-te com os meus olhos e não com a minha imaginação.
Quero ver, mais uma vez, a tua pele queimada, e os teus braços cruzados sobre um peito perfeito. Quero ver-te a andar sobre a areia quente e a fugir da água gelada.
Quero olhar-te olhos nos olhos, como só uma vez aconteceu, e descobrir toda a tua beleza através deles.
Quero ver-te lá em cima, imponente. Quero observar-te de longe, naturalmente, como se de nada se tratasse.
Quero, mais uma vez, que me toques com o teu sopro e me trespasses com o teu olhar.
Quero fazer tudo para chamar a tua atenção. Quero que me ignores. Quero que venhas ter comigo. Quero ser insignificante. Quero tocar-te com a minha pele molhada. Quero fingir que não senti nada.
Quero que esperes até eu te reencontrar.
Quero continuar a ser uma qualquer que só te quer admirar.
Quero voltar e fazer tudo outra vez...

A fuga

Estávamos sentados num banco de jardim. Era verde, e nunca o poderia deixar de ser. Estávamos lado-a-lado, a olhar em frente. Raramente olhava para ti, talvez por vergonha, mas quando olhava reparava em cada promenor do teu rosto. Fascinavas-me, e cada vez mais sentia que o meu coração te pertencia. Se cada vez que olhava para ti, só via metade do teu rosto e mesmo assim já me perdida dentro de ti, nem queria imaginar como seria se visse a outra metade.
Nunca nos olhámos nos olhos. Nunca, até que, passados vários dias, eu consegui sentar-me de lado e virar-me totalmente para ti. Toquei-te no braço e tentei virar-te para mim. Tu resististe, mas sabias que mais cedo ou mais tarde me terias de olhar nos olhos. Quando esse dia chegou, apanhaste-me de surpresa. Não estava preparada para aquilo que encontrei. Os teus olhos assustaram-me. Eram negros, sombrios. Todo o teu rosto se havia modificado. O que antes era belo, tornou-se terrível.
Assustei-me e fugi. Corri com todas as forças que tinha. Sempre que olhava para trás tu estavas lá, a perseguir-me. Estava cansada, mas não parei. O medo atormentava-me.
Não conseguia mais. Há muito que corria e tu não me deixavas. Parei. Esperei que me apanhasses. Fechei os olhos. Senti uma brisa gelada trespassar-me o corpo e a alma. Abri os olhos e nada vi.
Tu não eras nada mais do que um fantasma.

quinta-feira, julho 14, 2005

Estados

Acho que acabei de perder a oportunidade da minha vida! Se calhar estou a exagerar (estou de certeza), mas era a oportunidade que eu tinha de ficar mais perto de realizar o meu sonho. Eu sei que foi um sinal...só pode!
Não sei o que sinto. É confuso. Parece que tudo vai continuar um sonho. Mas estou feliz, excitada e um pouquinho desiludida comigo mesma.


É inacreditável como uma pessoa pode mudar de estado de espírito de um momento para o outro, pelo menos eu falo por mim. Não que me tenha acontecido alguma coisa, mas aconteceu a alguém que significa muito para mim. Dizem que nós sentimos o que os nossos amigos sentem. Eu já sabia que era verdade, mas não sabia que podia afectar assim tanto...enfim. Esperemos que corra tudo pelo melhor. Só temos de ter forças para lutar.

terça-feira, julho 12, 2005

Nada mais posso dizer!

Eu gostava de escrever algo que me espelhasse a alma e tudo o que eu sinto neste momento. Em tempos conseguia fazê-lo, mas agora é mais difícil. A minha inspiração navegou até outros portos, e sem ela os meus textos parecem não fazer sentido.
Eu queria escrever palavras bonitas, que te enaltecessem. Queria dizer o quão especial és para mim. O quão importante é ter uma pessoa como tu a meu lado. Um anjinho que me guarda a alma e que aparece quando eu mais preciso. Fazes-me sentir tão pequenina, e ao mesmo tempo enorme.
Sinto que não necessito de palavras bonitas para descrever tudo aquilo que és e já fizeste por mim. Mais uma vez obrigada.

Este post é para uma pessoa muito especial, que me tem protegido e ajudado. É uma autêntica anjinha, aquela rapariga alta, de cabelos castanhos. A sua beleza é inconfundível, e aquelas sardas ainda a tornam mais especial. Ela sabe o que eu sinto. Ela sabe do que eu preciso. Foi ao seu lado que eu descobri uma boa parte de mim, naquelas férias que passámos quase sempre juntas. Ela é demasiado especial para mim. Se calhar eu não a mereço, mas vou fazer TUDO para a merecer, pois ela é demasiado importante para eu a perder. É ela que me torna especial. Obrigada.

segunda-feira, julho 11, 2005

O meu Mundo Fantasia

Cada vez vivo mais num mundo de fantasia. Ainda não perdi a noção da realidade, e até acho que estou longe disso, mas aquele mundo que me faz sorrir mais vezes é o que não existe!
Não que eu tenha uma vida triste, mas eu acordo todos os dias a pensar que pode ser nesse dia que eu vou poder viver o meu sonho. São os meus sonhos que me fazem sorrir. Ou então é uma simples fotografia. Ou então uma frase que me faz pensar que estou mais perto!
É no meu mundo de fantasia que eu sou feliz. É para esse mundo que eu sorrio todos os dias. É esse mundo que me dá o que eu tenho de bom. O meu mundo normal é o que me traz o mal. Nem tudo o que recebo dele é mau, mas a maioria é má.
Eu não quero viver no meu mundo fantasia. Eu não quero viver no meu mundo normal. Eu só quero viver.

O mundo côr-de-rosa não existe rapariga. A tua vida não é um sonho! Vive no real e sonha apenas de vez em quando. Não te deixes absorver. Sê forte. Tens de lutar!

quinta-feira, julho 07, 2005

Ninguém tem o direito de tirar vidas. Absolutamente ninguém!
Estou cansada. Cansada de mim, só isso. As alegrias são cada vez menos, e os problemas vão aumentando. E quando parece que tudo se está a compôr, basta uma simples coisinha que volta tudo a cair! A verdade é que não estou deprimida, mas há certas coisas que me metem nojo. Como é que existem pessoas que, ao quererem defender uma causa que consideram nobre, são capazes de matar pessoas?! É inacreditável. E também é por isto que a minha felicidade nunca pode ser total! Mas a vida é assim...nem sempre é justa, mas é sempre para ser vivida!

quarta-feira, julho 06, 2005

Creoula

Foi há um ano! Por esta hora devia eu estar no convés a olhar para aquele céu lindo! A viagem no princípio foi má! Mas com o passar do tempo fui aprendendo a gostar daquilo! A verdade é que no final da viagem, quando as saudades apertaram, olhei para trás e vi que aprendi com aquilo...sinto que me fez crescer de alguma maneira! Penso que nas férias do Verão do ano passado cresci mais do que esperava! Foi naquele navio que eu vivi coisas muito boas, mas não as melhores, acho eu! Enfim, só sei que nunca vou esquecer aquela viagem, onde eu vi coisas maravilhosas e experimentei sensações fabulosas! Ainda bem que consegui agarrar aquela oportunidade que me passou à frente...ainda bem que não a desperdicei. Obrigada!

domingo, julho 03, 2005

Live8


O live8 foi uma iniciativa espectacular. Quem dera que acontecesse mais vezes. Foi mesmo incrível.
Acho que todos podíamos ajudar com um bocadinho, porque as coisas mais insignificantes para nós, podem ser enormes para aqueles que nada têm.

Como sabem, eu não sou de artes, nem nada que se pareça, mas apeteceu-me desenhar enquanto esperava no meio do hospital para a consulta acabar. O desenho, como se pode ver, não ficou uma maravilha, mas enfim... Apeteceu-me regressar aos tempos de infância, em que tudo era simples e em que os nossos desenhos eram um motivo de emoção para nós e para os pais. Aqueles desenhos que nós fazíamos para oferecer ou simplesmente para nos distrairmos, que para os pais eram lindos e para os irmãos mais velhos eram horríveis! Desenhos que não eram desenhos, riscos que não eram riscos... Ai, bons velhos tempos!


Descobri que o meu sonho impossível se tornou ainda mais impossível! Agora o sonho mudou um bocadinho de cara (isto não quer dizer que mudou de personagem!), mas não vou desistir dele. Vou "continuar" a lutar, e até pode ser que me dêem uma ajudinha, nunca se sabe!
O sonho continua...

Madrugada de 30.06.2005

2h

Eu já acreditei que toda a nossa vida estava destinada, que antes mesmo de nos ser dada, já alguém sabia tudo sobre ela.
Neste preciso momento, em que escrevo neste bloco que traduz uma oportunidade falhada, acredito que somos nós que fazemos a nossa vida e que a determinamos, à medida que vamos crescendo, que nos vamos descobrindo e que no vamos construindo. Contudo, acredito também que existem momentos certos para acontecerem as coisas. As coisas importantes têm a sua razão de ser no momento em que acontecem, por isso não as podemos deixar passar sem tirarmos delas o de mais valioso que elas nos têm para dar.
E também acredito que tem de se arriscar mais e de se abrir mais o nosso coração para entrarem coisas boas. Mas ao mesmo tempo que essas entram, outras menos boas também podem entrar. Porque não arriscar? Mais vale ter forças e conseguir lutar do que simplesmente experimentar sempre a mesma sensação todos os dias!
Eu acredito que vale a pena lutarmos e vivermos por uma vida que nos foi dada para ser vivida e aproveitada.

vamos ver no que acredito amanhã...